Existem diversas maneiras de se testar lâmpadas incandescentes comuns.
A comprovação mais simples é a visual em que observamos se o filamento está ou não solto ou interrompido, conforme mostra a figura 1.
No entanto, para uma lâmpada leitosa ou escura essa comprovação não pode ser feita, caso em que devemos pensar num teste elétrico.
Este teste pode ser feito alimentando-se a lâmpada e verificando-se se ela acende ou ainda com a ajuda de um multímetro ou provador de continuidade.
A seguir damos os procedimentos para o teste com o multímetro. Estes testes são basicamente:
• Fora do circuito para lâmpadas de 0,1 a 1000 watts
• De continuidade ou resistência do filamento (bom ou queimada)
• De avaliação da potência e resistência a frio
A prova descrita é válida para qualquer tipo de lâmpada incandescente com tensões de 1 a 240 V e potências de menos de 1 W até mais de 1 000 Watts. Os resultados das provas permitem saber algo mais do que o simples estado da lâmpada, como por exemplo, a sua resistência de filamento para comparação de potência.
Procedimento:
a) Coloque o multímetro na escala mais baixa de resistências: OHMS x1 ou OHMS x 10 para os analógicos e 200 ou 2000 ohms para os digitais.
b) Zere o instrumento se for analógico.
c) Encoste as pontas de prova na base da lâmpada realizando a medida da resistência de seu filamento.
d) Os resultados da medida podem ser interpretados conforme indicações dadas a seguir.
Na figura 2 temos o modo de se fazer este teste.
Leitura =
Condição
resistência menor que 500 ohms =
Boa
resistência infinita =
queimada
Interpretação
• resistência baixa, inferior a 500 ohms - a lâmpada está em bom estado. O valor da resistência depende do tipo e potência da lâmpada em teste.
• Resistência infinita ou extremamente elevada - o filamento se encontra aberto ou queimado.
Observações:
A resistência do filamento de uma lâmpada a frio é bem menor do que à quente, de modo que não podemos estabelecer a potência de uma lâmpada simplesmente com a leitura de sua resistência.
Para calcular a resistência à quente de uma lâmpada, usamos a seguinte fórmula:
R = V² / P
Onde:
R é a resistência em ohms
V é a tensão em volts
P é a potência em watts
A título de comparação: uma lâmpada de 40 W alimentada por uma tensão de 110 V deve apresentar a seguinte resistência de filamento "a quente"
R = (110)² /40
R = 12 100/40
R = 302,5 ohms
Na prática quando medimos esta lâmpada desligada (a frio) a resistência encontrada é de apenas 30 ohms!
Para lâmpadas indicadoras (piloto de baixa tensão) e lanterna podemos dar uma ideia de como varia esta resistência:
6 v x 50 mA - a frio: 40 ohms
a quente: 120 ohms
12 V x 100 mA - a frio 50 ohms
a quente: 120 ohms
Em função destes resultados o leitor percebe que fica difícil fazer uma previsão de potência pela medida a frio (desligada) da resistência do filamento, se bem que para lâmpadas de mesma tensão podemos fazer comparações: a de menor resistência será a de maior potência.
Obs: a resistência a frio é importante porque em certas aplicações permite prever o "impacto" que a ligação de uma fonte terá no circuito. Veja então que uma lâmpada de 50 mA ao ser ligada num circuito pode "puxar" uma corrente inicial de mais de 150 mA!
Explicações:
O filamento contraído realmente apresenta uma resistência muito mais baixa do que quando está quente. As especificações das lâmpadas comuns são dadas para um funcionamento pleno, ou seja, "a quente". Assim, cálculos que levem à determinação da resistência nestas condições nada tem a ver com o que se constata numa prova.
Do livro “Como Testar Componentes – Volume 1” – de Newton C. braga
Ver também:
• Lâmpadas incandescentes (106)
• Multímetro (80)
• Multímetro (como usar) (706)
• Provador de Continuidade (592)














