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Ionizador Negativo (MA069)

Pesquisas mostram que a presença de uma certa quantidade de íons negativos no ar causam uma sensação de bem estar e alivio nas pessoas, principalmente as que sofrem de doenças alérgicas, queimaduras ou doenças respiratórias. Existem em muitos países pequenos ionizadores que produzem continuamente estes íons que são lançados no melo ambiente, com a finalidade de promover o bem-estar. Neste artigo descrevemos a montagem de um destes aparelhos.

Obs. O artigo é de 1992, mas os conceitos são atuais e a montagem ainda pode ser elaborada com facilidade.

 

Os íons negativos atuam sobre as pessoas de modo a modificar-lhes a sensibilidade e mesmo a reduzir os problemas causados por certas doenças alérgicas.

Pesquisas revelaram que a presença de íons negativos no ar ou no meio ambiente causam uma sensação de alivio nas pessoas que sofrem de alergias ou mesmo dores de queimaduras, enquanto que os íons positivos tem um efeito contrário, agravando os problemas de alergia, tornando as pessoas mais irritadiças e mesmo fazendo-as sentir dores de queimaduras ou fraturas com mais intensidade.

Talvez resida neste fato a capacidade que pessoas que possuem ferimentos antigos, de detectar a aproximação de chuvas fortes, quando o ar “torna-se carregado" de eletricidade positiva e com isso causam certas irritações ou dores.

O termo "sinto nos ossos" a aproximação de mudança de tempo tem, pois uma razão científica.

Aparelhos de pequeno porte que lançam continuamente íons negativos no ar podem ser adquiridos nos Estados Unidos e em outros países, sendo indicado às pessoas que possuem algum dos problemas citados anteriormente.

Evidentemente, não são todos os casos que podem ser "atacados" desta forma, devendo sempre a opinião de um médico ser ouvida antes.

Nas residências e escritórios modernos onde a presença de carpetes funcionam como eletrizadores, gera grande quantidade de eletricidade positiva (irritadora), a utilização de um ionizador negativo (calmante) pode ser interessante.

As chapinhas de colocar nos sapatos, que já estiveram em moda em nosso país, usadas para descarregar a eletricidade positiva acumulada no corpo e, portanto, causando alivio nas pessoas, também têm pois sua razão de ser.

O projeto que apresentamos neste artigo é de um ionizador simples de pequeno porte que serve para produzir uma certa quantidade de íons negativos que, lançados no meio ambiente automaticamente sem, necessidade de ventiladores ou outros dispositivos semelhantes.

O circuito consome pequeníssima potência (menos de 10 watts), e é alimentado pela rede local, o que significa que sua ligação de modo permanente, não causa aumento apreciável em sua conta de energia.

Os componentes usados são fáceis de se obter e sua montagem bastante simples, não havendo ajustes críticos.

 

CARACTERÍSTICAS

Tensão de alimentação: 110/220 VCA

Potência consumida: menor que 10 W

Tensão de produção de íons: 3 000 a 10000 Volts.

 

 

COMO FUNCIONA

Para gerar a tensão bem elevada que precisamos para produzir íons partimos de um circuito inversor com base num oscilador de relaxação com SCR.

Assim, a tensão da rede de alimentação, depois de retificada carrega o capacitor C1. O valor deste capacitor determinará a intensidade de fluxo de íons podendo ficar entre os indicados no diagrama.

Ao mesmo tempo C2 carrega-se via P1 e R2 até ser atingida a tensão de ionização da lâmpada neon, em torno de 80 volts.

Quando esta tensão é alcançada a lâmpada conduz e o capacitor C2 se descarrega disparando o SCR.

Com o disparo do SCR as armaduras de C1, que já deverá estar praticamente com sua carga máxima, são curto-circuitadas através do enrolamento primário de T1.

T1 é um transformador de alta tensão, um flyback, aproveitado de um velho televisor.

Com a forte corrente de seu primário, é induzido um pulso de alta tensão no secundário. Com este pulso corresponde à extensão e contração das linhas de força do campo magnético que ele corresponde a um ciclo completo de tensão alternada devendo, pois ser ratificado se quiser mos ter apenas polaridade negativa na saída.

Isso é conseguido com a ajuda de um diodo retificador de alta tensão (MAT), do tipo encontrado em televisores e que vai conectado a um capacitor de alta tensão.

Este capacitor, Cx, pode ser construído com duas folhas de alumínio coladas nas duas faces de urna plaquinha de vidro comum, conforme mostra a figura 1.

 

   Figura 1 – Construção de Cx
Figura 1 – Construção de Cx

 

 

A tensão acumulada no capacitor permite que na ponta de ionização haja um fluxo constante de íons sendo produzidos.

A emissão de íons ocorre pelo efeito das pontas. Urna tensão muito alta aplicada a uma agulha faz com que as cargas tendam a se acumular mais nas pontas e a partir daí são expulsas para o ar ambiente, (figura 2).

 

Figura 2 – O efeito das pontas
Figura 2 – O efeito das pontas

 

Se o fluxo das cargas for intenso, como ocorre neste caso, no escuro podemos ver uma leve fluorescência azulada e até ouvir um ruído de "fritura".

Esta ponta é a que deve ser exposta ao ambiente e por onde serão lançados os íons do aparelho.

 

MONTAGEM

Começamos por dar o diagrama completo do ionizador na figura 3.

 

Figura 3 – Diagrama do ionizador
Figura 3 – Diagrama do ionizador

 

 

Os componentes podem ser facilmente instalados numa placa de circuito impresso, exceto o flyback, capacitor Cx e a ponta de ionização, conforme mostra a figura 4.

 

Figura 4 – Placa para a montagem
Figura 4 – Placa para a montagem

 

O resistor R1 deve ser de fio com 10 W de dissipação, e montado afastado da placa pois tende a aquecer levemente em funcionamento.

Os valores dos componentes entre parênteses são para a rede de 220 V. O flyback e de qualquer tipo devendo o enrolamento primário (L1) ser feito com 10 a 20 voltas de fio comum, conforme mostra a figura 5.

 

Figura 5 – Adaptando um flyback
Figura 5 – Adaptando um flyback

 

C1 deve ser de poliéster metalizado com uma tensão de trabalho de pelo menos 400 V. capacitores eletrolíticos para tensões acima de 400 V também podem ser usados.

O SCR deve ser sufixo D em vista da alta tensão dos pulsos gerados, mas não precisa ser dotado de radiador de calor.

Para D2 qualquer diodo retificador de alta tensão, como os usados em TV pode ser usado.

Os resistores R2 e R13 são de 1/4 W e C2 pode ser de poliéster para 100 V ou mais.

X1 é um alfinete simplesmente que pode ser soldado no fio de alta tensão do flyback.

Todo o conjunto pode ser inserido numa caixa plástica tendo apenas X1 para fora. A lâmpada neon também pode ficar visível já que ela acende quando o aparelho está em funcionamento.

A polaridade de D2 na montagem é muito importante pois ela determina se os íons serão positivos ou negativos.

 

PROVA E USO

Ligue o aparelho e tome cuidado para não tocar em X1 ou nos fios do setor de alta tensão.

Ajuste então P2 até que o chiado na ponta de X1 se torne mais intenso ou apareça uma leve fluorescência azuIada.

Aproximando uma lâmpada neon da ponta ela deve acender, indicando a produção de alta tensão.

Uma lâmpada fluorescente também deve acender se tocada neste componente.

Uma vez comprovado o funcionamento é só fechar o aparelho e instalá-lo no local desejado.

Cuidado para não deixar a ponta X1 ao alcance das pessoas que podem tomar fortes choques se a tocarem acidentalmente.

 

 

Semicondutores:

SCR - TIC106D - diodo controlado de silício

D1 - 1N4004 (110 V) ou 1N4007 (220 V) - diodo de silício

D2 - TV-18 ou equivalente – diodo retificador de alta tensão

 

Capacitores:

C1 - 1 a 5 µF x 400 V - eletrolítico ou poliéster

C2 100 nF x 100 V – poliéster

 

Resistores (1 /4 W salvo indicação em contrário)

R1-10 k Ω x 1 W (110 V) ou 22 k Ω x 10W (220 V) – fio

R2 - 100 k Ω (marrom, preto, amarelo)

R3 - 10 M Ω (marrom, preto, azul)

P1 - 1 M Ω - trimpot

 

Diversos:

NE-1 - lâmpada neon NE-2H ou equivalente

T1 - flyback - ver texto

Cx - capacitor de vidro - ver texto

X1 - eletrodo - ver texto

Placa de circuito impresso, cabo de alimentação, caixa para montagem, fios, solda, etc.

 

 

 

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