Dois condutores quaisquer separados por um material isolante formam um capacitor e por isso apresentam uma série de propriedades que caracterizam esses componentes.

 

Isso significa que não é preciso termos realmente uma estrutura montada com duas placas e um material isolante cortado de determinada forma para que um capacitor seja formado.

 

Dois fios que corram, um lado do outro, dois contatos separados (desligados), duas trilhas de uma placa de circuito impresso, uma área cobreada de uma placa de circuito impresso em uma face e outra área do outro lado, formam um capacitor, conforme mostra a figura 1.

 


 

 

 

Como esses capacitores aparecem de uma forma até indesejável em alguns casos, podendo influir de forma negativa no funcionamento de um aparelho, dizemos que eles representam "capacitâncias parasitas", ou seja, são capacitores parasitas.

 

Existem diversas técnicas, que o profissional da eletrônica, principalmente o que vai trabalhar com circuitos rápidos (de comunicações, por exemplo) precisa conhecer para reduzir ou eliminar essas capacitâncias.

 

Dentre elas se destacam a escolha do traçado de trilhas, afastamento de condutores uns dos outros, encurtamento de fios, etc.

 

As junções de um transistor também se comportam como um capacitor que precisa ser carregado antes que o transistor comece a conduzir, comutando ou amplificando um sinal.

 

Assim, essas capacitâncias contribuem para a redução da velocidade de reposta do transistor. Em suma, quanto maior forem as capacitâncias parasitas de um transistor menor é a sua capacidade de responder a sinais de altas frequências. Isso significa que um transistor de RF normalmente tem menores capacitâncias parasitas do que um usado em correntes contínuas ou áudio. Na figura 2 temos as capacitâncias parasitas de um transistor.

 


 

 

 

Ver também:

• Capacitores (166)

• Campo elétrico (20)

• Corrente elétrica (28)

 

 

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