A língua eletrônica é uma tecnologia que identifica substâncias em líquidos por meio de sensores que analisam padrões químicos, de forma parecida com o paladar humano. Cada líquido gera um padrão próprio, como se fosse uma “impressão digital”.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) aprimoraram essa tecnologia ao criar um método mais sensível para detectar metais pesados na água. O dispositivo possui pequenos conjuntos de sensores que produzem sinais elétricos ao entrar em contato com a água. Cada substância gera um sinal diferente, o que permite sua identificação.
Os sensores são feitos de materiais derivados do enxofre, um resíduo da indústria do petróleo. Esse material interage bem com metais pesados, como mercúrio e ferro, facilitando a detecção.
Segundo os pesquisadores, o uso de técnicas de análise de dados, incluindo inteligência artificial, ajuda a reconhecer as substâncias com mais rapidez e precisão.
Nos testes, o dispositivo conseguiu identificar metais pesados mesmo em baixas concentrações, mostrando bons resultados no monitoramento da qualidade da água.
Como todo protótipo, o equipamento ainda está em fase de desenvolvimento e antes de chegar ao mercado precisa passar por etapas como produção em larga escala e testes de confiabilidade. Esse processo pode depender de investimento e interesse de empresas e pode levar cerca de dois anos.
A expectativa é que a tecnologia seja usada no controle ambiental e na segurança da água potável, podendo ajudar na análise de rios, reservatórios e sistemas de abastecimento.
Componentes da língua eletrônica - Foto: Divulgação IFSC
FONTE:
https://jornal.usp.br/ciencias/lingua-eletronica-identifica-metais-pesados-na-agua/
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/app.57582 artigo científico Polysulfides From Inverse Vulcanization Used in Electronic, Tongues for Heavy Metal Sensing
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