Acrônimo para Radio Frequency Interference ou Interferência por Rádio Frequência.

Existem duas grandes categorias de dispositivos que são responsáveis pela produção de RFI:

 

a) Os equipamentos e dispositivos que em seus próprios circuitos geram energia na faixa de RF. Podemos incluir nessa categoria geradores de uso industrial, equipamentos médicos e científicos além de osciladores, aparelhos de TV, e muitos outros.

b) Os equipamentos que geram um amplo espectro de frequências, devido à rápidas variações na intensidade da corrente que alimentam suas partes. Nessa categoria incluímos os equipamentos com dispositivos de comutação rápida como triacs, SCRs, etc.

 

A propagação da RFI pode ocorrer de diversas formas. São três os maiores principais em que isso ocorre: pelos próprios fios ou fiação, por acoplamento ou ainda por irradiação.

 

Para as frequências mais baixas, até uns 30 MHz a maior parte da propagação ocorre pela própria fiação, com uma certa participação no acoplamento capacitivo que ocorre pela proximidade dos fios.

 

Acima dos 30 MHz, a maior parte da interferência se propaga por irradiação, sendo importante, nesses casos, as dimensões de fios, conectores que possam funcionar como antena.

 

Um dispositivo conectado à rede de energia produz dois tipos de interferência, conforme mostra a figura 1.

 

 


 

 

 

Uma é dada por uma corrente simétrica que circula em sentidos opostos pelos fios de fase e neutro.

 

A segunda é a interferência assimétrica que flui nos dois fios no mesmo sentido e termina no dispositivo pela conexão de aterramento. Essa conexão pode ser física ou pode ser representada por um acoplamento indutivo.

 

Nos comprimentos de onda maiores, ou seja, frequências mais baixas, a interferência gerada é maior geralmente quando existe um aterramento.

Diversas normas definem os termos para essas interferências.

 

 

 

Limites Máximos Permitidos

 

 

As interferências geradas pelos equipamentos devem ser mantidas abaixo de limites bem estabelecidos por diversos motivos. Um deles é para não causar problemas a equipamentos de comunicações que possam operar nas proximidades.

 

Outro motivo é para não causar problemas de funcionamento em equipamentos sensíveis.

 

Duas técnicas são usadas para se verificar o nível de RFI num equipamento:

 

a) Para frequências até 30 MHz as intensidades dos sinais interferentes são medidas no terminal de alimentação do dispositivo.

b) Para frequências acima de 30 MHz, a intensidade do campo irradiado é medida a partir do terminal de alimentação do equipamento.

 

Na figura 2 temos um exemplo de gráfico em que se plota os níveis de interferência medida por contacto e por irradiação, nas faixas de frequências indicadas.

 


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O CISPR (Comité International Spécial de Perturbation Radioéletriques) estabelece as normas que fixam os níveis máximos permitidos de interferência de um equipamento.

 

 

 

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