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Circuito de teste de desenvolvimento para módulos híbridos (INS076)

Um dos problemas que nossos leitores que adquirem os Modulo Híbridos DHAY encontram é a de fazer uma montagem simples de teste e desenvolvimento de um sistema de controle remoto. Tanto para ter uma idéia dos sinais que são encontrados como também para verificar alcance e desempenho, circuitos simples podem ser elaborados até mesmo numa matiz de contactos. É justamente esse circuito de teste e desenvolvimento que vamos tratar neste artigo.

Leia mais:

RT4 - RR3 - Módulos Híbridos (ART225)

 

Os Módulos Híbridos, como os da figura 1 consistem numa excelente solução para a elaboração de sistemas de controle remoto de curto alcance usando sinais de rádio freqüência.

 

Operando na faixa de VHF e UHF com freqüências de 292 a 433 MHz eles consistem numa solução simples e segura para sistema de abertura de portas de garagem, controle de eletrodomésticos como ventiladores e ar-condicionado, lâmpadas e muito mais.

A grande vantagem no uso de tais módulos está no fato de que eles já vêm calibrados de fábrica, com a garantia de que o receptor pode sintonizar com facilidade o sinal do transmissor independentemente da montagem dos demais elementos do circuito.

No entanto, muitos dos nossos leitores que compraram tais módulos ou que pretendem adquiri-los manifestaram dúvidas quanto ao modo de uso e até como testá-los usando um circuito simples ara verificar se atendem às suas necessidades.

Daremos a seguir um aplicativo simples para teste desses módulos usando duas matrizes de contactos, uma para o transmissor e outra para o receptor.

 

O Transmissor

Na figura 2 temos a pinagem do transmissor que, conforme vemos é identificada no próprio módulo, o que facilita bastante o trabalho de montagem.

 

Esse módulo é alimentado com uma tensão de 3 V (não usar mais), fornecida por duas pilhas comuns tipo AA ou AAA, ou mesmo uma bateria de 2,7 V, conforme a aplicação.

Assim, para um circuito de teste experimental, o que vamos fazer é transmitir sinais de um oscilador digital simples montado em torno de um 4093, conforme mostra a figura 3.

 

A antena consiste num pedaço de fio rígido de uns 12 cm de comprimento espetado na própria matriz. Na versão final, em função da freqüência, o melhor desempenho se obtém com um fio de aproximadamente 1/8 do comprimento de onda.

Na figura 4 temos a montagem feita na matriz, para que o leitor avalie sua simplicidade.

 

O capacitor C1 determinará o tom transmitido, podendo ficar entre 22 nF e 100 nF tipicamente.

O sinal deste oscilador será aplicado diretamente à entrada "data" do módulo transmissor, para efeito de teste.

 

O Receptor

Na figura 5 temos a pinagem do módulo receptor, observando que existem três pontos de terra (GND) e dois pontos de alimentação positiva.

 

O receptor é montado na outra matriz de contactos e tem seu circuito mostrado na figura 6.

 

A montagem é mostrada na figura 7.

 

O diodo D1 tem por finalidade reduzir a alimentação das 4 pilhas de 6 V para algo em torno de 5,3 V, já que este módulo só aceita alimentações na faixa de 4,5 a 5,5 V.

Observe a posição correta do módulo, para que não ocorram inversões das ligações, o que pode causar-lhe danos.

Para monitorar o sinal transmitido usamos um transdutor piezoelétrico de alta impedância ligado a saída OUT ANALOG

Se o leitor não dispuser de um transdutor pode utilizar um pequeno alto-falante ligado a uma etapa amplificadora, conforme mostra a figura 8.

 

 

Testando

O leitor pode facilmente testar o transmissor, simplesmente ligando o transdutor piezoelétrico na saída do oscilador para verificar se ele está funcionando (pino 3).

Ligando a alimentação do transmissor, deve ser ouvido um tom de áudio.

Ligando o receptor, o tom de áudio do transmissor deve ser recebido claramente no receptor.

Para fazer o acionamento de um relé a partir do tom de áudio recebido temos o circuito da figura 9.

 

Esse é um circuito "geral" cujo acionamento independe  da freqüência do sinal modulador. Trata-se de uma solução simples para controles remotos domésticos que praticamente não necessita de ajustes.

O resistor de 2,2 k a 10 k na saída pode ser necessário para se conseguir maior estabilidade de funcionamento.

No entanto, versões mais elaboradas podem ser construídas com o uso de reconhecedores de tom, como o mostrado na figura 10.

 

Esse circuito será ajustado para reconhecer apenas o tom do modulador do transmissor.

Observamos que essas versões não possuem trava ou ação biestável. O circuito controlado se mantém acionado apenas durante o tempo em que o transmissor é ativado.

Partindo desses circuitos de teste ficará relativamente fácil para o leitor desenvolver seu projeto, lembrando que o módulo receptor também possui uma saída digital capaz de excitar diretamente lógica TTL e CMOS.

Obs: o trimmer de ajuste do receptor só deve ser mexido depois de se constatar o funcionamento para se obter a maior intensidade do sinal.

 


Lista de Material:

 

a) Transmissor

TX1 - Módulo Transmissor DHAY (Qualquer Freqüência) (*)

CI-1 - 4093 - Circuito integrado CMOS

C1 - 22 nF z 100 nF - capacitor cerâmico ou poliéster

R1 - 10 k ohms x 22 k ohms - resistor - marrom, preto, laranja - vermelho, vermelho, laranja

B1 - 3 V - 2 pilhas de 1,5 V

 

Diversos:

Matriz de contactos, transdutor piezoelétrico, suporte de pilhas, fios, etc.

 

b) Receptor

RX1 - Módulo receptor - na mesma freqüência do transmissor (*)

D1 - 1N4002 ou 1N4148 - diodo de silício

C1 - 10 uF x 12 V - capacitor eletrolítico

BZ - Transdutor piezoelétrico (**)

B1 - 6 V - 4 pilhas comuns

 

Diversos:

Matriz de contactos, suporte de pilhas, fios, solda, etc.

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