Ainda no início da minha carreira, escrevi uma grande quantidade de pequenos artigos sobre astronomia e outros temas de ciências naturais para publicações locais como o jornal mural de minha escola, jornais de bairro como a Gazeta Penhense, A Eletrônica em Foco e até a Eletrônica Popular, além de outros como um exercício para desenvolver minhas habilidades. Na série de artigos de astronomia que se segue com o número de AST40 a AST102, além de outros que recupero com ajuda da IA, que fez ilustrações de aberturas, ajudou a melhorar algumas figuras e me fez observações sobre a ortografia e comentários, levo a vocês um pouco do meu passado e também como era vista a astronomia naquela época.

Naquela época a máquina de escrever era um artigo de luxo. Só tive a minha muitos em 1968 quando deixei de fazer manuscritos e passei a escrever nela. Na verdade, tive essa máquina quando fui contratado pela Eletrônica em Foco.

Escrevia com uma caneta tinteiro azul lavável que ganhei de meu pai usando folhas de papel de fichário que arquivava com cuidado para posterior uso. Tenho essas folhas até hoje e escolhi numa primeira série as que tinham artigos sobre astronomia e ciências naturais.

 


 

 

 


 

 

Tinha uma letra boa e escrever esses artigos era um exercício que me levou a poder publicá-los em muitos lugares. As pessoas gostavam de ler meus artigos.

 


 

 

 

Uma primeira série que escolhi é a de artigos de astronomia, já que naquela época era um dos assuntos principais de meu interesse, tendo eu cogitado até de seguir carreira nessa área nessa época.

Tanto que fiz cursos, como de observação astronômica, frequentei o planetário de São Paulo e até fazia visitas constantes ao CRAM (Centro de Radio Astronomia do Mackenzie) onde conheci Pierre Kaufmann, pesquisador importante de radioastronomia na época.

Eram artigos de divulgação científica, com palavras simples e sem profundidade acadêmica, visando justamente o grande público. Escrevia de modo simples, como a finalidade do artigo exige e isso agradou meus leitores.

Começando com publicações locais, logo comecei a enviar estes artigos para a Eletrônica em Foco juntamente com artigos de eletrônica. Gostaram tanto que acabaram por me contratar. Foi meu primeiro emprego e a partir de então passei a escrever em uma máquina que ganhei abandonando assim os manuscritos.

 

 


 

 

 

Mas, eles ficaram na minha história. Foram centenas dos mais diversos assuntos, inclusive relatórios que fiz de experimentos com transmissão via terra e circuitos eletrônicos, um livro completo de astrobiologia que nunca publiquei, mas que vou logo recuperar, e muito mais.

Muito gratificante para mim, ao recuperar esses textos antigos é que descobri que muita coisa que coloquei neles foram uma previsão do que viria no futuro e do que está acontecendo agora. Uma visão de futuro que me surpreendeu a mim mesmo quando fiz a recuperação e os reli.

Num deles, por exemplo, em que falo da Face Oculta da Luz, explico o motivo de sua existência e até abro uma questão que hoje está sendo ponto chave das disputas das grandes potências para explorar o outro lado, e que pode ter passado despercebida na época, mas não foi para mim e que hoje é de extrema importância estratégica.

 


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No artigo mostro que, ao se formar, separar-se da terra na forma de uma gota, pelas forças gravitacionais quando a lua se solidificou, os metais pesados (terras raras e outras) por terem maior densidades se acumularam na face oculta (do outro lado) devido ao efeito de centrífuga da rotação rápida que a lua tinha nas suas primeiras fases de nascimento. Daí a lua ter um formato levemente oval com densidade desigual que faz com que ela fique sempre com a mesma face voltada para nós.

O lado virado para a terra é menos denso e do outro lado ficaram os materiais pesados (terra raras!).

Mas, o fato é que esse acúmulo dos metais densos (terras raras) terem ficado do outro lado, podendo até ter aflorado na superfície, faz com que minas desses elementos poderiam ser encontradas até mesmo a céu aberto!

Explica-se o interesse das grandes potências em chegar lá primeiro e explorá-las. Até preparei um artigo explicando como esses metais podem ser detectados a distância por equipamentos eletrônicos como os gravímetros e os equipamentos de luminescência com excitação de raios X (XEOL) que certamente devem ter sido levados pelas expedições com satélites como a Artemis II e outras que não comentaram nada sobre isso em seus relatos para imprensa, por motivos óbvios.

 

Duas primeiras páginas do manuscrito original de 1965
Duas primeiras páginas do manuscrito original de 1965

 

 

Ler ou reler esses artigos é bem interessante sob o ponto de vista histórico. Este é o primeiro da série.

Logo recuperarei também os artigos de eletrônica e de outras ciências das quais também escrevia artigos.

Na recuperação mantiver a ortografia original da época com muitas palavras que hoje não mais acentuadas, e fiz pequenos comentários no final, mostrando como eu via o assunto do artigo na época e também como era o conhecimento das pessoas sobre o assunto.

Os artigos também resultaram numa série de posts que coloquei na minha página do Facebook entre 7 -8 – 2026 e 06 – 11 - 2026

 

 

 

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