Já falamos do injetor de sinais e vimos que esta útil ferramenta pode ajudar na localização de falhas dos equipamentos transistorizados.
No caso específico das etapas que analisamos, ou seja, saída de áudio, excitação ou driver e controle de volume, o uso do injetor é de grande utilidade. Este instrumento será usado da seguinte forma: Se um aparelho qualquer (rádio, gravador, etc.) não apresentar som na sua saída ou se este for distorcido, devemos aplicar os sinais nas entradas e saídas de cada etapa do alto-falante em direção ao controle de volume.
Tomando como exemplo o circuito da figura 1, procedemos da seguinte forma:

Começamos injetando o sinal no primário do transformador de saída (se ele existir) ou então no capacitor de acoplamento ao alto- falante se a saída for em simetria complementar, conforme mostra a figura 2.

Deve haver a reprodução do sinal em nível bem baixo, pois a intensidade do injetor é pequena e não temos entre ele e o alto-falante nenhuma ampliação. O sinal, entretanto, deve aparecer sem distorção. A ausência de sinal indica que o capacitor ou o transformador se encontram abertos.
Se houver reprodução passamos às bases dos transistores de saída.
A reprodução do sinal deve ocorrer clara e com maior intensidade. Se na base de um transistor tivermos o sinal e na do outro não, ou com distorção, então provavelmente um dos transistores se encontra com defeito.
Passamos depois ao coletor do transistor excitador nos aparelhos com transformador. Deve haver a reprodução normal, porém não com muito volume. Se não houver reprodução, teste o transformador, verificando sua continuidade.
Nos circuitos sem transformador- passamos agora à base do transistor excitador. Deve haver a reprodução do sinal já com maior volume no alto-falante. O mesmo ocorrerá se aplicarmos na base do transistor excitador dos circuitos com transformador.
O próximo passo consiste na análise do controle de volume. Começamos por aplicar o sinal do injetor ao cursor do potenciômetro, ou seja, ao seu terminal central, conforme mostra a figura 3.

Se houver a reprodução normal do som do injetor com bom volume, então sabemos que toda a etapa amplificadora se encontra em boas condições.
Depois, como mostra a mesma figura, aplicamos o sinal no extremo superior do potenciômetro. Se houver problema da falha, ou ainda, com um leve movimento no cursor, verificarmos que o volume varia e são produzidos ruídos, então teremos encontrado o problema: o potenciômetro.
Se nada acontecer, aplicamos o sinal no capacitor de entrada, que eventualmente pode estar aberto.












