Os físicos definem o ruído branco como aquele que possui um espectro de frequências contínuo e uniforme numa faixa especificada de frequências. Isso significa que em qualquer ponto da faixa considerada temos igual potência por hertz.
Uma outra forma de definir um ruído branco aditivo gaussiano é: “aquele o que tem uma função de auto-correlação igual a zero em todos os pontos, exceto no zero”, e que também é chamado de Ruído de Johnson.
Na figura 1 temos uma representação simplificada do que seria o ruído branco numa faixa de frequências entre f1 e f2.

Uma outra espécie de ruído é aquela em que a intensidade ou potência em uma determinada frequência se reduz à medida que esta se torna mais elevada.
Este tipo de ruído, cujo espectro entre f1 e f2 é mostrado na figura 2, denomina-se "ruído rosa".

Na linguagem popular o "ruído branco" também pode ser definido como toda espécie de estímulo ambiental-social-cultural presente no mundo em que vivemos.
Considerando-se que o que nos interessa aqui é o aspecto técnico do ruído branco, é dele que trataremos ao analisar sua geração.
Os ruídos brancos são gerados naturalmente por diversos tipos de dispositivos eletrônicos e mesmo por fenômenos naturais.
A agitação térmica dos átomos num material condutor ou semicondutor libera portadores de carga aleatoriamente, produzindo ruído branco.
Qualquer componente eletrônico que esteja a uma temperatura acima do zero absoluto gera estes portadores produzindo assim ruído branco.
Descargas estáticas na atmosfera geram pulsos de frequências indeterminadas ocupando de forma aleatória o espectro eletromagnético causando assim ruído branco.
O ruído que ouvimos quando sintonizamos um rádio entre estações é o ruído branco causado por estas descargas somado ao ruído provocado pela agitação térmica dos próprios componentes do circuito.
Resistores, diodos, transistores e muitos outros componentes eletrônicos podem gerar ruído branco em maior ou menor quantidade.
Ver também:
• Ruídos












