Os sistemas de iluminação sequencial produzem efeitos espetaculares na animação de festas, em reuniões dançantes e em discotecas. Colocando as lâmpadas desta sequência! em círculos concêntricos você terá um efeito de, iluminação ”explosiva" com o acendimento de ”dentro para fora", e colocando as lâmpadas em série normal você terá seu acendimento de maneira interessante e bastante dinâmica. Usando 10 SCRs de 400 W em 110 V e 800 W em 220 V você poderá controlar 4 000 ou 8 000 watts de lâmpada, conforme a rede local. S e você esta procurando um projeto de iluminação sequencial realmente incrementado, pode parar! 'Você encontrou o queria!

Obs. Este artigo é de 1979. Trata-se mais de um exercício de aplicação de TTLs se for feito agora, pois soluções usando LEDs e microprocessadores hoje são muito melhores.

Antes de mais nada devemos explicar aos leitores o que é uma iluminação sequencial e os efeitos que ela pode produzir.

Se ligarmos diversas lâmpadas na saída de um sistema de iluminação sequencial estas lâmpadas acenderão ou piscarão continuamente em sequência, ou seja, no instante 1 acende .a primeira; no instante 2 apaga a primeira e acende a segunda; no instante 3 apaga a segunda e acende a terceira e assim por diante, dependendo do número de estados que o sistema possuir.

Assim, se o sistema for de apenas dois estados teremos simplesmente uma alternância de acendimentos e nenhum efeito mais interessante será obtido. A partir de 3 lâmpadas ou 3 posições, com o acendimento em sequência teremos um efeito muito importante: as lâmpadas parecem correr à medida que uma apaga e outra acende (figura 1).

 

Figura 1 – O efeito sequencial
Figura 1 – O efeito sequencial | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Este efeito pode ser observado em alguns anúncios luminosos de edifícios em que uma carreira de lâmpadas parecer correr em volta do mesmo fornecendo com isso um efeito bastante dinâmico.

Mas, esse não é o único efeito que se pode ter para uma iluminação sequencial.

Suponhamos que na saída de um sistema deste tipo sejam ligadas lâmpadas formando círculos concêntricos, conforme mostra a figura 2.

 

Figura 2 – Efeito circular
Figura 2 – Efeito circular | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Na primeira posição 1 acende a lâmpada mais interna; na segunda posição o círculo de lâmpadas que a envolve; na terceira posição o círculo que envolve o segundo, e assim por diante.

Com um funcionamento algo acelerado de modo que a transferência de uma posição para outra seja rápida, teremos um efeito espetacular: O acendimento de dentro para fora dá a impressão de uma “explosão de luz".

Este tipo de efeito tem sido largamente usado na atualidade nas discotecas e agora com a montagem deste aparelho você poderá tê-lo em sua casa.

O sistema que descrevemos permite os dois tipos de montagem: você pode fazer a iluminação sequencial convencional de uma sala, ou de um anúncio luminoso, ou então fazer o sistema "explosivo" em que círculos concêntricos de lâmpadas são utilizados (figura 3).

 

Figura 3 -  Instalação numa caixa
Figura 3 - Instalação numa caixa | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Obs. O aparelho só funciona com lâmpadas incandescentes.

 

O projeto que apresentamos, conforme o nome sugere possui 10 estados, ou seja, as lâmpadas são acesas em sequência de 10 o que quer dizer que há um acendimento de 10 posições antes de se iniciar um novo ciclo. Este número elevado de posições tem duas vantagens:

a) permite um efeito mais acentuado do acendimento das lâmpadas no sistema convencional e permite a utilização de até 10 círculos no sistema explosivo.

b) permite a ligação de uma quantidade muito grande de lâmpadas.

De fato, com a utilização de SCRS de 4 A, temos para a ligação em 110 V a possibilidade de controlar 4 000 W de lâmpadas ou 100 lâmpadas de 40 watts, e de 8.000 watts na rede de 220 V que corresponde a 200 lâmpadas de 40 watts.

A montagem se baseia totalmente em componentes comuns em nosso mercado, de modo que os leitores não terão dificuldades com sua execução.

 

 

Como Funciona

 

A montagem do sistema sequencia! É enormemente facilitada pelo emprego de circuitos integrados. Em cada circuito integrado temos muitos componentes que se usados de maneira discreta fariam com que a montagem se tornasse muito mais complicada.

Na figura 4 temos o diagrama de blocos deste aparelho.

 

Figura 4 – Diagrama de blocos
Figura 4 – Diagrama de blocos | Clique na imagem para ampliar |

 

 

O primeiro bloco representa um oscilador cuja frequência determinará o tempo de acendimento de cada lâmpada da série e, portanto, a velocidade do - ciclo. Se fizermos este oscilador operar numa frequência de 10 Hz, por exemplo, cada lâmpada ficará acesa por 0,1 3 e consequentemente o ciclo completo de acendimento de todas será de 1 segundo.

A frequência deverá ser escolhida de acordo com a utilização do aparelho. Até mesmo um controle externo para sua mudança pode ser colocado.

Na figura 5 temos o oscilador usado para esta finalidade, no qual o resistor e o capacitor determinam a sua frequência.

 

Figura 5 – O oscilador de controle
Figura 5 – O oscilador de controle | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Aumentando o valor do capacitor teremos uma frequência menor e portanto uma velocidade de acendimento menor. Podemos colocar em paralelo com o capacitor fixo, um segundo o qual é ligado por meio de um interruptor. O resultado será um controle de duas velocidades.

O resistor usado também pode ser variável, caso em que um potenciômetro de 1 k poderá ser usado.

Ligamos na saída deste oscilador um LED que piscará na sua frequência.

Com este LED pode-se ter um ajuste de sua operação mesmo sem termos de observar as lâmpadas principais que ficarão longe.

A etapa seguinte, mostrada na figura 6 consiste num contador divisor por 10 que tem por base um integrado 7490.

 

Figura 6 – O contador-divisor
Figura 6 – O contador-divisor | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Para decodificar os sinais deste contador, que fornece uma saída BCD, usamos um segundo circuito integrado, o 7442.

Este circuito tem 10 saídas que então são usadas para excitar as etapas de potência.

No projeto desta sequencial são usados SCRs do tipo 106 pois são os mais comuns e de menor custo, apresentando a possibilidade de controle de 400 W na rede de 110 V e de 800 W na rede de 220 V.

Como temos 10 SCRs, um para cada saída, podemos controlar 4 kW na rede de 110 V ou 8 kW na rede de 220 V.

Na figura 7 damos um circuito que permite ligar mais de um SCR em cada saída. Com dois SCRs em cada saída dobramos a potência total do aparelho.

 

Figura 7 – Aumentando a potência
Figura 7 – Aumentando a potência | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Um ponto importante que deve ser observado neste circuito, refere-se ao tipo de controle que se obtém com um SCR. Os SCRs são dispositivos semicondutores de características semelhantes aos diodos, conduzindo a corrente num único sentido. Isto significa que cada lâmpada da série recebe apenas metade da potência normal de funcionamento.

A fonte de alimentação para a parte integrada deve fornecer 5 V. Esta fonte é mostrada na figura 8.

 

Figura 8 – Fonte para o circuito
Figura 8 – Fonte para o circuito | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Veja o leitor que a fonte de baixa tensão tem um ponto em comum com o setor de alta tensão, ou seja, o mesmo terra.

Vários leitores em outras ocasiões nos consultaram preocupados com este tipo de ligação, se não haveria perigo da alta tensão de um circuito passar para o outro vindo a causar danos, principalmente nos circuitos integrados.

Vejam os leitores que as correntes elétricas circulam sempre entre dois pontos. Se houver apenas um ponto comum, uma fonte não interfere no funcionamento da outra e nem há perigo de danos.

Na verdade, neste projeto é absolutamente necessário que estas fontes tenham pelo menos um ponto em comum para que haja retorno para o sinal que vai do setor de baixa tensão da saída dos decodificadores para a entrada dos excitadores. Se esta ligação for eliminada o circuito simplesmente não funcionará!

 

 

OBTENÇÃO DOS COMPONENTES

Além dos componentes eletrônicos que são todos comuns, devemos pensar também na maneira de conseguir os demais acessórios como os suportes para a montagem, nos componentes para instalação das lâmpadas, a caixa, etc.

Na verdade, levando em conta a finalidade do projeto, podemos dizer que o material eletrônico contribui com menos de 50% do custo do mesmo, já que a quantidade de lâmpadas usadas, a caixa e seu acabamento podem ser mais caros que o conjunto eletrônico propriamente dito.

Para facilitar o leitor damos então algumas recomendações para obtenção dos componentes, para que não seja usado gato por lebre onde justamente isso não pode ser feito.

Os circuitos integrados são todos comuns, da série TTL que podem parecer com diversos prefixos indicando seus fabricantes. Estes integrados possuem invólucros do tipo DIL (Dual In Line) sendo instalados no circuito diretamente ou então por meio de soquetes. Se o leitor optar pela utilização de soquetes deve observar que o 7400 e o 7490 têm 14 pinos, enquanto o 7442 tem 16 pinos.

Os LEDs usados na saída de monitoração do circuito são comuns, podendo inclusive ser omitidos para maior economia.

Os transistores excitadores podem ser de qualquer tipo PNP para uso geral com corrente de coletor de 100 mA. Em especial recomendamos o 80557 mas equivalentes como o BC307, BC308 podem também ser usados.

Para a fonte é usado um transistor NPN de potência. Recomendamos o BD135, mas equivalentes como o BD137, BD139 ou TIP29 podem perfeitamente ser usados.

Os capacitores eletrolíticos são todos de baixa tensão. C1 determina a frequência da primeira velocidade e C2 da segunda. O leitor pode fazer experiências com diversos valores para estes componentes. Estes valores podem situar-se entre 100 uF e 1000 uF.

As tensões desses capacitores podem ter qualquer valor a partir de 6 V.

Para o capacitor da fonte sua tensão deve ser de pelo menos 12 V.

Os resistores são os componentes menos críticos. Para a montagem em placa deve-se usar resistores de 1/4 ou 1/8 W por seu tamanho, mas para a montagem em ponte até mesmo resistores de ½ W podem ser usados.

A parte mecânica para esta montagem admite diversas soluções. A caixa, por exemplo, pode ser feita de qualquer material comum, madeira, metal, etc.

Para a ligação das lâmpadas na parte posterior, o leitor tem duas opções que devem ser analisadas antes da compra do material. Pode usar tomadas simples, caso em que, pelo número elevado de saídas, devem ocupar um espaço relativamente grande, ou então partir para uma solução mais econômica que o uso de uma barra de terminais com parafusos.

Com relação a disposição das lâmpadas o montador deve planejar com cuidado. Para sequências de acendimento linear, o leitor pode fazer a ligação mostrada na figura 9, fixando os soquetes numa ripa ou sarrafo comprido, ou então deixando-as soltas de modo a ”esticar" os fios dando voltas da maneira que quiser numa sala. O cabo terá então 11 condutores.

 

Figura 9 – Instalação das lâmpadas
Figura 9 – Instalação das lâmpadas | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Será conveniente no caso que o leitor adquira fios de cores diferentes para facilitar as ligações e aglomere estes fios de maneira a facilitar as conexões.

Este aglomerado pode ser feito de duas maneiras: amarrando os fios em feixe com barbante ou então passando-os por pedaços de mangueiras plásticas de espessura conveniente.

 

 

MONTAGEM

 

Em vista da complexidade deste projeto devemos dividi-lo em duas etapas quanto à montagem: a parte eletrônica e a parte mecânica.

Para a parte eletrônica as ferramentas são as convencionais tendo aqui o leitor também duas opções: usar placa de circuito impresso ou então fazer a montagem em pontes de terminais isolados.

Veja que mesmo sendo usados diversos integrados, a montagem com CI não é impossível se bem que muito cuidado seja necessário no sentido de não se esquecer nenhuma ligação ou de se fazer ligações erradas.

A sequência de operações de soldagem que daremos durante a descrição da montagem será válida para os dois tipos (placa ou ponte) não havendo no entanto separação das indicações.

O leitor, entretanto, pela leitura atenciosa não terá dificuldades em saber qual item se refere a uma ou outra disposição.

 

a) Parte eletrônica

O circuito eletrônico deste sistema de luzes sequenciais será dividido em dois blocos que também serão montados separadamente.

No primeiro bloco ficam os componentes do setor de baixa tensão, ou seja, os circuitos integrados e os transistores, enquanto que no segundo bloco temos a parte ”de potência" em que estão os SCRs.

Um “bloco" é ligado ao outro por 11 fios apenas havendo clara indicação de como isso é feito, tanto no diagrama como no chapeado.

Assim, na figura 10 temos o circuito da parte de baixa tensão, ou seja, referente aos circuitos integrados, com a sua fonte de alimentação .

 


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Figura 10 – Setor de baixa tensão
Figura 10 – Setor de baixa tensão | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Na figura 11 temos o setor de controle onde aparecem os SCRs.

 

Figura 11 – Setor de controle
Figura 11 – Setor de controle | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Para uma montagem em placa de circuito impresso, conforme mostra a figura 12 tanto os componentes de baixa tensão como os de controle poderão ficar juntos.

 


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Figura 12 – Montagem em placa
Figura 12 – Montagem em placa | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Veja que a espessura da tira de cobre para a ligação das lâmpadas deve ser compatível com a corrente que as mesmas precisam.

Para uma montagem em ponte de terminais o leitor pode usar uma base onde 4 pontes para a parte de baixa tensão serão fixadas paralelamente conforme mostra a figura 13.

 

Figura 13 – Fixação das pontes de terminais para este tipo de montagem
Figura 13 – Fixação das pontes de terminais para este tipo de montagem | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Para o setor de alta potência, outras pontes deverão ser usadas.

Observamos que, pelas potências que os SCRs devem suportar todos devem ser dotados de dissipadores de calor, ou seja, pequenas aletas de metal que podem ser feitas com perfilado de alumínio as quais são fixadas nestes componentes da maneira indicada na figura 14.

 

Figura 14 – Dissipadores para os SCRs
Figura 14 – Dissipadores para os SCRs | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Alguns cuidados devem ser tomados com a utilização e instalação dos componentes nas duas montagens. Daremos então a seguir uma sequência de operações que são válidas principalmente para o caso da montagem em ponte, mas que em alguns casos servem para a montagem em placa.

A parte de baixa tensão do circuito em ponte é então mostrada na figura 15.

 

Figura 15 – Montagem em ponte do setor de baixa tensão
Figura 15 – Montagem em ponte do setor de baixa tensão | Clique na imagem para ampliar |

 

 

A parte de controle é mostrada na figura 16.

 

Figura 16 – Parte de controle
Figura 16 – Parte de controle | Clique na imagem para ampliar |

 

 

a) Fixe as pontes de terminais onde vão ser instalados os componentes numa base de material isolante deixando uma distância de separação de aproximadamente 5 cm. Em cada circuito integrado solde fios de 3 cm de comprimento rígidos e solde estes fios nos orifícios das barras de terminais conforme mostra a figura 17.

 

Figura 17 – Montagem do CI na versão em ponte
Figura 17 – Montagem do CI na versão em ponte | Clique na imagem para ampliar |

 

 

b) Comece fazendo as interligações entre os diversos terminais de todos os integrados, preferivelmente marcando num papel cada uma que seja feita para não haver perigo de ser esquecida nenhuma.

Se a montagem for feita em placa de circuito impresso, comece com a soldagem dos integrados na mesma. Observe nos dois casos a posição certa de cada integrado pois se estes componentes forem invertidos o aparelho não funcionará.

Cuidado com o excesso de calor na soldagem.

As interligações são feitas com pedaços pequenos de fio rígido ou flexível de capa plástica.

 

c) A seguir, faça a soldagem dos componentes referentes ao oscilador em torno de C1. Estes componentes são os capacitores eletrolíticos que você deve observar a polaridade e o resistor. Se você quiser ter um controle melhor sobre a velocidade deste circuito você poderá substituir este resistor por um potenciômetro de 1k ligado em série com um resistor de 220 ohms.

Para a chave que ficará no painel do aparelho você deixará dois pedaços de fios de aproximadamente 20 cm de comprimento.

Esta chave permitirá obter as duas velocidades funcionamento para o circuito.

 

d) Solde em seguida o resistor da saída do circuito oscilador que serve para monitorar seu funcionamento. Para o LED que ficará no painel do aparelho deixe dois fios de aproximadamente 20 cm de comprimento e quando for ligar este componente observe bem a sua posição já que o mesmo é polarizado.

 

e) Em torno do 7490 não existe nenhum componente extra a não ser as interligações. Observe que as saídas deste circuito são indicadas por 01, 02, 14 e 08, devendo sair das mesmas fios de ligação para as entradas correspondentes no integrado 7442. Estes fios devem ter um comprimento não muito grande para não causar com isso qualquer problema de captação de ruídos que causem instabilidade no funcionamento do aparelho.

 

f) Nas saídas do 7442 vão ligados LEDs de monitoração (optativos) os quais ficarão no painel do aparelho. Para sua ligação use cabinhos de 20 cm de comprimento. Veja que os anodos de todos os LEDs são interligados indo ao resistor de 330 ohms e deste ao + da fonte.

De cada uma das saídas sairão fios que vão aos circuitos de excitação formados pelos transistores.

Antes de passarmos a etapa seguinte em que temos os transistores excitadores e os SCRs daremos uma tabela com todas as ligações dos circuitos integrados de modo a facilitar ao máximo a montagem do aparelho.

CI-1

pinos 1, 2, 3, 4, 5, e 6 - permanecem desligados

pino 7 - ligado à terra

pino 8 - saída de sinal, ligado ao pino 14 de CI-2

pinos 9 - 10, 11 - interligados

pinos 12 e 13 - interligados

pino 14 - +5 V

 

CI-2

pino 1 - ligado ao pino 12

pinos 2, 3, 6, e 7 - interligados e ligados à terra (-)

pino 4 - desligado

pino 5 - +5 V

pino 8 - Q4 - ligado à entrada Q4 de CI-3no pino 13

pino 9 - Q2 - ligado à entrada Q2 de CI-3 no pino 14

pino 10 - ligado à terra

pino 11 - Q8 - ligado à entrada Q8 de CI-3 no pino 12

pino 12 - Q1 - ligado à entrada Q1 de CI-3 no pino 15 e ao pino 12 de CI-2

pino 13 -_ desligado

pino 14 - entrada de sinal vinda de GI-1 do pino 8

 

CI-3

pinos 1 a 7 - saídas de sinal em sequência

pino 8 - ligado à terra

pinos 9 a 11 - saídas em continuação a sequência

pinos 12 a 15 entradas de sinal

pino 16 - alimentação +5 V

 

Com estas indicações, o leitor evidentemente não poderá errar ao fazer sua montagem em ponte de terminais.

Passamos a seguir à etapa de excitação com os transistores.

 

g) O sinal de cada saída do CI-3 é levado à base de um transistor excitador passando por um resistor de 1 k. O leitor poderá montar o transistor excitador ao lado de cada SCR na ponte de terminais correspondente. Como aqui temos uma repetição de configuração o leitor não terá dificuldades para fazer a montagem. Assim, comece com a soldagem do transistor observando sua posição e dos dois resistores associados a este transistor, isso para cada SCR.

 

h) A seguir solde em posição os SCRs observando a colocação do dissipador de calor e aproveite para ligar na sua comporta o diodo, observando sua polaridade e o resistor que vai ao coletor de cada transistor.

 

i) Veja que os catodos de todos os SCRs tem um fio de interligação que vai ao negativo da fonte de 5 V. Este fio e absolutamente necessário, pois pelo contrário o aparelho não funcionará.

 

j) Faça em seguida as conexões da alimentação de entrada, passando pela chave geral e pelo fusível, indo ao catodo comum de todos os SCRs, ou seja, no mesmo fio de que falamos. Tanto a chave geral como o fio deve ser capaz de suportar a corrente elevada do circuito.

Do anodo de cada SCR sairá um fio de ligação para a ponte de ligação às lâmpadas ou tomadas. Este fio não pode também ser muito fino já que a plena carga a corrente circulante será de 4 ampères. Muito cuidado com a ligação destes fios porque circulam correntes elevadas e altas tensões são encontradas para que emendas, pontos de solda mal feitos possam ter consequências desastrosas para todo o conjunto se acidentalmente encostarem mas partes de baixa tensão.

 

k) Veja o montador que de cada saída de Cl-3 sairá um fio que vai ao resistor de base de cada transistor excitador, num total de 10 fios mais o fio comum à terra. Temos ainda um fio que leva a alimentação de 5 volts para os emissores de todos os transistores que também não deve ser esquecido. Veja se realmente colocou os 12 fios para este setor.

 

l) Complete a montagem com a fonte de alimentação. Se o leitor optar pela alimentação por pilhas, a montagem será rápida e simples, enquanto que, se optar pela versão com transformador terá um pouco mais de trabalho. Fixe o transformador numa base de montagem, e também uma ponte de terminais, onde serão soldados os seus componentes. O transistor deve ser dotado de um irradiador de calor em vista da corrente que deve fornecer.

Cuidado com a ligação dos fios do enrolamento primário do transformador. O fio preto é comum ao circuito de 110 V ou 220 V. Você ligará o outro fio da alimentação passando pelo interruptor geral ao terminal marrom do transformador se sua rede for de 110 V e ligará ao fio vermelho se a rede for de 220 V.

Depois de terminar a montagem, confira todas as ligações, e antes de fazer a montagem definitiva de todo o conjunto na caixa fechada, o leitor pode fazer uma prova de funcionamento.

 

 

Prova de Funcionamento

 

A prova inicial de funcionamento pode ser feita sem a ligação das lâmpadas observando-se apenas se os LEDs do painel acendem em sequência.

Para esta finalidade, basta ligar o circuito à rede e acionar o interruptor geral.

Os LEDs deverão acender em sequência normalmente, e sua velocidade será alterada se o leitor comutar a chave que permite isso.

Se algum LED não acender o leitor deve verificar se o mesmo está ligado corretamente, já que a primeira suspeita cai numa inversão deste componente cujo lado chato deve ir ao integrado CI-3 no terminal correspondente.

Se mesmo com a inversão ele não acender o leitor deve verificar se o mesmo se encontra em bom estado, trocando provisoriamente de posição com outro. Se ainda assim ele não acender, isto é, se um LED bom for colocado neste local e nada acontecer a suspeita imediata e que CI-3 não se encontra bom.

Se houver uma “troca de posições" na ordem de acendimento dos LEDs verifique se você não cometeu erros de ligação tanto nos fios de saída de Cl-3 como de entrada Q1, Q2, Q4 e 08.

Normalmente se o erro foi nas saídas a troca de ordem será observada em apenas dois ou três LEDs, mas se a troca for feita na entrada a confusão será geral!.

Estando tudo em ordem com os LEDs o leitor poderá passar à prova com as lâmpadas.

Se ainda restar um problema: não acendimento em sequência de nenhum LED e o primeiro que serve de monitor não piscar você deve verificar as ligações de CI-1 que podem estar erradas, ou o próprio CI que pode estar com problemas.

Para as provas com lâmpadas você não precisa ligar todas as saídas e muito menos precisa de 10 lâmpadas para isso.

Arranje uma lâmpada de 40 ou 60 W comum e monte-a num soquete com dois fios de saída, conforme mostra a figura 18, ligando-a inicialmente com um fio ao comum ou terra da ponte de terminais de saída, e o outro na primeira saída desta ponte.

 

Figura 18 - Testando
Figura 18 - Testando | Clique na imagem para ampliar |

 

 

Ligue o aparelho, e observe o primeiro LED da sequência. Você verá que toda vez que ele piscar a lâmpada deve acompanhar.

Retire o fio da primeira saída e ligue depois na segunda, mantendo o outro na ligação comum ou terra. Ligue novamente o aparelho. A lâmpada deve agora piscar quando o segundo LED acender.

Repita esta operação de prova com todos os SCRs, ou seja, ligando a lâmpada em todas as saídas.

Os problemas que podem ocorrer aqui são:

a) logo ao ligar a lâmpada e o aparelho ela permanece sempre acesa mesmo com os LEDs piscando. Neste caso, desligue momentaneamente o diodo da comporta do SCR correspondente e ligue o aparelho.

Se a lâmpada ainda permanecer acesa e sinal que o SCR se encontra queimado devendo ser substituído.

Se a lâmpada apagar e assim permanecer, verifique a ligação do diodo e seu estado, o transistor e a ligação ao Cl.

 

b) Há uma troca de posições no acendimento da lâmpada, ou seja, ela pisca com um LED que não é o que lhe corresponde. Neste caso, provavelmente o que houve foi uma troca de ligações na ponte. Confira.

 

c) A lâmpada não acende em nenhuma piscada de qualquer LED. Neste caso você deve verificar o transistor e o SCR. Para verificar o SCR desligue o terminal do resistor de 1ok que vai ao coletor do transistor e toque neste terminal com a ponta de um fio que esteja ligando ao (+ ) da fonte de 5 V. O SCR deve disparar fazendo acender a lâmpada. Se isso não acontecer é porque o SCR se encontra aberto devendo ser substituído.

Se a lâmpada acender é porque o SCR se encontra bom estando o problema com o transistor.

 

 

AS LÂMPADAS

 

Os efeitos que podem ser obtidos dependem muito do gosto e da imaginação de cada um.

As únicas observações que fazemos para usar o aparelho é que se respeite o limite de corrente de cada saída: não ligue mais do que 400 W de lâmpadas em cada terminal da ponte na rede de 110 V ou 800 W se a sua rede for de 220 V.

As lâmpadas podem ser de qualquer tipo ou potência desde que, somadas não ultrapassem estes limites.

Na figura 19 temos algumas sugestões de jogos de luzes que podem ser feitos com este aparelho, todos eles muito interessantes.

 

Figura 19 – Sugestões de  jogos de luzes
Figura 19 – Sugestões de jogos de luzes | Clique na imagem para ampliar |

 

 

 

Lista de Material

 

a) parte de baixa tensão

CI-1- 7400 - circuito integrado TTL

CI-2 - 7490 - circuito, integrado TTL

CI-3 - 7442 - circuito integrado TTL

R1 a R12 - 330 ohms x 1/8 W – resistores (laranja, laranja, marrom)

C1 , C2 - 50 à 220 uF x 16 V- conforme a velocidade desejada

S1 - interruptor simples

LED1 à Led11- diodos emissores de luz vermelhos comuns

4 chaves HH

Diversos: placa de circuito impresso ou pontes de terminais, fios, solda, parafusos, etc.

 

b) Parte de excitação e potência

Q1 à Q10 - transistores BC557 ou BC307

R1 à R10 - resistores de 1 k x 1/8 W ( marrom, preto, vermelho)

R11à R20 - resistores de 330 ohms x 1/8 W (laranja, laranja, marrom)

R21 à R30 - resistores de 10 k x 1/8 W- ( marrom, preto, laranja)

D1 a D1O - diodos 1N4002 ou equivalentes

SCR1 à SCR10 - MCR106, C106 ou IR106 diodos controlados de silício para 200 V se a rede for de 110 V e para 400 V se a rede for de

F1 - fusível de 8 A ou 10 A

S1 - interruptor geral simples

P1 - 470 ohms - potenciômetro

Diversos: dissipadores para os SCRs, ponte de II terminais com parafusos; placa de circuito impresso ou pontes de terminais simples, fios flexíveis de capa plástica, etc.

 

 

Material para a fonte

 

T1 - transformador com primário de acordo com a rede local e secundário de 6 + 6 V por 500 mA

D1 , D2 - IN4002 ou equivalentes - diodos

C1 - 1 000 uF x 16 V - capacitor eletrolítico

R1 - 470 ohms x 1/4 W - resistor, (amarelo, violeta, marrom)

Z1 - diodo zener para 6,2 V x 400 mW

Q1 - transistor BD135 ou TIP29

C2 - 10 ,uF x 16 V - capacitor eletrolítico

Diversos: base para a montagem, ponte de terminais, fios, solda, etc.

 

d) Materiais diversos: lâmpadas para a obtenção dos efeitos montadas de maneira que o leitor quiser, fios para a ligação das lâmpadas soquetes para as lâmpadas, caixa para instalação do aparelho

 

 

 

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