Este artigo é de um livro de 1986, época em que haviam apenas televisores analógicos com cinescópios. Assim, os procedimentos dados a seguir só são válidos para este tipo de aparelho. São importantes se o leitor pretende recuperar um velho televisor deste tipo, para usá-lo com velhos videocassetes ou câmeras da época.

Para a reparação de aparelhos de TV, tanto em branco e preto como em cores, além de um bom preparo que pode ser gradativo, o leitor que pretende se tornar técnico precisa de um equipamento mínimo de teste, que na medida do possível deve ser ampliado para se ter maior eficiência.

Este equipamento pode ser inicialmente um bom multímetro com uma sensibilidade de pelo menos 20 000 ohms por volt DC e escalas de tensões contínuas até 1000 volts ou mais.

Posteriormente o leitor pode adquirir um bom gerador de barras ou convergência, um gerador de RF, culminando com o osciloscópio que é o equipamento mais útil (e também mais caro) que o bom técnico terá na oficina. (figura 1)

 


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O uso de um osciloscópio na TV reparação não é simples exigindo normalmente muita prática e estudo, mas com o tempo todos os leitores que pretendem profissionalizar-se chegam lá.

A reparação de TV hoje em dia é bem diferente do que ocorria há alguns anos atrás quando todos os televisores eram valvulados.

Hoje os televisores em sua maioria são transistorizados e empregam mesmo muitos circuitos integrados não havendo pois um procedimento geral para o reparo.

Fazemos então o seguinte tipo de distinção entre os televisores que o leitor poderá ter de reparar:

a) Televisores antigos valvulados : neste,cada função é basicamente exercida por uma válvula que normalmente é o centro do problema que o aparelho apresenta. Uma vez identificado o defeito, a simples troca da válvula é meio caminho para a reparação. Nestes televisores, o reparo é, portanto, muito simples bastando que o técnico possua um bom estoque de válvulas novas de tipos mais comuns e, além disso, um provador.

b) Televisores modernos com transistores e circuitos integrados nestes as configurações básicas ou etapas diferem de modelo para modelo, o que exige do técnico uma análise do esquema antes de tentar o reparo. Para cada tipo de televisor os componentes que podem apresentar problemas com um mesmo sintoma são diferentes. Não existe meio, portanto, de se fazer um procedimento geral, já que cada televisor é um problema diferente.

Levando em conta este fato em relação aos televisores modernos, para facilitar o aprendizado dos primeiros passos, damos alguns defeitos comuns que são tomados como exemplo num televisor de determinada marca e modelo. Escolhemos os modelos que levam o chassi TV 396 da Philco, e que podem ser encontrados com relativa facilidade em nosso país.

Na figura 2 temos o diagrama esquemático do aparelho estudado.

 


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Na figura 3 temos o aspecto do chassi com a identificação dos principais componentes.

 

Figura 3
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Não focalizaremos neste trabalho todos os defeitos possíveis, pois existem muitos que são imprevisíveis.

Não queremos dizer também que os defeitos focalizados sejam inerentes a qualquer tipo de falha de projeto do televisor, já que se trata de receptor de TV de qualidade comprovada. O que ocorre que um televisor falha é imprevisível, podendo basicamente der devido a:

- Sobrecargas por variações da tensão da rede

- Envelhecimento natural de certos componentes

- Absorção de umidade ou ferrugem

- Manuseio descuidado do aparelho

- Funcionamento em local impróprio

- Descargas elétricas ou transientes que se propagam pelo cabo de antena ou pela própria rede. (continua em SER480)

 

 

 

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