As pilhas tipo botão encontradas em relógios, calculadoras e alguns outros dispositivos eletrônicos compactos não admitem recargas completas. No entanto, no final de sua vida útil podem ter um prolongamento, com uma operação de reativação. Esta operação permite que elas funcionem por mais algum tempo.
A reativação consiste em se fazer circular pela pilha uma corrente no sentido contrário ao da corrente que, normalmente, ela fornece. A corrente "reativa" o que resta dos reagentes químicos no seu interior e com isso a pilha pode funcionar por mais algum tempo, entre algumas horas até mais alguns dias, dependendo do consumo do aparelho em que ela é colocada.
O circuito que descrevemos faz essa reativação de uma maneira muito simples, podendo ser utilizado pelos lei- tores que usem bastante essas pilhas. Na figura 6 temos o diagrama completo do aparelho.
Na figura 7 vemos a montagem dos componentes numa ponte de terminais.
O resistor é de 1/8 W ou maior, e os capacitores eletrolíticos devem ter uma tensão de trabalho de 12 V ou mais. O transformador tem um secundário de 6+6 V com corrente entre 100 e 300 mA.
O procedimento para reativação é simples: ligamos a pilha X1 na forma indicada ao circuito e apertamos diversas vezes o interruptor de pressão para que o capacitor eletrolítico C1 se descarregue através da pilha, provocando assim a reativação. Depois de umas vinte recargas de um segundo aproximadamente, teremos uma boa reativação na maioria dos casos.
Observamos que o número de reativações de uma mesma pilha é limitado, e que depois de algum tempo ela não aceita mais a "carga", caso em que realmente será preciso trocá-la.


















