Os valores instantâneos da tensão do sinal de entrada, que são obtidos na saída do circuito de amostragem e retenção precisam ser convertidos para a forma digital. Este processo recebe o nome de "quantização".
Os DSPs (Processadores Digitais de Sinais) processam os sinais analógicos convertidos para a forma digital e fazem uso deste processo.
O que um DSP pode fazer com o sinal dependerá justamente da precisão com que a quantização é feita.
A representação dos valores instantâneos amostrados pelos circuitos anteriores depende do nível de quantização realizado, ou seja, quantos bits são usados para representar cada valor amostrado.
Assim, se usamos 2 bits teremos uma precisão menor do que se usarmos 4 bits para fazer a quantização, conforme mostra a figura 1.

Comparando, em cada caso, os níveis quantizados nos dois exemplos, podemos perceber facilmente os erros introduzidos no processo, conforme mostra a figura 2.

Nos exemplos que demos os níveis de quantização foram muito baixos, aparecendo então grandes erros.
Na prática, os DSPs usam níveis de quantização de 10 ou 12 bits e até mais, obtendo-se com isso um erro desprezível.
Lembramos que esta é uma das desvantagens de se operar com sinais na forma digital, pois a sua representação só pode ser feita em "degraus" cuja altura vai determinar o grau de precisão.
Quanto maior o número de degraus que pode ser usado, maior é a precisão no valor analógico que é representado na forma digital.
Na prática, quando o DSP trabalha com o processamento de voz, os efeitos dos erros na quantização são mais sensíveis havendo então modos de correção que são adotados para se evitar isso como por exemplo o uso da compressão que compensa os efeitos da largura constante dos passos usados na quantização fazendo com que os sons mais altos de certas vogais e consoantes sejam trabalhados de uma forma mais real.
Ver também:
• DSP (598)
• ADC (569)
• Amostragem e retenção (734)












