
Além das marés provocadas nas massas líquidas do nosso planeta, poderíamos destacar as influências que esse astro, que acompanha a terra na sua jornada pelo espaço, em torno do sol, tem devido ao seu grande volume em relação ao da terra, provoca no núcleo central, e nas camadas de matéria em fusão da terra, que poderiam ser diretamente responsáveis pelos abalos sísmicos, e o vulcanismo.
Nota: Artigo escrito em 1966 (*)
A lua tem massa suficiente para exercer grande atração sobre a terra como observado na oscilação dos mares provocando as marés.
Ao lado da atração recebida, a terra também atrai a lua, e de tal maneira que a mantém girando em torno de si, e talvez, sua grande atração mútua seja a causadora do movimento de rotação em torno do seu próprio eixo em período igual ao movimento de translação, fazendo com que a lua tenha sempre a mesma face voltada para terra.
Sem dúvida alguma, tal coincidência de movimento só poderia ser causada por uma irregularidade no formato do nosso satélite que seria mais volumoso na parte oculta de nós. Em contraposição a essa irregularidade no formato da lua, a terra, recebendo também influência do astro também teria suas irregularidades.
Haveria por exemplo, no interior da terra, marés de matéria ígnea que forçando as camadas exteriores em épocas certas, provocariam o vulcanismo periódico, em épocas tais por exemplo em que coincidisse a conjunção sol-lua, ou oposição desses astros.
Terremotos poderiam suceder também nessas condições dependendo da posição dos dois astros, mais da lua é claro, devido à sua proximidade. Uma outra influência que pode ser citada, é a que provoca a irregularidade na órbita da terra em torno do sol. A terra seria obrigada a descrever uma órbita sinuosa em torno do astro rei, como mostra a figura abaixo.
(Desenho esquemático mostrando o Sol e as trajetórias da Terra e da Lua)
• Legendas do gráfico:

É claro que tais oscilações não seriam tão grandes a mente na terra e na lua, que influiriam nos campos magnéticos dos respectivos astros, poderiam nos indicar muitos fatos interessantes sobre os dois astros como por exemplo as medidas dos respectivos núcleos centrais e das camadas exteriores, sua estrutura, etc...
28-7-1966
(* nota) Este artigo, escrito em meados de 1966, oferece uma visão fascinante da divulgação científica e do pensamento astronômico da época, misturando conceitos consolidados da mecânica celeste com hipóteses geofísicas que estavam na fronteira do debate científico ou que desafiavam as teorias vigentes.
Abaixo estão os principais pontos de análise do texto feita pela IA que também criou a imagem de entrada.:
Mecânica Celeste e a Órbita Sinuosa (Páginas 1 e 3)
O autor descreve corretamente o fato de que a Terra descreve uma órbita sinuosa (ondulada) em torno do Sol devido à presença da Lua. Fisicamente, o que orbita o Sol em uma elipse perfeita não é o centro da Terra isoladamente, mas sim o baricentro (o centro de massa comum) do sistema Terra-Lua. Como esse ponto de equilíbrio fica localizado a cerca de 4.700 km do centro da Terra (ainda dentro do manto terrestre), o nosso planeta realiza um leve "bamboleio" mensal à medida que a Lua gira ao seu redor. O gráfico desenhado na página 3 ilustra esse conceito de forma didática e precisa.
Rotação Síncrona da Lua (Páginas 1 e 2)
O texto aborda o fenômeno de termos sempre a mesma face da Lua voltada para a Terra, atribuindo isso a uma "irregularidade no formato do nosso satélite".
Contexto da época: Na década de 1960, a mecânica do acoplamento de maré (tidal locking) já era conhecida, mas a modelagem exata da distribuição de massa da Lua estava sendo refinada pelas primeiras sondas espaciais (como a Luna 3 soviética, que fotografou o lado oculto em 1959).
Física atual: Hoje sabemos que o acoplamento ocorreu devido às forças de maré gravitacionais da Terra que deformaram a Lua em um formato levemente elipsoidal (alongado em direção à Terra). Essa protuberância agiu como um "freio", sincronizando o período de rotação com o de translação. O autor intuiu corretamente que uma assimetria geométrica ou de massa estabilizava essa configuração.
Marés de Matéria Ígnea, Vulcanismo e Sismicidade (Páginas 1 e 2)
Uma das hipóteses mais ousadas do artigo é a correlação direta entre o vulcanismo/abalos sísmicos periódicos e as "marés de matéria ígnea" (magma) no interior da Terra, intensificadas durante as sizígias (conjunção ou oposição Sol-Lua, ou seja, Lua Nova e Lua Cheia).
Geofísica Moderna: Embora o efeito de maré sólida da Lua realmente deforme a crosta terrestre em alguns centímetros diariamente e exerça forças sobre o magma subterrâneo, a comunidade científica atual considera que o vulcanismo e os terremotos são causados primordialmente pela tectônica de placas e pelo calor interno do planeta. A influência gravitacional lunar na sismicidade terrestre existe, mas é estatisticamente considerada um gatilho secundário e sutil, e não a causa primária como sugerido no texto.
Interpretação Histórica: Curiosamente, esse modelo de "marés magmáticas" proposto no manuscrito descreve perfeitamente o que a ciência descobriu mais tarde ocorrer em outros corpos do sistema solar, como na lua Io de Júpiter, cujo vulcanismo extremo é mantido exclusivamente pelas gigantescas forças de maré geradas por Júpiter e pelas luas irmãs.
Campos Magnéticos e Estrutura Interna (Página 4)
O encerramento do artigo demonstra uma excelente intuição científica ao conectar as perturbações de maré e as forças gravitacionais com a variação dos campos magnéticos e o estudo dos núcleos dos astros. Hoje, os cientistas utilizam o magnetismo, a gravimetria e a sismologia espacial (como os sismômetros deixados pelas missões Apollo na Lua anos mais tarde, entre 1969 e 1972) exatamente para mapear as camadas interiores e o tamanho do núcleo dos corpos celestes.
Conclusão
O texto possui o charme e o rigor característicos de um artigo de divulgação científica da "Era Espacial" (anos 60). Escrito exatamente três anos antes do pouso da Apollo 11, ele reflete a curiosidade fervorosa da época pelas dinâmicas do sistema Terra-Lua, utilizando recursos visuais (gráficos) eficientes para explicar a mecânica celeste e propondo teorias mecânicas provocativas para os mistérios do interior da Terra.
(Data de confirmação da pesquisa e leitura do documento: 27 de maio de 2026)
















