Se analisarmos as células que compõem todos os seres vivos, veremos que todos eles são compostos de moléculas relativamente complexas ou extremamente complexas. Todas essas moléculas têm a sua base no carbono de que são compostos, além do hidrogênio e oxigênio, mas muitas dessas moléculas têm radicais iônicos que as tornam compostos iônicos.
Nota: Longo artigo feito como um trabalho de apresentação e parte de um futuro livro em 1967. (*)
Ora, sabemos que, da química inorgânica, que a passagem de uma corrente elétrica por uma solução iônica, pode alterar ou mesmo decompor o composto iônico dessa solução.
Poderia então a corrente elétrica ser responsável por alterações em moléculas iônicas de seres vivos?
Experiências feitas em laboratório, principalmente com seres unicelulares nos revelam um estranho comportamento deles numa solução eletrificada, o que significaria que realmente algo se altera na sua estrutura quando uma corrente elétrica circula por eles.
Paramécios, por exemplo, quando colocados num aquário em que dois eletrodos fazem circular uma corrente elétrica, tendem a ir para um dos eletrodos.
É bem possível que a eletrólise de algumas das moléculas que componha o ser seja dividida nos seus íons, que ao tentarem migrar para os seus polos, levam junto o ser.
No caso, um dos íons poderia ser eliminado do ser, facilitando mais ainda o movimento do paramécio em direção a um dos eletrodos.
Não é só com o paramécio que podem ser feitas essas experiências. Quase todos os microorganismos conhecidos são sensíveis à corrente elétrica, isso talvez a existência obrigatória de moléculas de compostos iônicos nesses seres!
Entretanto, dependendo da importância desse composto orgânico no ser, a sua influência poderá até significar a morte do ser.
Se for decomposto, por exemplo, poderá destruir cadeias importantes do ser, ou mesmo envenená-los.
Nos vegetais, recentes pesquisas vêm revelar-nos que eles também são sensíveis à corrente elétrica.
Correntes diretas ou inversas podem por exemplo ajudar a seiva a subir, ou impedi-la de fazê-lo, num caso, acelerando o crescimento da planta, e no outro retardando-o podendo causar mesmo a morte da planta se a corrente for excessivamente elevada.
É bem provável que as correntes elétricas nesse caso venham alterar a composição da seiva, pela sua eletrólise, produzindo íons que seriam levados para o outro eletrodo, muito rapidamente onde novamente seriam compostos de onde passariam para as células da planta.
Nos peixes, o mesmo fenômeno da influência da eletricidade, pode ser notado, com a aproximação ou afastamento dêles, de eletrodos de determinadas polaridades. Talvez, neste caso, as correntes elétricas, têm a influência no cérebro de animal, causando certa influência principalmente nos controles motores do ser, que faria o ser dirigir-se de acôrdo com a corrente, da mesma maneira que sob a influência de um vento uma ave procuraria corrigir a sua trajetória.
O vento seria a sensação provocada pela corrente elétrica, o ser ao tentar corrigir a sua trajetória se desviaria, pois não haveria verdadeiro "vento" para ser corrigido. No caso dos peixes êsse vento poderiam ser as correntes submarinas.
Tal efeito poderia ser tremendamente forte sôbre órgãos sensoriais de sêres, que tenham terminações nervosas estratègicamente colocadas, e que por isso mesmo seriam muito sensíveis à corrente elétrica ambiente.
Nêsses sêres, estudos mais profundos ainda precisam ser feitos.
Vejamos agora as influências da eletricidade nos sêres superiores.
Sem dúvida alguma a experiência mais conhecida e mais antiga que envolve a influência da corrente elétrica em sêres vivos é não haveria verdadeiro "vento" para ser corrigido. No caso dos peixes êsse vento poderiam ser as correntes submarinas.
Tal efeito poderia ser tremendamente forte sôbre órgãos sensoriais de sêres, que tenham terminações nervosas estratègicamente colocadas, e que por isso mesmo seriam muito sensíveis à corrente elétrica ambiente.
Nêsses sêres, estudos mais profundos ainda precisam ser feitos.
Vejamos agora as influências da eletricidade nos sêres superiores.
Sem dúvida alguma a experiência mais conhecida e mais antiga que envolve a influência da corrente elétrica em sêres vivos é a que Galvani fez com uma pilha simples em uma rã, mostrando que os músculos do animal se contraiam quando uma corrente elétrica circulava pelo animal já morto.
Estudos posteriores, revelaram-nos que todo o sistema nervoso nosso, é composto por condutores que são feitos de compostos iônicos que alteram sua estrutura quando um impulso nervoso é enviado, assim, devido a uma decomposição dos íons, pequenas correntes elétricas são produzidas.
É por isso que, pequenas correntes elétricas influem no sistema nervoso, pois elas provocariam a decomposição dos compostos condutores de impulso, simulando o envio de impulsos. Resultados idênticos podem ser obtidos no cérebro de qualquer ser. Acontece porém, que as criaturas que vivem no ar, ou em terra firme, estão muito menos sujeitas à influência de correntes elétricas do que as que vivem nas águas onde, devido à própria salinidade, maior ainda no mar, em contato que minérios no fundo do oceano, ou ainda em virtude da própria diferença de densidade iônica ambiente podem gerar uma corrente elétrica. Os seres marítimos estariam assim muito mais preparados para uma influência elétrica permanente, impulso, simulando o envio de impulsos. Resultados idênticos podem ser obtidos no cérebro de qualquer ser. Acontece porém, que as criaturas que vivem no ar, ou em terra firme, estão muito menos sujeitas à influência de correntes elétricas do que as que vivem nas águas onde, devido à própria salinidade, maior ainda no mar, em contato que minérios no fundo do oceano, ou ainda em virtude da própria diferença de densidade iônica ambiente podem gerar uma corrente elétrica. Os seres marítimos estariam assim muito mais preparados para uma influência elétrica permanente.
Outros estudos que revelam uma influência relativamente grande no estado mental dos seres superiores, são os que se referem a ionização do ar. Já com aplicação comercial, os ionizadores provam que a eletricidade pode influir no comportamento dos seres humanos, mesmo quando em pequenas quantidades. O ar quando ionizado negativamente, faz com que a maioria das pessoas se sinta num ambiente agradável, enquanto quando ionizado positivamente faz as pessoas se sentirem mal. Há casos inversos, entretanto, em que sob influência positiva as pessoas se sentem bem, e sob negativa, mal.
Atualmente essa influência benéfica da ionização negativa de ambientes vem sendo u- sado em muitos locais como por exemplo na cura da febre do feno, em que as pessoas sentem-se incrivelmente aliviadas com a ionização (positiva) negativa do ar. Em alguns escritórios são usados ionizadores negativos que dão um melhor estado de espírito aos empregados que trabalham mais animadamente. A maneira que funcionam êsses aparelhos é fácil de ser compreendida: Uma faísca elétrica de alta-tensão ao atravessar o ar o ionizada. Uma grade eletrizada negativamente, atrai os íons positivos deixando apenas que os negativos sejam lançados ao ar.
O ar ionizado negativamente, nada mais é do que a molécula de , com um elétron a mais. É bem possível que ao respirarmos essa molécula, o elétron a mais, liberte-se no nosso pulmão, excitando nosso sistema nervoso dando-nos uma sensação agradável. Há casos que até graves queimaduras são aliviados pela aplicação de íons negativos. Entre outras influências da eletricidade destacamos as que podem ser exercidos em cobaias em que pequenos receptores tenham sido implantados no ser.
O animal poderá ser assim, rádio controlado. Casos em que peque- nas correntes elétricas geradas por obturações dentárias, ou quando o metal entra em contato com a saliva, gerando correntes elétricas que atingindo os nervos dos dentes, causam dores, são bem conhecidos. Ainda resta muito a ser pesquisado no campo que se refere a in- fluência da eletricidade sôbre os sêres vivos, mas sem dúvida alguma, se os pesquizadores forem bem dirigidos muitas descobertas que auxiliem o homem poderão ser feitas. Enumeraremos a seguir algumas das possibilidades que nos revelam o contrôle elétrico sôbre a matéria viva:
1. Através de uma aplicação correta de correntes elétricas inofensivas de baixa intensidade, dores poderão ser aliviadas, eliminando assim o uso nocivo de narcóticos que podem prejudicar a constituição física do ser.
A corrente elétrica ao ser desligada desaparece completamente do ser, ao contrário das drogas que sempre ficam em pequena quantidade no organismo.
2. As mesmas correntes elétricas poderão fazer o papel de anestésicos que terá a vantagem de ser eliminado quando achar necessário.
3. A aplicação de medicamentos à base de compostos iônicos poderá ser facilitada, com o auxílio de correntes elétricas. Essa prática, pelo que sabemos já é usada com êxito.
4. Certos vírus poderão ser eliminados por decomposição pela passagem de correntes elétricas de determinadas freqüências e determinadas intensidades.
5. Sondes baseados na circulação de corrente elétrica pelo corpo humano, poderiam detectar mais fàcilmente quaisquer anormalidades do organismo.
6. Pelo estímulo elétrico de determinados partes do cérebro certos idéias presos ao sub-consciente do ser poderiam ser trazidos à tona. Tal aparelho que fizesse isso, seria de muita utilidade para os psicanalistas.
7. Na recuperação de orgãos danificados, o estímulo elétrico poderia ajudar, se bem controlado.
8. Na eletricidade das plantas, como já temos notícias, correntes elétricas estimulam o crescimento, enquanto pulsos de determinadas polaridades podem fazer com que os frutos maduros caiam ao chão.
9. Tais testes já foram feitos com absoluto êxito.
10. Cardumes poderiam ser mantidos em determinadas áreas de fácil acesso aos pescadores pela simples passagem de determinadas correntes elétricas em torno dessa área.
11. A morte de determinadas bactérias nocivas poderia ser provocada pela passagem de correntes elétricas.
Essas são algumas das possibilidades que se nos revelam pela aplicação da eletricidade na vida, mas ainda restam muitas pesquisas a serem feitas nesse campo.
Teremos pois, que esperar ainda um pouco até que os primeiros resultados positivos desse fabuloso campo sejam colocados ao nosso alcance.
Data de confirmação do documento (conforme indicado na folha): 15/8/67 (Nota: O número da página na parte inferior está marcado como 16).
(*nota) Conforme expliquei na entrada do artigo, esse texto faz parte de um trabalho que iniciei na época. Nele mostrava o que se pensava sobre o assunto e a minha posição que levava em conta uma pesquisa séria, procurando comprovações científicas.
Mantive a ortografia do original da época e pedi para IA a imagem de entrada e o comentário abaixo.
Comentário
O trecho final deste artigo traz uma reflexão fascinante e quase profética quando analisada sob a perspectiva atual (2026).
Contexto Histórico: Escrito em agosto de 1967, o texto captura o otimismo e a curiosidade daquela década em relação ao potencial da eletricidade e da automação. Naquele período, a transição para uma sociedade massivamente eletrificada e o início da computação moderna ainda pareciam promessas distantes para o cidadão comum.
O "Fabuloso Campo": O autor demonstra uma visão precisa ao classificar a área como um "fabuloso campo" de pesquisas. O que em 1967 eram apenas "possibilidades", hoje fundamenta toda a nossa infraestrutura global — desde a própria rede elétrica inteligente até a revolução digital, a internet e os sistemas de inteligência artificial.
Tom Conclusivo: A conclusão é prudente e realista para a sua época, reconhecendo que a ciência exige tempo. Ler isso hoje nos dá a dimensão exata de quão longe a tecnologia avançou nas últimas décadas, transformando a "espera" descrita pelo autor na nossa realidade cotidiana.















