Gravações Digitais Paranormais (PN016)
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Gravações Digitais Paranormais (PN016)

Em artigo publicado nesta seção (Vozes do Além PN001) tratamos do interessante artigo em que descrevemos o fenômeno da EVP (Electronic Voice Phenomenon) em que, usando gravadores fita comuns foram registradas vozes de natureza desconhecida, associadas a fenômenos paranormais. No entanto, algumas restrições são feitas ao uso de gravadores digitais, sendo preferidos os antigos de fita que, no entanto, estão se tornando mais raros. Neste artigo discutimos o assunto.

Um pesquisador sueco, Friedrich Jüngerson, interessado em gravações de vozes de pássaros, fez uma descoberta impressionante. Fazendo gravações num local deserto, o pesquisador, ao passar sua fita descobriu que havia registrado vozes estranhas de fundo. Inicialmente pensou que a fita não estivesse boa, tendo sido mal apagada de uma gravação anterior, mas isso logo foi descartado, pois a fita era nova.

No entanto, o que mais lhe chamou a atenção ‚ que as vozes gravadas falavam numa língua estranha. Levando a fita a um amigo estudioso de línguas, a surpresa foi maior ainda quando ele lhe revelou que aquelas vozes falavam numa língua extinta.

O pesquisador impressionado passou a pesquisar o fenômeno, gravando fitas aleatoriamente e verificando se "vozes" apareciam superpostas. Revelando sua descoberta ao mundo, muitos passaram a tentar gravar essas "vozes do além" com seus gravadores comuns.

A ideia básica destas gravações, segundo Jüngerson, é que as vozes tanto podem estar registradas em alguma “dimensão desconhecida” (1) como até podem ser emitidas por espíritos.

Evidentemente, como elas estão em “dimensão” desconhecida elas não podem ser ouvidas diretamente por nós. No entanto, o gravador serviu como elemento intermediador, caso em que essas vozes puderam "modular" os sinais do circuito ficando registradas na fita.

A teoria básica tem por fundamento o que se denomina “ressonância estocástica”.

O que ocorre é que se existir num sinal uma informação (som som) cuja intensidade esteja abaixo do nível de sensibilidade dos nossos ouvidos ou de um equipamento registrador, a adição de um ruído de fundo (ruído branco) pode reforçar esse sinal levando-o a um nível que possa ser ouvido ou registrado, conforme mostra a figura 1.

 

Figura 1
Figura 1

 

 O ruído de fundo, no caso das gravações de Jungerson foi o ruído do vento e das folhas das árvores (ruído branco).

 

Foto - Friedrich Jungerson em foto de 1959. Observe o antigo “gravador de rolo” que o pesquisador usou para suas primeiras gravações
Foto - Friedrich Jungerson em foto de 1959. Observe o antigo “gravador de rolo” que o pesquisador usou para suas primeiras gravações

 

 Existe até uma lenda explorada no filme “The Grass Harp” que fala do modo como os índios americanos podem “ouvir as vozes dos antepassados” no som do vento e das folhagens das plantas. Em suma, o meio intermediador para a captação desses sinais é o ruído branco ou ruído elétrico de fundo (gerado pela agitação térmicas dos circuitos ou descargas estáticas).

Na pesquisa, de modo a aumentar a probabilidade de captação desses ruídos são usados diversos recursos. Um deles, que pode até ser repetido pelo leitor interessado consiste em se usar um cabo comum sem microfone na entrada de gravação de um gravador comum tendo um diodo, conforme mostra a figura 2.

Uma fita virgem é colocada no gravador que é ajustado para gravar. A escuta cuidadosa da fita pode revelar coisas interessantes superpostas ao ruído de fundo.

 

Figura 2
Figura 2

 

 A grande escritora recém falecida Hilda Hilst fazia gravações em seu sítio em Jundiaí (SP) usando essa técnica com resultados impressionantes, segundo pudemos verificar pessoalmente, juntamente com nosso amigo pesquisador Max Berezovsky (falecido em 06-07-2009).

 

Dr. Max Berezovsky
Dr. Max Berezovsky

 

 Também devemos citar os trabalhos feitos por nossa amiga Sonia Rinaldi que, inclusive podem vistos no site http://www.ipati.org/ .

 

Digital ou Analógico

O modo de gravação de um sinal de áudio varia segundo a tecnologia empregada, e essa diferença do digital para o analógico leva a algumas discussões importantes quando se trata do fenômeno das vozes (transcomunicação).

Na gravação analógica, os sons (que consistem em vibrações do ar e, portanto, um sinal analógico), são captados por microfones (ou ainda por diodos para o caso de sinais) e convertidos numa tensão analógica.

As tensões analógicas que correspondem aos sinais são então amplificados na sua forma original e aplicadas a bobina de gravação, junto a uma fita que se movimenta, conforme mostra a figura 3.

 

Figura 3
Figura 3

 

Os domínios magnéticos ou imãs elementares que se encontravam alinhados são então desalinhados de acordo com o som gravado.

Como a granulação da fita é muito fina, consegue-se gravar as mínimas intensidades de som e também pequenas variações de sua intensidade, o que leva a uma excelente resposta de frequência.

Existem até pesquisadores que aceleram a fita de modo a obter uma maior resposta de frequência.

O mesmo princípio é usado nas gravações de vídeo onde o sinal obtido por uma câmera analógica é também do mesmo tipo, e sua fidelidade como a presença de detalhes depende da granulação da fita.

No caso da gravação digital, as coisas ocorrem de uma forma diferente, o que pode significar também um tipo de abordagem diferente para os pesquisadores.

Na gravação digital os sons, que são analógicos, são captados por um microfone e convertidos numa tensão analógica que é amplificada.

No entanto, depois deste amplificador o sinal é convertido para a forma digital. Este sinal é amostrado a uma taxa da ordem de 40 mil amostras por segundo, o que quer dizer que detalhes de duração menor do que 1/20 000 s são perdidos (metade da taxa), levando a uma resposta máxima em torno de 20 kHz.

Ora, na gravação das vozes o ruído estocástico tem papel fundamental na sua revelação e este ruído tem um espectro que se estende até frequências muito acima de 20 kHz.

Da mesma forma, a resolução dos níveis de sinais depende do número de bits da conversão, o que significa que pequenas variações de intensidade do sinal são perdidas no processo.

Em suma, sinais de componentes de frequência mais altas e variações pequenas, que poderiam ajudar na revelação do fenômeno são perdidos numa gravação digital.

Mesmo assim, se o fenômeno for mais intenso, muitos pesquisadores tem conseguido bons resultados como verificamos visitando vários sites de pesquisadores.

O ideal para que pretende usar um gravador digital, entretanto, é dotá-los de alguns recursos que possam ajudar a superar as limitações da digitalização.

Um deles seria acelerar a gravação, trabalhando com uma taxa de amostragem elevada, mesmo que isso implique num tempo menor de gravação.

Com maior número de amostras o espectro do ruído se eleva, o que aumenta a probabilidade de se registrar algo.

Outra possibilidade consiste em se trabalhar com um circuito compressor que comprima a faixa dinâmica dos sons captados pelo microfone para efeito de registro.

Com isso uma faixa muito maior de intensidades pode ser registrada na gama de bits disponíveis pelo gravador.

Na figura 4 um circuito compressor que pode ser elaborado com transistores BC548 em lugar dos originais. Este circuito é ligado entre o microfone e a entrada do gravador.

 

Figura 4
Figura 4

 

Para a gravação de imagens temos ainda que considerar que cada ponto de imagem é obtido por uma célula de um CCD, quando no processo digital, o que da mesma forma que no caso de áudio, significa uma perda de definição.

Cada pixel é um sim ou não. Assim, a definição da imagem com uma eventual captura de informações não visíveis depende do número de pixéis de definição de imagem.

 

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