Profissional Autônomo ou Pequeno Empresário (PR004)

Crie Seu Produto e Abra Seu Próprio Negócio

Do momento em que alguém tem uma boa idéia até aquele em que ela se torna um produto lucrativo, muitas etapas são percorridas, algumas com grandes dificuldades, até significando a diferença entre o sucesso e o fracasso de um projeto. Como saber se um produto novo é bom e o que fazer para que ele chegue ao mercado com chances de fazer sucesso? Há muita literatura que trata do assunto, cada uma dando ênfase a determinadas características ou pontos do projeto. Para que o leitor avalie se seu projeto é bom e quais os passos devem ser dados até que ele se torne um sucesso, preparamos esse artigo numa versão atualizada. Na verdade, ele é uma adaptação do ART638 (2004) publicado em outra seção deste e que corresponde a uma versão antiga.

Muitos leitores têm boas idéias, as quais devidamente trabalhadas, podem se tornar produtos de sucesso no mercado de eletrônicos. No entanto, não basta que a idéia seja boa, para que o sucesso esteja garantido.

Da mente do idealizador do projeto, passando pela bancada de desenvolvimento e de testes, até a industrialização e comercialização existem muitos obstáculos a serem vencidos.

Se o criador do projeto não estiver preparado para vencer esses obstáculos, as chances de que ele chegue ao mercado com possibilidades de sucesso é pequena.

Os especialistas, baseados na sua própria experiência e na experiência dos outros costumam escrever manuais em que os diversos passos para o desenvolvimento de um projeto são colocados.

Se bem que existam pequenas divergências em relação aos passos os quais devem ser dados, ou ainda quais são os mais importantes, em todos o que vemos é uma boa dose de bom senso, que certamente se devidamente avaliada e pesada pelos leitores podem levar à criação de um manual próprio.

É justamente o que pretendemos levar nesse artigo: pontos importantes que devem ser levados em conta num projeto de um novo produto para se garantir que ele tenha sucesso. Adaptações desses pontos ou regras certamente podem ser feitas tanto em função do produto e do mercado específico que ele deve atingir como das próprias condições de desenvolvimento que o leitor vai ter disponível e, evidentemente, do seu grau de conhecimento das técnicas que devem ser utilizadas.

 

Tendo uma idéia

Evidentemente, o primeiro passo a ser dado, consiste em se ter uma idéia. Um novo produto que pode ser vendido com sucesso, quer seja o mercado visado pequeno, quer seja muito grande. Você tanto pode querer ficar rico como, numa concepção mais modesta, ter um produto que lhe possa garantir uma subsistência confortável.

 

Seu mercado pode ser o mundo, o país inteiro ou de uma forma mais modesta, apenas atender à sua localidade. Nada impede também que você comece apenas na sua localidade e já tenha em mente uma futura expansão, quem sabe ilimitada!

 

Avaliando sua idéia

É claro que não basta ter uma idéia. É preciso saber avaliar se ela tem chances de se tornar um produto com potencial de comercialização. Para isso você deve levar em conta os seguintes pontos, respondendo às seguintes perguntas.

 

Tenho capacidade de desenvolver esse produto?

De nada adiante ter a idéia de um produto que você não seja capaz de desenvolver. Não basta ter uma idéia. Você precisa estar certo de que pode montar o projeto. Eventualmente, se você perceber que não pode desenvolver o projeto sozinho, você pode precisar de ajuda, e nesse caso, você deve saber com quem deve contar para isso.

Veja que, se você perceber que a maior parte do desenvolvimento pode ser realizada sem muitos problemas e que apenas algumas etapas exigem a ajuda de alguém, isso já é um bom sinal.

Para ter certeza disso, você já pode pensar na montagem de um protótipo. Veja que um protótipo nem sempre será o produto final. Na maioria dos casos ele vai precisar de adaptações e aperfeiçoamentos até que se chegue à versão final.

 

A produção em quantidade de seu produto apresenta algum tipo de dificuldade?

As dificuldades de fabricação do produto ou ainda eventuais custos elevados do material utilizado podem consistir num obstáculo sério ao sucesso de um produto.

Se você inventar um abridor eletrônicos de latas que custa para produzir mais de R$ 1000,00, certamente você não vai ter sucesso com esse produto. Analise a relação custo de produção/benefício que ele traz ao cliente para ver se seu produto tem condições de ser vendido com sucesso.

Hoje temos uma dificuldade adicional para a fabricação de produtos que é a concorrência dos importados, principalmente os chineses. Assim, um dos pontos fundamentais de sua idéia e verificar se ela não corresponde a um produto que já existe na versão importada (China) que pode inviabilizar o seu negócio. É por isso que a imaginação é tão importante: criar algo que ainda não tenha concorrência.

E, quando falamos sucesso, isso significa tanto que ele pode lhe trazer lucro, como satisfação para quem compra. Esse item é especialmente importante se seu produto vai ser vendido em lojas onde a concorrência de produtos semelhantes existe.

A possibilidade de se desenvolver produtos que não tenham concorrentes, e que se destinem a um mercado específico, pode exigir uma abordagem diferente desse problema.

É muito importante saber se os componentes que vão ser usados na fabricação de seu produto estão disponíveis no mercado.

 

Seu produto causa impacto no mercado?

Para vender alguma coisa nova ela precisa impressionar o cliente. Um produto que não cause admiração nos clientes em potencial, certamente não tem muita chance.

Converse com amigos e pessoas que entendam de mercado para “sentir” se seu produto os impressiona.

 

E a honestidade, como fica?

Nesse ponto, a imaginação não deve ser limitar apenas à criação do produto, mas também à maneira como ele pode ser apresentado aos clientes. Evidentemente, nesse caso é preciso tomar muito cuidado com eventuais exageros, com o uso de inverdades (o que vemos em muitos produtos alternativos que se aproveitam da credibilidade dos clientes), ou ainda com a adoção de características que realmente eles não têm.

Um exemplo interessante pode ser dado por um produto (que não vamos declinar o nome), que para convencer os clientes de que ele teria propriedades que realmente não tem, pediu um laudo técnico ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O laudo dizia simplesmente que o produto “não tinha determinado efeito, como apregoado, sendo totalmente inócua sua ação”. Pois bem, na propaganda a empresa fabricante do produto mostra o laudo do IPT e diz que ele “atesta que o uso do produto não traz problema algum” (mas não diz também que ele não serve para nada).

Uma pequena distorção que é aproveitada de forma indevida, e que para quem deseja ganhar dinheiro honestamente não se justifica. Um produto que precisa utilizar desses recursos tem seus dias contados... (*)

Nesses dias em que temos o Youtube e fóruns na internet que podem discutir um produto, e até mesmo desprestigiá-lo se ele apresenta problemas, é um perigo tentar certas manobras que enganem os clientes ou ainda que levem ao descrédito, por oferecer o que realmente não fazem...

 

Criando o Novo Produto

Não basta ter uma idéia, conhecimento básico de como desenvolvê-la e recursos para isso. É preciso, antes de tudo ser organizado.

O desenvolvedor deve criar uma estratégia de desenvolvimento que começa com a criação de um “diário de bordo”, adotando a nomenclatura usada em muitos trabalhos científicos e de tecnologia.

Abra uma pasta em seu computador, com o nome do projeto, guardando nela tudo que for importante para o desenvolvimento de seu produto.

Coloque na pasta dos “favoritos”  de seu navegador na Internet, todos os sites que contiverem informações importantes para o seu produto, tanto as relacionadas com seu aspecto técnico, como também as relacionadas com o possível mercado e até mesmo concorrentes em potencial. Fornecedores de componentes, distribuidores, vendedores em potencial tudo mais que possa lhe ajudar futuramente.

No “diário de bordo” você vai anotar todos os passos do desenvolvimento do projeto, da idéia inicial com tudo que você fizer, desenhos de esquemas, idéias, experimentos, resultados dos experimentos, enfim tudo que possa ser consultado posteriormente quando você desejar uma informação sobre o que foi feito em qualquer etapa do projeto.

Não se esqueça de colocar datas em todas as anotações. Tome cuidado para que esse diário não caia em mãos indesejáveis. Lembre-se, você pode ter tido uma idéia que vale milhões e a partir desse momento ela pode ser cobiçada... A espionagem industrial existe...

 

O Aspecto comercial

Durante as etapas de desenvolvimento do produto, o que envolve um trabalho técnico, você também deverá realizar um trabalho de pesquisa sobre o aspecto comercial.

Esse trabalho começa com a determinação exata do que seu produto vai ser, e a que mercado ele se destina. O “mercado-alvo” vai inclusive ajudá-lo a direcionar aspectos exteriores de seu produto, como as estratégias de apresentação, eventualmente o tipo de manual que ele deve dispor e até uma eventual interface com o usuário.

Essa interface, em especial exige muitos cuidados, pois existem muitos produtos bons que fracassam justamente por não terem uma interface amigável com quem vai usá-los. Um produto feio, que não seja simples de usar ou ainda que não tenha os recursos de controle que dele se espera está fadado ao fracasso.

Um despertador que produz sons desagradáveis, um rádio com um formato que o torne difícil de carregar, um eletrodoméstico que tenha “cara” de máquina industrial são exemplos de coisas que devem ser evitadas.

A determinação exata do mercado de seu produto e também seu aspecto determinarão ainda os canais de distribuição que devem ser usados. Na verdade, desde o início, quando o produto é criado na sua imaginação, você já pode ter visado a forma como ele será vendido como:

  • Lojas
  • Venda direta
  • Internet
  • Correio

 

Evidentemente, na sua estratégia podem ser utilizados mais de um desses meios.

 

Faça uma pesquisa de mercado

Se bem que existam empresas especializadas que realizam pesquisa de mercado, se você tem um produto e é “pequeno” uma pesquisa informal poderá ser feita com base no bom-senso e algum conhecimento de psicologia. Isso será facilitado se você trabalhou ou trabalha em vendas. Se não, procure ajuda de um amigo que esteja familiarizado com o assunto.

 

Crie um Protótipo para Avaliação

Ninguém pode avaliar um produto corretamente se não tiver um protótipo que possa ser colocado nas mãos de usuários em potencial. Eles é que vão determinar se seu produto tem ou não condições de entrar no mercado.

Mais do que isso, são esses usuários que avaliarão o produto e lhe darão sugestões sobre eventuais melhorias ou alterações que devem ser feitas para que ele possa ser aceito.

Será interessante que o protótipo seja tanto avaliado por consumidores em potencial como também por pessoas do ramo que eventualmente possam lhe dar sugestões técnicas sobre eventuais alterações.

Veja que esse protótipo também pode ser muito importante para você atrair um investidor em potencial. Alguém que possa se associar entrando com o dinheiro necessário à sua industrialização ou ainda uma empresa que possa se interessar por seu produto, fabricando-o com o pagamento de direitos (royalties).

Na verdade, nesse último caso, é preciso se proteger muito bem contra a eventual apropriação de suas idéias, para o que o produto deve estar devidamente patenteado e um contrato muito bem feito deve ser assinado entre a empresa e o inventor. Nesse ponto, empresas e advogados especializados devem ser consultados.

 

Hora da decisão

Conta-se que Alexandre Graham Bell, no dia que levou sua invenção para o escritório de patentes, sentou-se ao lado de outra pessoa que ia patentear exatamente a mesma invenção. Foi por questão de minutos que ele conseguiu a primazia de ser o inventor do telefone!

Assim, uma vez que você tenha uma idéia, não deve perder tempo. Um dia de diferença em relação ao momento em que se solicita uma patente, pode ser fatal para uma idéia que o deixará rico.

Lembre-se que, nesse meso momento alguém pode estar tendo a mesma idéia e talvez, com recursos melhores que os seus, pode passar na sua frente.

Elabore uma estratégia de trabalho e não perca tempo. Um dos pontos mais negativos no desenvolvimento de um projeto é a indecisão. O tempo que você demora para decidir uma etapa de seu projeto pode ser ganho pelo seu concorrente.

 

Quem Pode Ajudar

Se o leitor tem uma boa idéia de negócio e pretende lançar no mercado um produto, existem duas possibilidades.

A primeira é que o leitor já tem uma empresa e o produto será mais um de sua linha. Nesse caso, o que o leitor precisa é de um apoio maior, se pretender entrar em um tipo de negócio que não lhe seja familiar.

O segundo ocorre se o leitor não tem uma empresa e justamente pretende abrir sua empresa com base em sua idéia. Nesse caso, precisará de um apoio diferente, com indicações de como abrir e manter sua empresa.

No Brasil temos diversas entidades que podem ajudá-lo, e muito, a abrir e manter seu negócio. Não basta ter uma idéia, é preciso saber como conduzi-la, principalmente se isso envolver uma empresa, que vai ser a sua. A idéia pode ser boa, mas se você não souber como conduzir seu negócio ela pode terminar em pouco tempo de forma bastante desagradável. Para ajudar os novos empreendedores existem duas entidades que podem ajudá-lo:

 

Sebrae

Trata-se do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas empresas. Esse serviço existe desde 1972, tendo por finalidade trabalhar pelo desenvolvimento sustentável das empresas de pequeno porte.

Essa entidade promove então cursos de capacitação, facilita o acesso a serviços financeiros, estimula a cooperação entre empresas, organiza feiras e rodadas de negócios além de incentivar o desenvolvimento de atividades que possam gerar empregos e rendas.

O Sebrae atua no Brasil inteiro contando com 600 pontos de atendimento em todos os estados. Visite o seu site na internet, para obter mais informações e ver como você pode ser ajudado a implantar seu negócio e industrializar seu novo produto. O site é:

www.sebrae.com.br.

Nesse site você também terá informações de como patentear sua idéia, protegendo-a de forma legal.

 

As Incubadoras de Empresas

A finalidade básica de uma incubadora é reduzir a taxa de mortalidade das pequenas empresas.  Para essa finalidade elas oferecem um ambiente flexível e encorajador onde são oferecidas uma série de facilidades para o surgimento e crescimento de novos empreendimentos  a um custo bem menor do que no mercado, na medida em que esses custos são rateados e as vezes subsidiados.

Outra razão para a maior chance de sucesso de empresas instaladas em uma incubadora, é que o processo de seleção  capta os melhores projetos e seleciona os empreendedores mais aptos, o que  naturalmente amplia as possibilidades de sucesso dessas empresas.

Visite o site;

http://www.e-commerce.org.br/incubadoras.htm

 

Para obter mais informações.

 

Um exemplo de Incubadora de empresas do tipo misto é o CIETEC que funciona no Campus da USP. (www.cietec.org.br)

Segundo própria indicação em seu site, a missão do Cietec é promover o desenvolvimento da ciência e da tecnologia nacional, incentivando a transformação do conhecimento em produtos e serviços inovadores e competitivos.

Para isso, o Cietec coloca-se na vanguarda de uma estratégia nacional de desenvolvimento capaz de incentivar o empreendedorismo, melhorar a qualidade de vida e posicionar o país como um pólo criador e exportador de tecnologias inovadoras nas mais diversas áreas do conhecimento.

O Cietec possibilita a ampliação do índice de sobrevivência e competitividade das pequenas e micro empresas, oferecendo a esses empreendimentos de base tecnológica, a excelência de sua infra-estrutura e dos recursos humanos que dele participam.

 

Patentes

Para patentes, o leitor pode ainda visitar o site do INPE (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) em: www.inpe.gov.br.

No link O que é, como proceder, o leitor terá informações de tudo o que é necessário para patentear uma idéia ou um produto.

 

E, Sucesso com sua nova idéia!

 

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Explicação
Explica-se sobretudo o que não se entende. (Cest surtout ce quon ne comprend pas quon explique.)
Barbey D Aurevilly (1808 1889) - Ver mais frases

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