As aparições de objetos voadores em diferentes lugares do mundo, aumentaram de tal maneira que até mesmo as autoridades se preocuparam com o fato. Tanto assim é, que nos Estados Unidos foi criado um departamento junto à força aérea, que tem como função unicamente desvendar o mistério que envolve os chamados discos voadores.

Nota: Nos anos 60 o assunto estava em alta. Fui solicitado a escrever artigos para diversas mídias. Sempre procurei manter uma abordagem crítica, analisando sob o ponto de vista científico não me deixando levar por interpretações místicas ou conspiratórias. O artigo é de 1967 (*).

Quando tais objetos misteriosos começaram a aparecer no nosso planeta, não temos muita certeza, devido ao fato de êles, em épocas menos esclarecidos cientificamente poderem ser fàcilmente confundidos com fenômenos atmosféricos naturais como meteoros, raios, ou até mesmo com o vôo de alguns pássaros.

Consultando, porém, escritos antigos, poderemos encontrar citações dos objetos, na Grécia de um milênio antes de Cristo, por caçadores moradores gregos, e em Roma, por Cícero em um dos seus discursos.

 

Os relatos de visões de discos voadores em nosso século são muito mais numerosos, até mesmo excessivamente numerosas, e foi justamente êsse aumento excessivo aumento do número de aparições que levou os Americanos a uma pesquisa mais profunda. (**)

 

Antes, porém de falarmos a respeito dos resultados obtidos pelos americanos através de sua instituição especializada, relataremos alguns casos mais sérios, dignos de fé que envolveram os OVNI (UFO), e além disso tentaremos expor a opinião de alguns grupos que procuram explicar a natureza dos discos voadores.

Poderíamos dividir os estudiosos dos discos voadores em dois grupos: Os místicos, e os científicos.

Entre os místicos, por sua vez existem outros dois grupos.

O primeiro grupo é de opinião que os discos vêem de fora do nosso planeta, do espaço, de algum planeta num estágio de evolução mais adiantado, pilotados por sêres muito inteligentes.

Um fato estranho que empolga de certa maneira os curiosos, é um acontecimento ocorrido à algum tempo, relatado por duas pessoas de início, mas comprovados misteriosamente por cientistas que nada sabiam do sucedido.

Êssas duas pessoas, sul americanos, contaram que foram raptados sob hipnose por um "disco voador" e foram levados em uma viagem até o planeta de onde se originaram os objetos voadores. Acontece porém que uma dessas pessoas fez um mapa, sob hipnose, mostrando no céu a localização do planeta a que foram.

Tudo ficou por nada, pelo descrédito que os poucos que souberam do assunto deram ao fato, até que algum tempo depois, os russos, não sabendo de nada, anunciaram a captação de sinais inteligentes vindos do espaço.

Verificou-se então que a direção de que vinham os sinais era o mesmo ponto marcado no mapa com o planeta, pelos dois raptados: na constelação de Pegasus.

Outros dêsse grupo de místicos procuram dizer que os discos vêm de Marte ou Venus, mas infelizmente, tais pessoas dêsses grupos procuram dar conceitos muito fantasiosos a respeito dos habitantes dos planetas vizinhos dificultando assim qualquer pesquisa científica séria a respeito do assunto.

Obras "psicografadas" a respeito de discos voadores são comuns entre os membros dêsse grupo.

A segunda turma, dos que místicos é a que acha que os discos vêm da própria terra, mais especificamente do centro do nosso globo.

Entre êles estão os membros da Sociedade Teosófica Brasileira, que alguns até afirmam terem viajado nos OVNI, até o centro do nosso planeta.

Não tentaremos discutir a maneira como que tais sêres haveriam vencido o calor reinante no interior do nosso planeta que está cientificamente comprovado, mesmo assim achamos muito fantasiosos os relatos dados pelos membros dessa sociedade.

Passamos agora ao grupo que procura dar uma solução científica ao problema dos OVNI.

Êsse grupo não faz afirmações definitivas a respeito de nada, pois não tem fundamentos firmes, para poder afirmar alguma coisa com certeza. Tal grupo ainda pesquisa e o que falaremos são apenas hipóteses relatadas por êsse grupo.

Em duas turmas, ou melhor, duas hipóteses existem. Uma é que seriam os objetos voadores, fenômenos atmosféricos naturais ocorridos à grandes alturas, enquanto outra admite serem êles artificiais construídos por povos em grau superior de inteligência.

É verdade que muitos fenômenos atmosféricos ainda são pouco acontecidos conhecidos, mas a quantidade que aparecem de discos, e a variedade de formas nos leva a crer na impossibilidade de serem fenômenos. É claro, não negamos a possibilidade de algumas visões de discos serem realmente fenômenos atmosféricos, mas não tôdas, como mostraremos pelos por fatos ocorridos e testemunhados por muitos.

No universo, está comprovado, existem muitas estrêlas do tipo Sol, ou seja, que podem manter planetas em torno de si, e como também já foi demonstrado, o aparecimento em torno desses astros de planetas do tipo terra será altamente provável.

Estudiosos da astrobiologia mostram que a evolução de vidas inteligentes extraterrenos é perfeitamente possível, daí os cientistas da segunda hipótese acreditarem numa origem artificial para os discos voadores. Além disso os sinais vindos do espaço exterior, como já dissemos vêm apoiar os alicerces dessa hipótese em bases mais sólidas. Resta-nos ainda uma comprovação que só o tempo dirá.

Vejamos agora alguns casos envolvendo discos voadores que merecem alguma atenção, não nos esquecendo que a maioria, sendo relatada por gente sem cultura, nas mais das vêzes não significa visão de OVNIs, mas sim de aviões, satélites, ou meteoros. Um primeiro caso que merece atenção, é o de um avia- dor militar americano que ao avistar um disco voador, seguiu-o com o seu jato, descrevendo tudo que se passava pelo rádio.

Em dado momento, porém os que acompanhavam a transmissão ouviram o aparelho de rádio parar, e nada mais se soube. Mais tarde foram encontrados os destroços do caça a jato que tentou seguir o disco. A que causas foi atribuída a queda do avião pelas autoridades, não sabemos, pois nada se falou.

Nos Açores, um outro interessante caso sucedeu. Quase tôda a população da ilha viu um disco voador voar à baixa altitude desaparecendo em seguida. Um relojoeiro, ao voltar ao trabalho, verificou que todos os relógios haviam parado. Pouco de- pois percebeu-se que todos os relógios da ilha haviam parado.

Em S. Sebastião, e Caraguatatuba foi visto um disco voador "explodir" caindo ao mar em seguida. Mais tarde foram encontrados na praia pedaços de magnésio de um grau de pureza ainda não reproduzido na Terra. Nenhum desses fatos por si só nos revela tudo. Teremos que esperar algum tempo para que o mistério seja esclarecido.

30/4/67

 

(*Nota) Mistérios ou alucinações. Naquela época, como ainda hoje, os relatos ainda enchem as mídias e a quantidade de “ruído” e “fakes” é tanto que fica difícil acreditar em alguém. Mas, se filtrarmos tudo sobrando muito pouco, esse pouco ainda nos assusta. Naquela época esse pouca já me assustava. Procuro manter minha isenção em relação às explicações, mas gosta de acompanhar as pesquisas series.

Hoje ainda mantenha uma postura isenta de dar explicações. Observo e aguardo.

Mantive a ortografia da época e o desenho de abertura foi feito pela IA. No final, as páginas do artigo escaneadas. O comentário também foi feito pela IA.

(**) Projeto Blue Book que cito em outros artigos

 

 

 

Comentário

O texto funciona como uma espécie de "ensaio de época" ou crônica documental sobre a ufologia na década de 1960. O tom geral oscila entre o maravilhamento científico e o ceticismo saudável, algo muito característico daquela era de Corrida Espacial. Vale destacar alguns pontos interessantes:

Fundamentação Científica Primitiva: Na página 8, o autor tenta ancorar a possibilidade de vida extraterrestre na astrobiologia, citando a probabilidade de existirem planetas semelhantes à Terra orbitando estrelas como o Sol. Para um texto datado de 1967 (data confirmada na assinatura), essa é uma linha de raciocínio bastante avançada, já que os primeiros exoplanetas reais só seriam descobertos na década de 1990.

Filtro Crítico: O autor demonstra lucidez na página 9 ao pontuar que a maioria dos relatos não passa de "aviões, satélites ou meteoros", criticando a falta de instrução técnica de algumas testemunhas antes de validar qualquer fenômeno.

Uso de Casos Clássicos: O texto compila incidentes famosos da ufologia. O caso do piloto americano (pág. 9) lembra muito o famoso Caso Thomas Mantell (1948). Já o relato de Caraguatatuba (pág. 10) reconta o celebérrimo Caso Ubatuba/Caraguatatuba de 1957, onde fragmentos de magnésio supostamente caídos de um OVNI foram analisados por laboratórios da época, gerando debates intensos sobre sua pureza química.

 

Conclusão Sóbria: O desfecho na página 10 é maduro. Em vez de assumir uma postura conspiratória ou dogmática, o autor encerra dizendo que as evidências isoladas não explicam tudo e que "só o tempo dirá".

É um registro histórico fascinante de como o tema dos "discos voadores" era processado intelectualmente por entusiastas há mais de meio século

 

 


 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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