Um seguidor de sinais consiste num amplificador com recursos de detecção, o que possibilita tanto acompanhar sinais de áudio quanto de RF (modulados em amplitude ou frequência AM/FM) pelos circuitos que apresentem problemas.

 

Procurando etapa por etapa pelos sinais que devem estar presentes, o técnico poderá facilmente chegar até as etapas que não funcionam, isolando-as.

 

Depois, basta fazer a busca do componente ou dos componentes que especificamente causam os problemas de funcionamento.

 

Na figura 1 temos um circuito simples de um seguidor de sinais.

 


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O amplificador pode ser de qualquer tipo como o LM386 mostrado no exemplo, ou ouros como TDA2002, etc.

 

O circuito tem duas entradas, uma para sinais de áudio e outra para sinais de RF modulados, que possibilitam a análise nas etapas de RF e FI de receptores e outros equipamentos semelhantes.

 

O leitor, entretanto, poderá usar qualquer amplificador comum como seguidor de sinais.

 

Uma possibilidade interessante consiste em adaptação um rádio portátil para esta função.

 

Se o leitor costuma trabalhar ouvindo música, o seu rádio de bancada pode ter uma função a mais operando como seguidor de sinais.

 

Para isso, basta interromper a trilha de sinal de áudio após o detector e antes do potenciômetro de volume, colocando no seu lugar uma chavinha.

 

No potenciômetro ligamos as entradas de RF por um diodo e áudio diretamente, conforme mostra a figura 2.

 


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Tendo em mãos pontas de prova preparadas, basta ligá-las ao jaque correspondente e desligar o som do rádio na chavinha para que o amplificador do próprio rádio se transforme num seguidor de sinais.

 

 

 

COMO USAR

 

 

A ideia básica do uso do seguidor de sinais é que ele deve acompanhar o sinal ao longo dos circuitos.

 

Assim, num rádio sabemos que o sinal deve estar presente desde a saída do conversor até o alto-falante.

 

Nas etapas de FI temos sinais de RF que têm intensidade aumentando gradualmente, e depois do detector temos sinais de áudio cuja intensidade também aumenta gradualmente até o alto-falante.

 

Se ao acompanhar o sinal encontramos um ponto em que ele desaparece ou sua intensidade diminui anormalmente, é porque algo de errado existe neste ponto. Uma distorção do sinal também indica uma anormalidade.

 

Assim, tomando como exemplo um circuito tradicional de rádio transistorizado em blocos, temos na sequência de pontos a partir de 3, os locais em que devemos procurar pelos sinais com o seguidor. Observe na figura 3.

 

 


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Partindo então do ponto 1 em que temos a saída do oscilador/misturador, vamos, etapa por etapa, procurando sempre este sinal na base e nos coletores dos transistores.

 

Se tivermos capacitores de acoplamento, devemos verificar se o sinal está antes e também depois destes componentes.

 

Um capacitor aberto não dá passagem para um sinal, ou então o faz de modo precário, havendo uma detecção do fato com o seguidor.

 

 

Ver também:

• Injetor de sinais (556)

• Instrumentos (91)

 

 

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