As válvulas são componentes ativos, ou seja, que geram ou amplificam sinais, sendo formadas por um tubo de vidro dentro do qual existe um certo número de elementos ou eletrodos, conforme a figura 1.


No tipo mais simples, a válvula diodo temos um filamento que aquece um catodo que emite elétrons, os quais são captados pelo anodo.
Desse modo, a corrente flui num único sentido.
Na válvula triodo, uma grade de controle é colocada entre o anodo e o catodo, de modo que uma tensão aplicada nesse elemento pode controlar o fluxo de elétrons.
Se a tensão aplicada for um sinal, a corrente entre o anodo e o catodo variará conforme esse sinal, havendo portanto uma amplificação.
Existem ainda válvulas com duas grades (tetrodo) e com três grades (pentodo) conforme mostra a figura 2.

O que devemos testar
a) Teste de Filamento
O teste mais simples e imediato é o que revela se uma válvula está o não queimada, ou seja, o teste de continuidade de filamento.
b) Teste de Emissão
A capacidade de emissão de elétrons do catodo de uma válvula diminui com o tempo e com isso sua capacidade de oscilar ou amplificar.
Em outras palavras a válvula “enfraquece” com o tempo. Para testar a emissão é mais difícil, pois deve ser usado um circuito especial.
Instrumentos Usados no Teste
• Multímetro
• Provador de continuidade
Para a prova de emissão existem provadores especiais, que já são raros como o da figura 2.
Nele, a válvula é encaixada num soquete e as chaves de polarização dos diversos eletrodos são colocadas nas posições que correspondem ao seu tipo, conforme a pinagem.
O provador simula então suas condições de operação, aquecendo o filamento e aplicando tensões nos seus eletrodos.
O instrumento indicará então se ela está ou não em boas condições. A prova dada a seguir é de continuidade do filamento, revelando apenas se ela está “queimada”.
a) Coloque o multímetro numa escala baixa de resistências e zere-o. Para o provador de continuidade, apenas coloque-o em condições de funcionar.
b) Identifique os terminais da válvula correspondentes aos filamentos. Observe pela figura que a contagem dos pinos é feita no sentido horário a partir do espaçamento maior ou marca.
c) Meça a continuidade do filamento
A figura 3 mostra como essa prova deve ser feita.

A resistência do filamento a frio é menor do que à quente. Mas mesmo assim, nunca são maiores do que algumas centenas de ohms.
Assim, se na prova de continuidade, o resultado for uma baixa resistência é porque a válvula não se encontra queimada.
O que pode ocorrer é que eventualmente ela esteja fraca.
No entanto, se for lida uma resistência infinita ou extremamente alta é sinal de que a válvula se encontra queimada.
Observamos que para a realização dessa prova é preciso conhecer a pinagem da válvula.
Para isso, o leitor deve possuir o diagrama do aparelho que ela se encontra ou ainda consultar um manual de válvulas.
Normalmente digitando em programas de busca na Internet o tipo de válvula pode-se conseguir uma folha de dados com sua pinagem.
Também o leitor deve ficar atento para o caso de existirem válvulas com filamentos duplos operando com 6 ou 12 V conforme eles sejam ligados em série ou em paralelo.
Duas provas adicionais podem ser realizadas nas válvulas para determinação do seu estado.
A mais simples, que pode ser realizada com o multímetro numa escala baixa de resistências ou com o provador de continuidade é a de curto-circuito entre elementos.
Pode-se detectar, por exemplo, se existe um curto entre a grade e o catodo, conforme mostra a figura 4.
Para a prova de emissão deve-se montar o circuito da figura 5.

Ajustando-se o potenciômetro, a corrente de anodo deve aumentar. Se isso não ocorrer a válvula tem problemas.
A tensão aplicada ao filamento depende da válvula, devendo o leitor possui um manual para consultar (para a pinagem).
Se possível também é conveniente descobrir as tensões normais de operação dessa válvula para a realização de um teste mais seguro.
Do livro Como Testar Componentes de Newton C. Braga
Ver também:
• Válvulas (107)
• Multímetro (80)
• Continuidade (252)














