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Unidade Mecânica de Reverberação (ART1736)

Apesar de termos unidades de reverberação e eco na forma integrado, baseada em DSPs e microcontroladores, houve tempo em que esses efeitos eram obtidos por dispositivos eletromecânicos. Se o leitor recuperar um desses dispositivos num equipamento antigo, pode montar um interessante efeito para seu instrumento musical ou mesmo para a edição de mídias.

Um tipo de unidade de reverberação encontrada em equipamentos antigos é a que faz uso de molas.

Aplicando um sinal de áudio a uma mola, as ondas sonoras produzidas se propagam por essa mola sofrendo reflexões sucessivas em suas extremidades e com isso produzindo um efeito de prolongamento do som (reverberação) ou reflexão (eco).

O efeito pode ser usado com instrumentos musicais, microfones e mesmo na criação de mídias especiais.

Na figura 1 mostramos uma unidade de reverberação típica que faz uso de duas pequenas molas e é excitada por uma bobina.

 

  Figura 1 – Unidade mecânica de reverberação
Figura 1 – Unidade mecânica de reverberação

 

Para captação do som, na outra extremidade da unidade encontramos uma segunda bobina.

Para trabalhar com esta unidade, tudo que necessitamos é de um pequeno amplificador que excite a bobina conveniente, o que significa uma potência de algumas centenas de miliwatts.

No nosso caso, podemos construir uma unidade caseira usando uma mola comum ou até mesmo uma resistência de chuveiro esticada, com um pequeno imã, pois o nicromo não tem propriedades magnéticas.

Essa mola será presa a um pequeno captador do tipo usado com instrumentos musicais e será excitada por uma bobina, conforme mostra a figura 2.

 

   Figura 2 – A mola, a bobina excitadora e o captador
Figura 2 – A mola, a bobina excitadora e o captador

 

Conforme mostra a figura 3, ligaremos a bobina excitadora a um amplificador externo e a saída do captador a um mixer ou ao amplificador final em que desejamos obter o efeito.

 

   Figura 3 – Ligação a um amplificador
Figura 3 – Ligação a um amplificador

 

 

Montagem

A unidade final pode ser montada numa tábua longa com os elementos fixados conforme mostra a figura 4.

 

   Figura 4 – A unidade completa montada
Figura 4 – A unidade completa montada

 

 

O circuito será excitado por um amplificador externo, onde o valor de Rx dependerá de sua potência.

Temos então na figura 5, o diagrama completo do sistema captador que jogará o sinal obtido no sistema reprodutor ou de gravação.

 

   Figura 5 – Diagrama completo do captador
Figura 5 – Diagrama completo do captador

 

 

Uma placa de circuito impresso poderá ser utilizada para sua montagem, conforme disposição de componentes mostrada na figura 6.

 

   Figura 6 – Placa para a montagem
Figura 6 – Placa para a montagem

 

 

Na montagem, observe a posição do circuito integrado e a polaridade da bateria.

Como o consumo é baixo pode ser usada uma bateria comum de 9 V.

Os resistores são de 1/8 W com qualquer tolerância e os cabos de sinal devem ser blindados.

O potenciômetro funciona como um mixer, misturando o sinal com o efeito com o sinal original obtido da entrada.

Uma fonte de alimentação para o circuito é mostrada na figura 7, caso o leitor não queira utilizar bateria.

 

   Figura 7 – Fonte para o circuito
Figura 7 – Fonte para o circuito

 

 

Dado o baixo consumo, o circuito integrado regulador de tensão não necessita de dissipador de calor.

Neste tipo de circuito é muito importante manter conexões curtas para que não ocorram roncos e ruídos.

O transformador pode ter corrente menor (200 a 300 mA) se alimentar apenas o pré-amplificador.

Se for usado um pequeno amplificador para excitação como o LM386 ou TDA7052, então ele deve ter corrente maior.

Na tabela abaixo damos os valores de Rx de acordo com a potência do amplificador usado na excitação.

 


 

 

O arranjo típico para utilização do sistema num canal de um sistema estéreo ou num sistema monofônico é mostrado na figura 8.

 

     Figura 8 – Arranjo para o sistema
Figura 8 – Arranjo para o sistema

 

Para um sistema estéreo temos as conexões mostradas na figura 9.

 

   Figura 9 – Arranjo estéreo com a fonte para o amplificador excitador de pequena potência
Figura 9 – Arranjo estéreo com a fonte para o amplificador excitador de pequena potência

 

Finalmente na figura 10 temos uma outra possibilidade de sistema de reverberação com a unidade descrita.

 

   Figura 10 – Outro arranjo para o sistema
Figura 10 – Outro arranjo para o sistema

 

Para utilizar é interessante fazer experiências com a tensão da mola, pois ela define o desempenho do aparelho.

Também é importante evitar que o próprio som ambiente realimente a mola, causando assim um efeito de microfonia.

Finalmente, dependendo da mola e do captador pode ser necessário alterar o ganho do amplificador, o que é conseguido com a mudança de valor do resistor R2.

Resistores na faixa de 100 k ohms a 3M3 podem ser experimentados e existe a possibilidade de se utilizar um potenciômetro para controlar o efeito.

 

CI-1 – 741 – circuito integrado

X1 – Unidade mecânica de reverberação – ver texto

Rx – ver texto

B1 – 9 a 12 V – fonte ou bateria

S1 – Interruptor simples

P1 – 100 k ohms – potenciômetro

C1, C2 – 100 nF – capacitores cerâmicos ou poliéster

C3 – 100 uF x 16 V – capacitor eletrolítico

C4 – 220 nF – capacitor cerâmico ou poliéster

R1 – 10 k ohms – resistor – marrom, preto, laranja

R2 – 1 M ohms – resistor – marrom, preto, verde

Diversos:

Placa de circuito impresso, caixa para montagem, material para a unidade de reverberação, fios, solda, etc.

 

 

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