Acima da faixa da luz visível, cuja extremidade superior corresponde ao violeta, existe uma forma de radiação invisível para nossos olhos: os raios ultravioleta, conforme mostra a figura 1.

Na sua forma mais penetrante, a radiação ultravioleta é perigosa para os olhos e até pode causa câncer de pele.
No entanto, na sua forma mais branda ela é responsável por alguns efeitos interessantes e até decorativos.
É o caso da luz negra ou luz de baile que consiste numa forma de radiação ultravioleta branda. Quando essa radiação incide em determinados materiais como os que possuem sais de cálcio, ocorre o fenômeno da fluorescência.
O objeto absorve a luz ultravioleta (que é invisível) e depois re-emite a radiação mas numa frequência mais baixa que corresponde à lua visível. Desta forma, conforme mostra a figura 2, o objeto aparece luminoso.

Este efeito é muito usado em salões de festas onde os objetos submetidos à luz negra aparecem luminosos como camisetas, certas fibras, os dentes das pessoas e enfeites feitos justamente com materiais que brilham no escuro.
Existem lâmpadas que emitem a luz ultravioleta branda e que são justamente usadas para enfeitar salões e é delas que vamos tratar a seguir.
A lâmpadas de Luz Negra
Nas casas especializadas encontramos dois tipos de lâmpadas de luz negra: incandescente e fluorescente.
A lâmpada incandescente não é das mais eficientes e nem ao menos recomendada (nem é mais fabricada).
O que ocorre é que estas lâmpadas possuem simplesmente uma cobertura, na forma de uma tinta, que bloqueia a parte visível do espectro e deixa passa a parte do ultravioleta, conforme mostra a figura 3.

Como numa lâmpada incandescente a maior parte da radiação emitida se concentra na parte visível e infravermelha, conforme mostra o gráfico de emissão da figura 4, o que sobra para a parte ultravioleta é muito pouco.

Em outras palavras, o rendimento dessas lâmpadas é muito baixo e o efeito obtido é muito pobre.
No caso das lâmpadas fluorescentes temos um rendimento muito maior.
Essas lâmpadas já emitem normalmente a maior parte da radiação na parte do espectro correspondente ao ultravioleta.
Assim, numa lâmpada fluorescente comum o que existe é uma cobertura de fósforo que converte essa luz para a parte visível do espectro.
No caso da luz negra, basta trocar a cobertura por uma que mantenha a emissão na parte ultravioleta do espectro brando, bloqueando a parte indesejável do espectro.
O resultado é um rendimento muitas vezes maior do que o obtido por uma lâmpada incandescente comum usada para esta finalidade.
Pesquisa
Não é apenas com finalidade recreativa que uma luz negra fluorescente pode ser usada. Nas escolas e na pesquisa existe uma interessante aplicação para a luz negra.
Determinados minerais apresentam fluorescência quando expostos à luz negra (ultravioleta) ou aos raios X.
Uma vitrine contendo estes minerais e iluminada com a luz negra dará um efeito muito bonito aos minérios, conforme mostra a figura 5.
Nela vemos diversos tipos de minerais que brilham sob a luz negra com cores que depende das suas características, pois elas determinam qual é o comprimento da onda que vai ser reemitida.

Ver também:
• Espectro (35)
• Lâmpadas Fluorescentes (270)
• Luz Negra (416)
• Infravermelho (411)
• Radiação Ionizante (412)
• Ionização (134)












