Sem dúvida, depois do multímetro, na análise de um amplificador, o segundo instrumento em importância é o injetor de sinais.
Obs. Este artigo é de uma publicação nossa de 1986, no entanto é ainda atual pelas técnicas que ensina. Trata-se de artigo de utilidade para quem deseja reparar ou recuperar equipamentos da época. Os artigos que seguem este e mesmo alguns anteriores fornecem técnicas da mesma época para reparação desses equipamentos.
Na figura 1 temos a aparência e o diagrama de um injetor de sinais típico que o leitor pode montar. (Se quiser, em artigos do site desta série damos o projeto completo de um injetor de sinais).

Este injetor consiste num simples oscilador do tipo multivibrador que opera na faixa de áudio, em torno de 1 kHz gerando um sinal de potência suficiente para excitar a maioria das etapas dos amplificadores de áudio.
Apenas não se recomenda a injeção na etapa excitadora e de saída de amplificadores de mais de 20 watts, pois neste caso, ele não terá condições de fazer a excitação em níveis apropriados a uma boa reprodução, mesmo num amplificador em bom estado.
O sinal do injetor é inicialmente aplicado à entrada do amplificador, conforme mostra a figura 2.

A ponta de prova vai ao vivo da entrada (terminal de volume do potenciômetro ou jaque de entrada).
A garra jacaré vai ao chassi ou negativo da fonte de alimentação.
Num amplificador, podemos fazer a divisão por etapas, conforme mostra a figura 3.

Começamos então por aplicar o sinal da entrada em direção ao alto-falante.
Se não houver reprodução, passamos à etapa seguinte, que é a de pré-amplificação e assim por diante até o ponto em que ocorre o funcionamento normal do aparelho.
Quando isso acontecer, a etapa anterior é certamente a causa do problema, devendo ser analisada.
Outro procedimento consiste em se injetar o sinal da etapa de saída em direção à entrada. No ponto em que deixa de haver a reprodução do sinal, teremos chegado à etapa que apresenta problemas.
Para usar o injetor de sinais em outros equipamentos de áudio, o procedimento é semelhante.
Lembramos que gravadores, tape-decks, misturadores, equalizadores, são todos formados por circuitos amplificadores de áudio em sua base.
Nos aparelhos em que não houver amplificação de potência, como tape-decks, deve ser usado um circuito externo para monitorar a prova, daí sugerirmos que todo técnico deve dispor de um amplificador de prova de boa qualidade, não se preocupando em última análise com sua potência.
Lembramos também que aparelhos estereofônicos são formados por dois canais independentes de funcionamento na amplificação de sinais.
Assim, a operação de apenas um dos canais já é Um indicativo que o problema se encontra na parte de amplificação. O não funcionamento dos dois canais é sintoma que uma etapa comum se encontra com problemas como, por exemplo, a fonte de alimentação.
A injeção de sinais em cada etapa de áudio deve ser feita nos pontos indicados na figura 4.

Injetamos os sinais na base e no coletor de cada transistor, eventualmente emissor se a configuração é a de coletor comum.












