Esta é uma das revistas nacionais bem conhecidas, na qual trabalhei de forma intensa como colaborador, mas não podendo usar meu verdadeiro nome.
Conforme já expliquei em artigos e posts, além de vídeos, a revista pertencia ao irão do Sr. Hélio Fittipaldi, dono da Editora Saber que fazia a Revista Saber Eletrônica e outras das quais fui diretor como funcionário da empresa. No entanto, o pai dos dois que era o Savério Fittipaldi disse que eu deveria colaborar com os dois, afinal eram irmãos. Depois de muitas discussões entre eles concordaram que poderia escrever para as duas empresas, mas deveria usar nomes diferentes. Assim, escolhi o pseudônimo J. Martin e passei a colaborar com a revista Radio e Eletrônica lançada nos anos 80. A revista não tinha data, pois isso facilitava o relançamento, uma prática comum em algumas editoras. Tenho uma boa quantidade de exemplares em minha bibliorteca.

O conteúdo era basicamente o mesmo das principais revistas da época. Eram artigos práticos, teóricos, variedades como notícias e outras relacionadas com a tecnologia e anúncios principalmente das lojas de São Paulo e eventualmente outras que vendiam pelo correio.

A editora contava com alguns colaboradores que eram pagos para montar alguns protótipos que seriam usados nas capaz das revistas, pois em muitos casos, os projetos eram feitos até de maneira precária ou experimental funcionando, mas não tinham uma aparência atraente para sair na capa. Somente os mais atraentes é que tinham projetos finais montados para fazerem parte das capas.
No entanto, muitos dos projetos publicados nas revistas se tornaram kits. A editora naquela época possuía uma loja de componente. No afinal de cada edição havia um cupom através do qual era possível fazer a compra ou mesmo por atendimento telefônico.
Ligava-se para o número da editora e fazia-se o pedido. O valor era calculado e era passado o número de conta bancária onde deveria ser depositado o valor. O número do depósito identificava o comprador que então receberia sua mercadoria pelo correio. Sem internet ainda, era um modo de se comprar componentes, materiais e kits que funcionava bem.
O interessante é que em algumas edições o meu nome verdadeiro era utilizado em alguns artigos. Também havia artigos sem nome que, no entanto, se for analisado o estilo ficará patente que o autor fui eu, Newton C. Braga.
Na imagem a capa de diversos exemplares desta revista que podem ser baixados gratuitamente no link abaixo.

Como era comum na época, algumas edições traziam brindes para seus leitores. Assim, na imagem acima vemos o caso de uma revista que trazia uma placa de circuito impresso para uma montagem.
Essas plaquinhas eram muito cobiçadas gerando um terror para os jornaleiros que tinham de deixar a revista visível, porém foram do alcance dos clientes, pois muitos se aproveitavam da distração do jornaleiro para as roubarem.
Colaboradores como Aquilo Leal, Josir Cavalcante, T. Hara e outros tinham seus artigos nesta revista.
A sede era na Avenida Ângelo Zanchi na Penha em São Paulo, bairro em que nasci e quando ia até a redação para levar os artigos ou conversar com o Vicente, me recordava dos tempos em que no terreno em frente à editora ía andar de bicicleta ou jogar futebol com meus amigos. Hoje ergue-se a catedral da Penha naquele terreno. É a história.















