À medida que o homem penetra mais e mais no espaço, através de suas naves espaciais, os sistemas de controle tornam-se cada vez mais complexos, chegando a um ponto em que escapam à capacidade humana. Como vencer esse obstáculo imposto pela complexidade dos engenhos espaciais?

Nota: Artigo de 1966 (*)

Desde há muito, o homem vem tentando construir máquinas que pudessem substituí-lo nas suas tarefas. Ele realmente conseguiu seu intento, mas parcialmente, faltava algo que substituísse a capacidade de pensar.

A eletrônica criou engenhos fabulosos pouco depois, e um deles foi justamente o computador eletrônico capaz de realizar cálculos complicadíssimos em frações de segundo, mas ainda ele não podia raciocinar.

Não precisava; um único homem poderia controlá-lo, mas, mesmo assim, seu uso era limitado pelo preço elevado dos componentes, e pela técnica ainda em fase atrasada que não conseguia criar componentes pequenos, estáveis e facilmente manejáveis.

As máquinas eram gigantescas, comparadas com as operações que podiam realizar, mas os seus criadores não desanimavam, e depois de trabalho árduo durante muito tempo, o aparecimento do transistor veio favorecer enormemente o desenvolvimento da ciência dos computadores.

Uma redução no peso dos componentes, uma melhor estabilidade acompanhada de uma diminuição do volume das peças permitiu que em pouco o peso dos computadores fosse diminuído, ao mesmo tempo que a estabilidade de funcionamento aumentava.

Computadores passaram a ser vendidos a preços acessíveis a qualquer firma, mas sua verdadeira aplicação de grande responsabilidade, viria mais tarde quando do lançamento das naves espaciais.

Um enorme foguete deixa sua plataforma envolto numa nuvem de fumaça; milhares de peças funcionam em harmonia absoluta. Bastaria que uma única delas se desarranjasse para que o foguete não mais funcionasse.

Como controlar o gigantesco monstro metálico em que milhares de operações por segundo são necessárias?

A princípio o controle era feito de terra unicamente; as ordens eram transmitidas por um computador e convertidos em operações pelo próprio foguete, mas logo percebeu-se que era necessário um computador no próprio foguete de maior capacidade que pudesse dar conta das novas alterações e operações que vinham dia a dia.

Uma nova técnica, a construção de circuitos integrados, facilitou de maneira fabulosa a construção de computadores pequenos. Agora, todas as operações de um satélite artificial, de um foguete poderiam ser controladas por um dispositivo único pesando menos de um quilo.

Esses pequenos cérebros eletrônicos estão instalados em todos os satélites artificiais, e são eles os responsáveis pelo funcionamento dos engenhos espaciais mesmo quando o homem não pode ter contato com eles.

(*) Escrevi este artigo para uma publicação local em 21 de setembro de 1966, ele é um registro histórico que captura a transição tecnológica da computação e o entusiasmo da era da Corrida Espacial. Abaixo estão alguns pontos de destaque sobre o artigo comentados pela IA que fez sua análise. Ela também criou a imagem de abertura do artigo.:

O texto foi escrito no auge da disputa espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética (apenas três anos antes do pouso da Apollo 11 na Lua, em 1969). Ele reflete perfeitamente a percepção da época de que a exploração do cosmos dependia inevitavelmente da superação dos limites biológicos e de cálculo humanos.

O autor faz um resumo preciso das três primeiras gerações da computação em poucos parágrafos:

1ª Geração: Máquinas gigantescas baseadas em válvulas (embora não cite o termo válvula, descreve o tamanho descomunal e a limitação técnica).

2ª Geração: O surgimento do transistor, que reduziu o peso, o volume e aumentou a estabilidade e a acessibilidade comercial dos computadores.

3ª Geração: A chegada dos circuitos integrados (chips), descritos na página 4, que permitiram miniaturizar os computadores a ponto de pesarem "menos de um quilo", viabilizando os sistemas de orientação a bordo de naves e satélites.

Imagem das páginas escaneadas:

 

 

 

 

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