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Indústria 4.0 (ART4151)

Um tema em destaque em nossos dias é a Indústria 4.0 ou a quarta revolução industrial. Muitos leitores nos perguntam o que vem a ser isso, mas nada melhor do que um artigo que parta do começo, ou seja, que explique exatamente de onde vem o termo.

Indústria 1.0

A revolução industrial começou no século XIX quando as pessoas deixaram o campo de passaram a trabalhar em fábricas nas cidades, que então praticamente artesanal, passaram a adotar máquinas.

 


 

 

A força propulsora que até então e não existia em quantidade se tornou disponível com a invenção do motor a vapor. Parte da força física realizada por humanos começou a ser delegadas às máquinas.

As grandes tecelagens da Inglaterra e de outros países europeus eram as indústrias predominantes na época, onde a força bruta para movimentar as máquinas vinha do vapor, mas o manuseio vinha dos operários.

A divisão de tarefas era ainda precária, pois o operário ainda trabalhava muito e ainda realizava as operações mais críticas, principalmente as repetitivas.

No entanto, a criação de novas tecnologias começaram a mudar isso no final do século XIX com a chegada da eletricidade levando a uma nova fase da revolução da indústria, a indústria 2.0.

 

Indústria 2.0

Podemos situar a transição da indústria 1.0 para a indústria 2.0 em torno de 1870 quando a eletricidade como força propulsora se tornou disponível.

 


 

 

Nesta época, o trabalho humano também sofreu uma transição. Além de contarmos com a propulsão das máquinas com uma forma de energia mais limpa, também temos a criação de alguns procedimentos que reduziam a participação da mão de obra nos processos de manufatura.

Por exemplo, tivemos nesta época a criação da linha de montagem, do uso de parte intercambiáveis e a produção em massa.

A participação humana no processo da manufatora se reduzia ainda mais com a entrada em ação das máquinas, principalmente em tarefas em que se exige força bruta ou procedimentos repetitivos.

A evolução da tecnologia, principalmente a que faz uso do computador, levou em 1960, aproximadamente a uma nova fase da revolução industrial. A criação da Indústria 3.0.

 

Indústria 3.0

Com o desenvolvimento das técnicas digitais, da robótica e da nanotecnologia, a indústria deu novo salto, levando ao que se denomina hoje Indústria 3.0.

 


 

 

A adoção do CNC (Controle Numérico Computadorizado) trouxe inteligência às máquinas que não precisavam mais contar totalmente com a habilidade do operador. Sua intervenção nos processos de manufature diminuiu e com isso a presença de humanos dentro de uma fábrica.

Com a vinda da mecatrônica criando os robôs industriais, o primeiro criado em 1960, um novo passo para a completa substituição dos humanos nos processos mecânicos que exigem força apenas foi dado.

A evolução das tecnologias não parou por aí. Podemos dizer que ainda estamos numa fase de transição da indústria 3.0 para a indústria 4.0, o que impede que o termo indústria 4,0 já seja usado em toda sua amplitude.

A indústria 4,0 que já está sendo implementada terá tecnologias já existentes e muitas inovadoras que ainda estão sendo criadas.

 

Indústria 4.0

A quarta revolução industrial, como também pode ser chamada, deverá livrar ainda mais os operários de certas tarefas as quais passarão a ser executadas por robôs.

 


 

 

Até então as máquinas realizavam tarefas mas sobre a supervisão de um humano que entrava com a “inteligência”. No entanto, com o desenvolvimento da AI (Inteligência Artificial) as máquinas também podem substituir o operário humano em algumas tarefas em que um grau elevado de inteligência não seja necessário.

Isso significa que na Indústria 4,0 as máquinas se tornarão inteligentes e com isso autônomas. Novas tecnologias como a IoT, big data e a computação nas nuvens passam a fazer parte desta nova fase da indústria.

Da mesma forma que temos a distribuição inteligente da energia (Smart Grid), as cidades inteligentes (Smart Cities) está chegando a indústria inteligente ou Smart factory, que será certamente a fábrica do futuro.

Na fábrica inteligente muda-se o conceito como a indústria faz parte de um processo mais amplo que vai além de suas quatro paredes.

As máquinas poderão comunicar-se não apenas entre si, mas com operadores distantes, fornecedores e clientes.

Quando um estoque de peças que alimenta uma máquina está chegando ao fim, a própria máquina se encarrega de consultar o fornecedor para fazer uma encomenda, segundo os requisitos da produção. Se há um pedido maior do produto que ela produz, ela mesmo se encarrega de pedir ao fornecedor que complemente seu estoque de peças.

Se numa linha de montagem há uma transição de um tipo de peça para outra, a própria máquina avisa a máquina seguinte da cadeia produtiva de modo que na transição, ela se ajuste. A troca de um parafuso por outro, por exemplo, fará com que a máquina avise a seguinte para alterar o torque usado no seu aperto.

É claro que isso implicará na mudança de conceito sobre os operários que trabalharão nessas fábricas. Acabará o operário que fica diante da máquina apertando os comandos quando a peça seguinte chegar. As funções automáticas que não exigem preparo especial dos operários e mesmo as mais complexas que exigem precisão e até inteligência desaparecerão.

O operário será um funcionário especializado que terá condições de verificar o software de uma máquina e no caso da necessidade de ajustes e reparos saberá como fazer isso. As funções da indústria 4.0 exigirão funcionários de grande grau de especialização e em menor quantidade.

E, para onde vão os outros?

Quando se anuncia a chegada da indústria 4.0 que na verdade não é uma chegada, a preocupação com o desemprego cresce. Na verdade, não é uma chegada, mas sim uma transição que já está ocorrendo.

O fechamento de postos de emprego todos os dias mostra que isso realmente já está ocorrendo. Mas isso não é uma catástrofe como muitos anunciam.

Quando tivemos a chegada da era industrial e milhões deixaram o campo (que se automatizou) para virem trabalhar nas cidades, uma crise sem precedentes foi anunciada, mas isso não ocorreu. As populações se adaptaram a uma nova forma de vida e tudo se normalizou em pouco tempo.

O que temos é também uma transição do modo de vida das pessoas que já está sendo anunciada a um bom tempo. Novas modalidades de trabalho surgem e temos de nos adaptar a isso.

Hoje, as mudanças tecnológicas são extremamente rápidas e profissões que antes eram comuns estão desaparecendo, substituídas por outros ramos de atividades. O revelador de fotografia é uma profissão que já não existe mais.

Outras profissões como o técnico de TV e até mesmo o motorista com a chegada do carro autônomo tendem a desaparecer.

E mesmo que as pessoas façam cursos para aprenderem novas profissões, muitas delas serão efêmeras, sendo substituídas rapidamente por outros. O cidadão deve estar preparado para mudanças constantes e isso em todos os setores.

A empregabilidade terá um perfil completamente diferente do que tem hoje e devemos estar preparados para isso. A ampliação da indústria 4.0 e não sua chegada que já ocorreu, trará mudanças radicais no nosso modo de vida e devemos estar preparados para isso.

Somente aceitando as mudanças poderemos evitar a crise que, como sempre ocorre, é apregoada pelos que não querem as mudanças ou têm medo delas. O futuro é inevitável.

 

Referências fotos:

Information 4.0 for Industry 4.0 

Joe Gollner , Managing Director at Gnostyx Research Inc.

https://www.slideshare.net/jgollner/information-40-for-industry-40-tcworld-2016

 

 

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