Os multímetros analógicos são instrumentos delicados e qualquer erro na sua utilização ou mesmo no transporte pode causar danos irreparáveis.
a) Cuidados no manuseio
As oscilações do ponteiro que ocorrem quando transportamos um multímetro analógico podem causar avarias ao seu delicado mecanismo.
Assim, os multímetros analógicos possuem uma posição da chave seletora destinada ao transporte conforme mostra a figura 1.

Nesta posição o instrumento é colocado em curto de modo que as tensões geradas com a oscilação da agulha sirvam para produzir forças compensadoras capazes de amortecer as oscilações.
De qualquer maneira, devem ser evitadas pancadas, batidas bruscas, aproximação de corpos aquecidos (o ferro de soldar, por exemplo) ou ainda de objetos magnetizados como, por exemplo, um alto-falante.
O multímetro deve ser usado na posição indicada pelo fabricante.
No painel do instrumento, conforme mostra a figura 2, existe a indicação do modo segundo o qual o multímetro deve ser usado.

Se você deixar o multímetro deitado quando ele for indicado para um uso vertical ou inclinado, ou em pé, podem ocorrer erros nas indicações.
b) Cuidados no uso
Um uso indevido e, era uma vez um multímetro!
Muitos leitores são tentados a enfiar as pontas de prova no primeiro lugar que encontram e que pode haver "eletricidade" para testar seu novo multímetro e o novo multímetro pode ser tornar instantaneamente num velho multímetro!
Isso vai ocorrer se esse lugar em que o multímetro for testado for a tomada de força.
Não são poucos os que desejam saber a "corrente" de uma tomada e logo vão colocando as pontas de prova com o multímetro nesta escala.
O resultado é óbvio!
Numa tomada não há corrente, mas sim tensão!
A corrente só circulará quando existir uma carga alimentada
Quando colocamos o multímetro nesta função de medir corrente, e o ligamos numa tomada ocorre um curto-circuito que queima instantaneamente o instrumento.
Na escala de corrente o instrumento apresenta uma resistência muito baixa, da ordem de fração de ohm.
O que se pode fazer neste caso é medir a tensão e mesmo assim na escala apropriada.
Desta forma, se o leitor não sabe ainda usar totalmente seu multímetro tenha os seguintes cuidados:
• Use inicialmente apenas as escalas de resistências, testando componentes FORA DO CIRCUITO, ou seja, componentes e circuitos que estejam com a alimentação desligada. Se a escala imprópria for usada o máximo que pode ocorrer, é uma dificuldade em se ler o valor desejado.
• Use somente as escalas de tensão se souber exatamente quanto espera medir, usando a escala apropriada. As pontas de prova devem ter a polaridade observada se a tensão for contínua e só faça a medida depois de ajustar o multímetro para isso (nunca mude de escala com o multímetro ligado).
• Se não souber quanto esperar de tensão numa medida, comece sempre pela escala mais alta.
• Não use as escalas de corrente se não souber exatamente como fazê-lo! Estas escalas são as mais perigosas para a integridade do instrumento, pois qualquer erro de operação pode causar danos ao instrumento.
Multímetros Digitais
Os multímetros digitais apresentam o valor da medida num mostrador de cristal líquido.
Os dois tipos mais comuns de multímetros digitais são o de escala selecionável e o de escala automática.
Na figura 3 temos um multímetro digital comum de escala selecionável por uma chave, como no caso dos multímetros analógicos.
Os multímetros digitais se caracterizam por possuírem um circuito amplificador de entrada muito sensível, o que os torna instrumentos de elevadíssima resistência de entrada.
Essa resistência, para os tipos comuns chega aos 22 M ohms. Assim, não importa qual a escala de tensões usada, a influência do instrumento no circuito medido é sempre muito pequena.
As precauções ao usar um multímetro digital são as mesmas do multímetro analógico, para que não ocorram problemas de sobrecargas ou curtos.
Quando aparece no mostrador o dígito “1” isolado, isso significa que a grandeza medida não se adapta a escala usada.
Por exemplo, se estamos medindo 20 V numa escala de 0 a 10 V, essa indicação aparece no mostrador.
Um fenômeno comum que às vezes não é bem entendido pelos usuários do multímetro digital é a oscilação de valores, principalmente do último dígito que ocorre em algumas medidas.
O que ocorre é que, o multímetro funciona por amostragens no tempo.
Assim, se as amostragens de duas medidas sucessivas tiver uma pequena diferença, pois a grandeza medida não é divisível pelo intervalo inteiro da amostragem, ocorre a oscilação do último dígito.
Do livro “Os segredos no Uso do Multímetro de Newton C. Braga
Ver também:
• Multímetro (80)
• Multímetro (sensibilidade) (642)
• Analógico (408)
• Digital (84)












