Existem instrumentos próprios para o teste de capacitores que são os capacímetros.
Estes instrumentos mostram a capacitância do componente e também se ele apresenta problemas.
No entanto, os capacitores também podem ser testados com a ajuda de um multímetro comum.
Damos a seguir os procedimentos para o teste de capacitores usando um multímetro comum, preferivelmente analógico, pois em alguns casos, o movimento da agulha é importante para se avaliar o estado e ter uma ideia do valor do componente testado.
Tipo de prova:
• De carga para capacitores de 1 a 22 000 uF
• Fora do circuito, para qualquer tensão
• Detecta curtos e abertura
Com a prova descrita, podemos determinar com precisão o estado de um capacitor eletrolítico, detectando se ele está em bom estado, aberto ou em curto.
A avaliação do valor pode ser conseguida com alguns tipos de multímetros e capacitores de valores pequenos.
Procedimento
a) Para capacitores a partir de 1uF, o multímetro deve ser colocado na escala mais alta de resistências e deve ter pelo menos 10 000 ohms por Volt de sensibilidade para os analógicos. Escala: OHMS x 100 ou OHMS x 1k (analógicos) ou 200k e 2000k (digitais).
Obs.: Multímetros de menor sensibilidade podem não detectar com facilidade o estado de capacitores na faixa de 1 a 10 uF, pois o movimento da agulha será muito pequeno.
b) Zere o instrumento se for analógico
c) Encontre os terminais do instrumento nos terminais dos componentes preferivelmente, a ponta vermelha deve estar no pólo positivo do componente.
Na figura 1 temos o procedimento para esta prova.
Interpretação
• O ponteiro vai até a região das baixas resistências (em torno de zero) e depois com menor velocidade volta para a região das altas resistências ou mesmo infinito. A resistência final marcada é maior que 1 M - o capacitor se encontra em bom estado.
• O ponteiro se desloca para a região das baixas resistências (menor que 10 k) e estaciona - o capacitor se encontra em curto ou com grandes fugas.
• O ponteiro não se move, ficando no infinito ou na região de resistências muito altas - o capacitor está aberto.
• O ponteiro vai até a região das baixas resistências e depois volta com fugas que, conforme a aplicação, podem ser toleradas.
Leitura =
Condição
Variação até as baixas e depois altas resistências =
Bom
Se fixa em resistência menor que 10k =
Fugas
Se mantém indicando alta resistência =
Aberto
Resistência final entre 100k e 1 M =
Fugas toleráveis
Importante:
Evidentemente no caso dos digitais não temos movimentação de agulha, a não ser nos tipos que tenham essa função digitalizada.
No entanto, muitos tipos possuem uma função que permite a prova de capacitores.
Observações
A velocidade com que o ponteiro se move na prova de um eletrolítico e depois volta a infinito, depende de seu valor.
Um capacitor de grande valor faz com que um multímetro analógico tenha o ponteiro deslocado rapidamente até perto de zero e depois volte lentamente para o infinito. Já um capacitor de pequeno valor provoca um leve deslocamento do ponteiro rumo baixas resistências e um a volta rápida o infinito conforme mostra a figura 2.
Pela velocidade de movimentação, podemos fazer comparações de valores em capacitores sem marcação.
Quanto as fugas, elas dependem dos valores dos componentes.
Nos eletrolíticos maiores, as fugas maiores são toleráveis.
Para os digitais é possível medir as fugas nas escalas mais elevadas de resistências.
Obs.: capacitores de outros tipos com grandes capacitâncias (acima de 1 uF) como poliéster e tântalo, também podem ser testados da mesma forma que descrevemos aqui.
PROVA DE CAPACITORES DE 10 nF A 1uF
Tipo de Prova
• De carga para capacitores de 10 nF a 1 uF
• Capacitores de todos os tipos para qualquer tensão
• Detecta curtos e abertura
Com esta prova, podemos determinar com boa precisão o estado de um capacitor na faixa de valores indicados.
A prova é válida para capacitores cerâmicos, de poliéster, de polipropileno, styroflex, papel e de todos os demais tipos comuns em aplicações eletrônicas.
O multímetro usado deve ter sensibilidade de pelo menos 20 000 ohms por Volt para alcançar os 22 nF e 50 000 ohms por Volt para alcançar os 10 nF.
Procedimento
a) Coloque o multímetro na escala mais alta de resistência que ele possuir, OHMS x 1 k ou OHMS x 10 k se for analógico e 200k ou 2000k se for digital.
b) Zere o multímetro se for do tipo analógico.
c) Encoste as pontas de prova do multímetro nos terminais do capacitor em prova, que deve estar desligado de qualquer circuito. Evite tocar com os dedos nos terminais do componente ou nas pontas de prova durante o teste.
Na figura 3 temos o procedimento para esta prova.
Observação:
No caso dos multímetros digitais esta prova é menos eficiente a não ser que tenha uma função especificada ou ainda um ponteiro "digitalizado".
Nos tipos digitais não poderemos detectar se um capacitor se encontra aberto mas apenas se está em curto ou com fugas.
Interpretação
• O ponteiro se move ligeiramente para a direita, por fração de segundo, para depois voltar a infinito. O movimento será tão menos perceptível quanto menor for o capacitor até os limites indicados - o capacitor se encontra em bom estado.
• O ponteiro não se move - o capacitor se encontra aberto.
• O ponteiro se move até marcar definitivamente uma baixa resistência ou zero - o capacitor se encontra em curto.
• O ponteiro se move ligeiramente e volta. Marcando resistência entre 5 M ohms e 10 M ohms - o capacitor se encontra com fugas.
Leitura =
Condição
Movimento ou variação leve para as baixas resistências e depois volta para resistências altas ou infinito =
Bom
Não há indicação de resistência =
Aberto ou bom
Resistência nula =
Curto
Resistência baixa =
Fuga
Observações:
Neste caso, o movimento será tanto maior quanto maior for a capacitância em teste.
A sensibilidade do teste se deve justamente à capacidade de podermos observar os pequenos movimentos da agulha do instrumento.
Para um multímetro de maior sensibilidade, capacitores menores ainda podem ser testados.
Pela amplitude do movimento da agulha, podemos ter uma ideia do valor do componente.
Comparações de valores podem ser feitas desta forma.
Para as fugas, os valores tolerados variam muito, mas em, geral, se forem inferiores a 5 M ohms, o capacitor não deve ser empregado.
Ver também:
• Capacitores (166)
• Capacitor plano (576)
• Multímetro (80)
• Multímetro (como usar) (706)
• Provador de continuidade (592)















