Nos rádios transistorizados temos uma etapa denominada de detecção que tem por elemento básico um diodo semicondutor, normalmente de germânio como o 1N60, 1N34, etc., conforme mostra a figura 1.

Antes do diodo o sinal é de alta frequência das etapas de FI, que normalmente são de 455 kHz para os rádios de AM e de 10,7 MHz para os receptores de FM.
Este componente representa um ponto de transição dos rádios de todos os tipos. É o ponto em que deixamos de ter um tipo de sinal e passamos a ter outro.
Em alguns tipos de rádios, o diodo é eliminado, sendo a detecção feita na própria junção base/ emissor do transistor, conforme mostra o diagrama da figura 2.

A verificação imediata do funcionamento é feita pela aplicação do sinal do injetor antes do diodo ou antes do transistor usado como detector. O sinal deverá ser ouvido claramente no alto-falante, se tudo estiver em ordem.
Se alguma anormalidade ocorrer ela pode ter as seguintes causas:
Sinal fraco: neste caso devemos verificar o capacitor de desacoplamento de RF, que pode estar aberto. Outra possível causa para este problema é o desajuste do transformador de FI. Um rádio com pouca sensibilidade, mas com o sinal presente até este ponto, e que se reproduz normalmente quando aplicado com o injetor, pode estar com os transformadores de FI descalibrados.
Finalmente temos o próprio diodo. A prova do diodo pode ser feita com o multímetro, segundo procedimentos que daremos mais adiante.
Se ocorrer distorção de som com sinais fortes, quando sintonizamos uma estação potente, por exemplo, também podemos suspeitar desta etapa
Todos os componentes devem então ser analisados.












