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Medidas de RF (INS332)

Existem aparelhos de teste simples para verificar o funcionamento de transmissores e antenas de PX e PY? Se o leitor acha que somente com instrumentos caros é que se pode fazer ajustes e verificações de funcionamento de sua estação transmissora, é porque não conhece algumas técnicas simples e extremamente econômicas, ao alcance de todos. Neste artigo falamos de algumas destas técnicas e o que elas podem fazer por um melhor desempenho de sua estação.

Obs. Este artigo é de 1986 quando os radioamadores das faixas de PX e PY ainda eram muitos.

 

Os operadores de estações PX e PY podem contar com muitos tipos de equipamentos para a verificação ou ajustes de seus transmissores.

Alguns destes equipamentos são indispensáveis, pelo que podem fazer em termos práticos, de modo que todos devem se esforçar para adquiri-los o mais rapidamente possível.

Como exemplo de tais equipamentos citamos os medidores de ondas estacionárias (R.O.E.), os medidores de intensidade de campo, os wattímetros, etc.

Entretanto, enquanto o leitor não tem os recursos para a aquisição de tais equipamentos, existem soluções alternativas simplificadas que permitem uma avaliação do desempenho de uma estação.

Uma simples lâmpada piloto, um instrumento tipo VU-meter, uma lâmpada neon, uma lâmpada fluorescente, quando corretamente usados podem servir para a detecção de ondas estacionárias, verificação do funcionamento de transmissores e muitas outras aplicações.

Neste artigo daremos algumas sugestões de como usar alguns destes “instrumentos" ultra-simples na sua estação.

 

1. Detector de ondas estacionárias

Um simples detector de ondas estacionárias pode ser feito com uma lâmpada incandescente de 6 V x 50 mA (Philips 7121D ou equivalente) e uma bobina enrolada com fio comum, rígido, de capa plástica, conforme mostra a figura 1.

 

Figura 1 – Detector de ondas estacionárias
Figura 1 – Detector de ondas estacionárias

 

A bobina é formada por 2 a 10 espiras de fio, dependendo da potência e frequência do transmissor.

Para os 5 W de um transmissor PX, as espiras podem ficar entre 3 e 5, devendo isso ser verificado experimentalmente.

Aproximando-se a bobina da antena de sua estação, com o equipamento ligado, a lâmpada deverá acender nos pontos correspondentes aos lobos das ondas estacionárias, indicando a sua presença.

Se a lâmpada não acender, é sinal que não existem estas ondas, conforme mostra a figura 2.

 

Figura 2 – Usando a lâmpada
Figura 2 – Usando a lâmpada

 

Veja que a bobina não precisa (nem deve) tocar no fio ou antena.

Numa antena comum, como, por exemplo, um dipolo simples, temos lobos de corrente e de tensão no funcionamento normal, conforme mostra a figura 3.

 

Figura 3 – Lobos num dipolo simples
Figura 3 – Lobos num dipolo simples

 

Isso quer dizer que o simples detector que mostramos deve acender no centro do radiador, pois se trata de um detector de corrente, e nos extremos do fio deve ficar apagado.

 

2. Detector neon de ondas estacionárias

Uma lâmpada neon comum também funciona como um simples detector de sinais de RF, conforme mostra a figura 4.

 

Figura 4 – Indicador com lâmpada neon
Figura 4 – Indicador com lâmpada neon

 

No caso, o acendimento da lâmpada se faz nos lobos de tensão e não de corrente, o que corresponde a um comportamento diferente do detector anterior.

Na figura 5 mostramos o padrão de acendimento da lâmpada para um dipolo de meia onda.

 

Figura 5 – Padrão de acendimento
Figura 5 – Padrão de acendimento

 

O brilho da lâmpada deverá ser maior quando ela for tocada com os seus terminais nos extremos da antena.

Com qualquer um dos dois detectores pode-se, deslocando ao longo da antena, verificar o seu funcionamento com a detecção dos lobos e nós de irradiação.

Uma antena incorretamente cortada, por exemplo, terá um lobo de irradiação antes de seu final, conforme mostra a figura 6.

 

Figura 6  - Antena incorretamente cortada
Figura 6 - Antena incorretamente cortada

 

O mesmo ocorre em relação à tensão.

 

3. Detector de RF com VU

Um VU-meter comum de 200 µA ou ainda um miliamperímetro de 0-1mA em conjunto com um díodo detector (1N34 ou 1N60) e mais uma bobina com algumas espiras de fio conforme mostra a figura 7 formam um detector simples de RF.

 

Figura 7 – Detector de RF
Figura 7 – Detector de RF

 

O diodo também pode ficar ligado em série com a bobina e qualquer diodo de germânio comum pode ser usado.

 

 

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