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Premonição e Computação Quântica no Cérebro (PN043)

Temos tratado em nossos artigo sobre os avanços da ciência em relação aos fenômenos que ocorrem em nosso corpo, principalmente no nosso cérebro, que levam a especulações sobre muitos fenômenos até então denominados “paranormais”. Os avanços continuam e agora em 2018 estamos com uma nova escala de descobertas extremamente promissoras e, ao mesmo tempo, assustadores sobre a possibilidade de termos em nosso cérebro computadores quânticos e até mesmo uma comunicação com outras dimensões. Veja mais neste artigo.

PN023S

Em artigo anterior (PN015 – Física Quântica e Paranormalidade) especulamos sobre a existência de estruturas em nosso cérebro que poderiam ter um comportamento quântico levando a possibilidade de comunicações com dimensões previstas pelas teorias, onde a nossa física tradicional não vale.

Desde então, e isso faz pouco tempo, pois o artigo é de 2018, estamos vivendo uma série de descoberta interessantes que indicam a possibilidade de realmente termos uma comunicação direta com outras dimensões através de estruturas computacionais naturais existentes em nosso cérebro.

Uma primeira possibilidade vem do cientista Mathew Fisher que em artigo publicado no Annals of Physics propôs que os spins dos átomos de fósforo existente nas conexões de neurônios do cérebro poderiam funcionar como “qubits” rudimentares, o que nos levaria a especular sobre o funcionamento do cérebro como um computador quântico.

Essa teoria que não é nova e que foi desmistificada desde 1989 quando Roger Penrose propôs que estruturas misteriosas de proteínas denominadas “microtubos” tinha algo a ver com o estado de consciência humana operando diretamente por efeitos quânticos.

Na verdade, os cientistas estão cada vez mais associando efeitos quânticos a certos processos que ocorrem em seres vivos, mostrando que talvez essas propriedades que nunca notamos na natureza viva que nos cerca seja muito mais uma regra do que exceção.

Estamos cainhando, portanto, para uma “biologia quântica” ou uma Neurociência Quântica.

Muitas evidências mostram que isso é muito mais do que uma simples hipótese e que muitos fenômenos até então ditos “paranormais” podem ser explicados perfeitamente por essa nova ciência.

Efeitos quânticos foram propostos na explicação da fotossíntese e da orientação de pássaros migratórios que usariam “bússolas quânticas” como proposto em alguns artigos bastante sérios de universidades como a Universidade da Califórnia .

Outros cientistas, como Senthil Todadri do MIT que acredita que existe num elo aberto neste assunto e ele acha que o próximo passo é verificar se ele pode ser fechado.

Nós mesmos em alguns artigos propusemos que a quantidade de neurônios que temos não explicaria a capacidade de processamento de nosso cérebro. A descoberta de que ele pode ter uma capacidade adicional (e muito grande) de processamento nos spins dos átomos de fósforos de nossos neurônios levaria a consideração de que realmente tempos dois computadores: o formado pelos nossos bilhões de neurônios e o computador quântico embutido que interfacearia com ele.

 

 

As Pesquisas

Diversos pesquisadores estão atualmente trabalhando no sentido de descobrir algo mais sobre a possibilidade da computação quântica ou efeitos quânticos estarem presentes nos organismos vivos.

Assim, temos o químico Peter Hore da Universidade de Oxford trabalhando na possibilidade de efeitos quânticos influírem no funcionamento do cérebro de pássaros migratórios. Esses efeitos fariam com que moléculas específicas modificassem seu comportamento e com isso o funcionamento dos neurônios.

Outros pesquisadores como Alexandra Olaya – Castro trabalha na possibilidade de que efeitos quânticos estariam presentes na fotossíntese.

 

Como a computação ocorreria

Quando trabalhei em pesquisa no laboratório de Neuroanatomia da então Escola Paulista de Medicina em São Paulo, tentávamos simplesmente reproduzir o funcionamento do cérebro humano com circuitos eletrônicos simples.

Mas, o que aprendemos fazendo isso nos fez desde então pensar na possibilidade de que algo mais do que simples interações entre neurônios explicariam a enorme capacidade de nosso cérebro. Existe muito mais do que simples circuitos interligados fazendo com que possamos aprender, como os experimentos com a tartarura d Grey Walter mostra.

 

O robô tartaruga de Grey Walter que “aprendia” a sair de um labirinto (1948-1949)
O robô tartaruga de Grey Walter que “aprendia” a sair de um labirinto (1948-1949)

 

Mas, como tudo ocorre no cérebro? Por que os neurônios podem ser afetados por fenômenos quânticos?

Um neurônio não é uma simples chave lógica que conduz ou não impulsos processando-os como um circuito digital comum. Um neurônio é muito mais que isso.

Quando ele recebe um estímulo, sua resposta depende da intensidade desse estímulo. Se ela se encaixa dentro de uma faixa de valores ele processa o sinal, caso contrário ou nega o impulso ou inibe.

Essa faixa não é fixa, mas depende do que se denomina aprendizado. Impulsos de certo valor aplicados de modo repetitivo, deslocam essa faixa de modo que eles passam a ter preferência no processamento. Isso explica o aprendizado.

As faixas de acionamento dos neurônios são programadas pela repetição de modo que no conjunto a resposta obtida seja sempre a mesma para um determinado conjunto de estímulos.

É o aprendizado por repetição que nos caracteriza.

No entanto, o que parece ocorrer que aumenta a possibilidade de que efeitos quânticos também influam neste processo é que as faixas de atuação dos neurônios determinando sua resposta teriam influência de efeitos quânticos.

Assim, não apenas o aprendizado e a memória determinariam como respondemos a um determinado estímulo ou como nosso cérebro se comporta em estado de consciência como também fenômenos quânticos nas sinapses.

Realizando um processamento paralelo isso explicaria o porque nem sempre reagimos exatamente como esperado diante de um problema ou de uma situação.

Um problema crítico que aflige os cientistas que pesquisas sobre o assunto é como os qubits do computador quântico de nossas sinapses se comunicariam também entre si para se obter uma capacidade maior de processamento.

Mas, isso pode ir além.

 

Premonição e telepatia

Uma notícia importante que recebemos neste campo veio da newatlas (https://newatlas.com/deja-vu-premonition-test/53635/) que trata da possibilidade de que o fenômeno do “déjà vu” tenha algo a ver com a computação quântica que ocorre em nosso cérebro.

Segundo cientistas explicações sobrenaturais ou paranormais como a memória do passado, sonhos precognitivos, universo paralelo poderiam ter explicações no comportamento “quântico” de nosso cérebro que não só teria computação quântica, mas também comunicação quântica.

Especula-se a possibilidade de termos não apenas acesso a informações do passado como do futuro (lembre-se de que no mundo quântico o próprio tempo é algo que se comporta de forma diferente de nosso mundo macro).

Além disso, cérebros poderiam se comunicar de modo imperceptível entre si, levando a estados como de harmonia ou sincronismo que ocorrem em alguns casos. (veja artigo “Conexões Mentais Revelam Ser Possíveis – MA111").

Enfim, o que é paranormal hoje, como muitos outros fenômenos, não será mais amanhã.

Imagino que em futuro não muito distante poderemos ter chips implantados que tornariam conscientes os acessos a um banco de dados universal contendo informações do passado (e do futuro) através de conexões quânticas, uma espécie de Google universal atemporal e total. Rumo ao transhumanismo..

 

 

 

 

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