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As radiações dos celulares são realmente perigosas para a saúde? (MA052)

Estudos da Universidade de Essex Parecem Desmentir

Nos últimos anos uma preocupação muito grande com a influência de campos magnéticos e eletromagnéticos, de todas as faixas de freqüências, tem ocorrido, muitas vezes com razões evidentes. Nesse artigo tratamos dos mais recentes estudos realizados sobre o assunto e as conclusões (não definitivas, segundo nossa opinião) a que chegaram os pesquisadores.

  • Este artigo é de 2007 -  (polêmica ainda continua em nossos dias)

Os campos de baixas freqüências produzidos por linhas de transmissão de energia, por equipamentos elétricos e eletrônicos, por exemplo, já mostraram todo o seu potencial de perigo em estudos feitos em diversas partes do mundo, levando muitos países à adoção de medidas preventivas.

 

No entanto, a polêmica maior nos últimos tempos tem recaído sobre a radiação emitida pelos telefones celulares, por diversos motivos. Um deles está justamente na proximidade em que este aparelho funciona, o que representa um perigo para uma parte muito sensível de nosso corpo: a cabeça. O outro motivo é a sua quantidade, já que milhões de usuários estão sujeitos a radiação desse pequeno equipamento.

Também deve-se somar a tudo isso a eventual influência que as Estações Rádio-Base (ERB) teriam nos moradores de suas proximidades, já que sua distância das pessoas, mesmo sendo maior, envolve uma potência de trabalho maior.

 

Estudos interessantes

Os estudos realizados sobre os efeitos da radiação dos equipamentos  telefonia móvel sobre a saúde de pessoas relatam que muitos sofrem de sintomas como ansiedade, tensão, esgotamento e outros.

Para saber até que ponto esses efeitos estariam realmente sendo provocados pela radiação emitida pelos equipamentos, uma equipe da Universidade de Essex (Inglaterra) resolveu fazer uma série de testes bastante interessante, o qual passamos a descrever.

Os pesquisadores escolheram então 44 pessoas que já haviam reportado os sintomas descritos, ou ainda que manifestavam uma certa sensibilidade aos equipamentos de telefonia móvel através de alterações fisiológicas detectáveis. E, além delas mais, 114 pessoas que não manifestavam a sensibilidade a qualquer efeito.

Essas pessoas foram levadas então a um laboratório onde, durante três anos, foram feitos testes e medidas fisiológicas de diversos tipos em todo o grupo.

Os testes eram feitos ligando e desligando equipamentos transmissores GSM, quando medidas fisiológicas que incluíram batimento cardíaco, condução elétrica da pele, pressão sanguínea foram feitas.

Quando os grupos das pessoas que se disseram sensíveis e os outros foram submetidos a radiação 3G (UMTS), nem os sintomas nem alterações das medidas fisiológicas foram detectadas. Apenas uma parte dos “sensíveis” acusou alguma coisa, mas acredita-se que é pelo fato de eles terem sido expostos aos sinais nos primeiros 50 minutos das seções.

Os participantes dos testes foram analisados em diferentes seções. Num primeiro caso, denominado de “provocação” , onde os participantes sabiam quando os sinais estavam ligados ou desligados.

Nesse caso, os sensíveis relataram que estavam sentindo os sintomas quando o equipamento estava ligado.

No entanto, quando os testes eram realizados de forma que nem o pesquisador e nem os testados sabiam quando os equipamentos estavam ligados ou desligados, o número de relatos da presença de sintomas não pode ser associado à presença da radiação.

Apenas dois dos 44 pesquisados ditos sensíveis acertaram exatamente em seis testes quando o transmissor estava ligado ou desligado, comparado com cinco dos 114 participantes dos não sensíveis, usados como referência ou controle. Essa proporção está justamente de acordo com a lei das probabilidades, não tendo sido aumentada no grupo sensível. Isso revela que os acertos foram casuais e não devidos à qualquer sensibilidade.

O estudo revelou ainda que, quando comparado aos não sensíveis, os indivíduos sensíveis relataram mais sintomas e sintomas mais severos, assim como tiveram um aumento da condutividade da pele, o que é uma boa indicação de stress causados pelo ambiente, isso independentemente do sinal está ligado ou não. Os estudos também mostraram que esses sintomas não teriam ligação com o fato dos sinais serem GSM ou 3G.

A principal pesquisadora, Prof.ª Elaine Fox, explicou que, com certeza, as pessoas sensíveis que estariam relatando sintomas reais também tinham uma má qualidade de vida. Talvez esse seria um fator que realmente estaria influindo nos resultados dos testes. Segundo ela seria importante determinar que outros fatores, além desse, poderiam estar causando esses sintomas. Isso seria importante para se determinar que estratégias de tratamento deveriam ser adotadas.

Os resultados dessa pesquisa estão consistentes com o único outro estudo realizado em larga escala dos efeitos da exposição à radiação de telefones celulares feito pelo Dr. James Rubin, da Mobile Phones Research unit no Kings College de Londres.

Esse pesquisador trabalhou com 31 pessoas, em estudos em que o pesquisado não sabia se o equipamento estava ligado ou desligado, e também num segundo estudo em que tanto o pesquisador como o pesquisado não saberiam dizer se o transmissor estava ou não ligado.

Isso foi feito em condições controladas de laboratório, mostrando que os sintomas apresentados, relatados pelos pesquisados, não poderiam ser associados aos sinais, exatamente como nos outros experimentos que descrevemos.

Com isso, o Pesquisador afirma que, com base nesses estudos, não se pode em princípio associar às radiações dos celulares nenhum problema de saúde.

A equipe de pesquisadores da Universidade de Essex incluiu uma equipe de psicólogos cognitivos, engenheiros biomédicos e eletrônicos, e um médico. Os testes foram todos realizados no Laboratório de Radiação Eletromagnética e Saúde no campus da Universidade de Colchester.

 

Conclusão

Se bem que a equipe de pesquisadores e os experimentos tenham revelados que não podemos associar às radiações dos celulares sintomas como desconforto, mal-estar e outros, isso não significa que possam ocorrer efeitos cumulativos que somente se manifestem à longo prazo.

Lembramos que no caso das radiações atômicas, que mataram seus descobridores Pierre Curie e Madame Curie, não existiam sintomas imediatos associados à exposição. Talvez seja cedo demais para se afirmar com base nesses estudos que as radiações sejam realmente inofensivas.

Acreditamos que, se os sintomas de efeitos imediatos não são causados pelas radiações, o mesmo pode não ocorrer em relação a efeitos cumulativos. É preciso pesquisar mais.

 

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