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Radiestesia e aura - Efeito Kirlian (PN005) - Aura



AURA

Um radiotécnico russo, chamado Seymond Kirlian, descobriu que ao se aplicar campos de alta tensão em seres vivos, aparecia em sua volta uma fluorescência que se associava ao que, esotericamente, se denomina "aura".

 

Figura 8 - Seymond D. Kirlian que descobriu o efeito em 1960.

Pela aura de um ser vivo seria possível determinar seu estado emocional, ou mesmo a presença de partes doentes ou de doen,cas internas.
Experimentos feitos com folhas vegetais, conforme mostra a figura 9, demonstram que partes doentes possuem "auras" diferenciadas.

 

Figura 9 – Foto feita com uma “Câmera Kirlian” de “aura” de uma folha.

Tecnicamente a aura é obtida pela ionização do ar, em torno de um corpo carregado de eletricidade, que ocorre quando as cargas "escapam" para o meio ambiente.
Uma ponta de metal ligada a um corpo carregado produz um "eflúvio" iônico que se caracteriza por uma coloração que vai de amarelo ao azul, dependendo da sua intensidade e da própria composição do ar a sua volta, conforme mostra a figura 10. Esse efeito, conhecido pelos físicos como “efeito das pontas” é aproveitado numa grande quantidade de aplicações práticas eletrônicas.


O estudo da aura de seres vivos tem sido amplamente divulgado, com a análise não só do formato da luminescência em torno do ser analisado como de sua coloração.
Na figura 11 mostramos um circuito que permite visualizar a aura de seres vivos pequenos, folhas ou mesmo da mão de uma pessoa.

 



Trata-se da popularmente denominada "Máquina Kirlian" que nada mais é do que uma fonte de MAT (Muito Alta Tensão), como as usadas para acelerar os elétrons nos cinescópios de televisores. Na montagem desse circuito tenha cuidado em isolar muito bem as partes  em que as altas tensões estão presentes. Usando um fly-back comum de TV antiga pode-se gerar tensões de 20 a 30 kV.
A bobina primária enrolada no transformador de alta tensão consiste em 8 a 10 espiras de fio comum encapado. A alta tensão é aplicada ao ser vivo através de um eletrodo que contém uma folha de vidro. Esta folha evita a descarga direta que poderia ser perigosa para o caso de pessoas que desejassem ver, por exemplo a "aura" de seus dedos, conforme mostra a figura 12.



Colocando entre o ser vivo e a folha de vidro, filmes fotográficos virgens podem ser obtidas fotos da aura e ainda, utilizando-se foto-sensores pode-se "medir" a intensidade desta aura em diversos pontos.
Uma interessante solução “econômica” para a obtenção do registro de auras consiste no uso do papel de fax.
Conforme mostra a figura 13, basta recortar o papel e colocá-lo entre o objeto que se deseja ter a aura e o eletrodo de alta tensão. Depois de deixar alguns segundos o papel para o registro, “revelamos” a imagem com um ferro de passar não muito quente, tendo o cuidado de deixar o papel sob um pedaço de tecido grosso.


Uma placa de circuito impresso para a montagem deste circuito é mostrada na figura 14.


A explicação para a origem da aura nos seres vivos fica por conta de teorias esotéricas que a associam ao que se denomina um "eflúvio vital" ou uma "força vital". Existe até uma associação de pesquisadores formadas principalmente por médicos, com sede na Dinamarca, que procura explicações científicas para os padrões observados nas fotografias Kirlian. No entanto, as explicações e teorias associadas têm sido muito controvertidas o que certamente é aproveitado pelos que desejam se aproveitar da boa fé alheia.
Para nós existe a explicação baseada na física e que serve justamente para a elaboração dos circuitos que permitem a sua visualização. 
Os leitores interessados, certamente encontrarão literatura sobre o aspecto teórico desta aura, tanto nas livrarias especializadas em livros esotéricos como em muitos sites da Internet. Um ponto importante para os que pretendem montar uma máquina Kirlian é que a alta tensão pode ser perigosa se não for usada corretamente.
Na máquina Kirlian as tensões são realmente muito altas, mas as correntes extremamente fracas, limitadas pelos próprios circuitos,  de modo a minimizar os efeitos diretos de um choque. Quanto ao contacto com essas tensões nos eletrodos, a corrente tem tal redução que não temos sensação alguma.
Para o projeto que descrevemos, usando uma chapa de vidro com espessura apropriada, evitamos o problema do choque que no máximo pode se transformar num leve formigamento, e a segurança no uso com seres vivos se manifesta.

Obs: nesse campo, como em qualquer outro que às vezes se aproveita da credulidade e desconhecimento de muitos também existem os espertos. Na Internet mesmo, encontramos à venda uma máquina Kirlian por um preço exorbitante, dezenas de vezes o custo dos componentes, com a “alegação” que se trata de “tecnologia secreta” baseada em experimentos feitos por renomados cientistas e daí para frente... Nada mais do que um simples gerador de alta tensão que qualquer dos nossos leitores com um bom conhecimento de eletrônica pode montar por algumas dezenas de reais...

 


Conclusão
Como em qualquer campo indefinido da ciências as pesquisas com radiestesia e fotografia Kirlian são ainda muito controvertidas. Existem os princípios científicos (que exploramos nos nossos artigos) muito bem conhecidos e aqueles que ainda são indefinidos.
Para o pesquisador série é muito importante saber onde a ciência deve ser separada das suposições que não têm fundamento algum, e que às vezes são “provadas” com explicações que não resistem a uma análise mais profunda.
É um tema fascinante que continuaremos a abordar em nosso próximo artigo no qual falaremos da Telepatia.

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