Na modulação de um sinal de alta frequência com um sinal de menor frequência que corresponda à informação, o que se modifica ou varia é uma característica do sinal de alta frequência.

 

Assim, quando trabalhamos com modulação analógica, as principais características do sinal que podemos alterar são sua amplitude, frequência e fase.

 

Com a modulação digital, duas são as principais características do sinal que podemos variar e normalmente podemos trabalhar com as duas ao mesmo tempo.

 

Estas características são a amplitude (I) e a fase (Q).

 

Temos então que representar, ao mesmo tempo, como num sinal estas duas características variam. Isso é feito com a utilização de um gráfico polar, conforme mostrado na figura 1.

 


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Neste gráfico, o comprimento da seta (módulo do vetor) representa sua intensidade ou amplitude do sinal, enquanto que o ângulo representa a fase.

 

 

Para as comunicações digitais, entretanto, é mais interessante utilizar uma representação retangular em lugar da representação polar, conforme a mostramos na figura 2.

 


 

 

 

Neste tipo de representação o eixo vertical representa a fase (Q) enquanto que o eixo horizontal representa a intensidade do sinal(I).

 

Assim, para um vetor que representa um sinal num determinando instante, a projeção desse vetor no eixo Q representa o valor de sua fase ou o valor de Q.

 

A projeção do vetor no eixo horizontal, por outro lado, representa o valor da intensidade ou valor de I. A figura 3 mostra um exemplo prático da utilização deste gráfico em que temos um sinal com intensidade e fase positivas.

 


 

 

 

Na transmissão de sinais digitais usamos este tipo de representação devido ao tipo de modulador que normalmente é usado, ou seja, o modulador I/Q.

 

Nestes moduladores o sinal I e Q são misturados num circuito utilizando o mesmo oscilador local e depois um circuito que desloca a fase de 90 graus é colocado num dos percursos do sinal do oscilador local.

 

Os sinais são então separados em fase de 90 graus, sendo por isso denominados são ”ortogonais” ou em quadratura de modo que um não interfere no outro.

 

Estes sinais passam a corresponder às componentes somadas do sinal transmitido.

 

Desta forma os sinais I e Q podem ser transmitidos de forma simples através de circuitos de pouca complexidade.

 

Devemos falar em “símbolo” transmitido para diferenciá-lo de bits, que é uma terminologia muito empregada em telecomunicações.

 

Um ciclo de um sinal ou uma unidade de informação em telecomunicações é um símbolo.

 

Um símbolo, por exemplo, de um ciclo de um sinal modulador, pode carregar um ou mais bits.

 

Assim, a eficiência de um sistema de telecomunicações está diretamente associada ao número de bits que podem ser transportados por símbolo.

 

Quanto mais bits puderem ser transportados por um símbolo, mais eficiente é o processo de modulação digital empregado.

 

 

 

Ver também:

 

• Modulação digital (796)

• Bit (280)

• Digital (84)

• Símbolo (telecom) (797)

 

 

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