Caça Fantasmas (PN019)

Escrito por Newton C Braga

Perturbações magnéticas de natureza misteriosa podem ser associadas manifestações paranormais, segundo pesquisadores desses fenômenos. Assim, uma forma de se detectar a presença desses fenômenos é a partir de um detector de campos. Descrevemos a montagem de um deles neste artigo.

Descrevemos a montagem de um sensível sensor de perturbações de natureza magnéticas, ou seja, um detector de campos que pode ser utilizado em pesquisas paranormais.

O circuito transforma em sons, os sinais criados por campos alternados de baixa frequências.

Além de pesquisas paranormais, o aparelho pode ser usado na detecção de campos perigosos para a saúde que podem ser gerados por aparelhos comuns e também responsáveis por interferências e ruídos de natureza elétrica.

O sensor é simplesmente uma bobina exploradora de fabricação caseira e a alimentação é obtida a partir de pilhas comuns.

 

Como Funciona

Uma bobina com um núcleo de ferrite intercepta campos de baixa frequência, produzindo um sinal elétrico de mesma frequência.

Este sinal é aplicado a um sensível amplificador operacional com JFET que possui um controle de ganho, dado por P1.

Este amplificador aumenta a intensidade do sinal em até 100 000 vezes, o que dota o circuito de uma enorme sensibilidade.

O sinal amplificador é aplicado a entrada de um amplificador de áudio que tem na sua saída um pequeno alto-falante.

O circuito pode ser alterado para se usar um fone de ouvido de baixa impedância na saída.

Desta forma, os sinais interceptados são convertidos em sons audíveis.

 

Montagem

Na figura 1 temos o diagrama completo do detector de campos magnéticos.

 

Figura 1 – Diagrama do caça-fantasmas
Figura 1 – Diagrama do caça-fantasmas

 

Sua montagem pode ser feita numa placa de circuito impresso com o padrão mostrado na figura 2.

 

Figura 2 – Placa de circuito impresso para a montagem
Figura 2 – Placa de circuito impresso para a montagem

 

Na montagem, deve-se observar cuidadosamente as posições dos circuitos integrados e as polaridades dos capacitores eletrolíticos.

Os resistores são de 1/8 W com qualquer tolerância e os capacitores eletrolíticos para 6 V ou mais.

A bobina consiste em pelo menos 10 000 espiras de fio bem fino num carretel com um núcleo de ferrite.

Uma possibilidade consiste em se aproveitar o enrolamento primário de um pequeno transformador de alimentação (110 V ou 220 V) com qualquer tensão de secundário, do qual tenha sido retirado o núcleo.

Outra possibilidade consiste em se aproveitar a bobina de um buzzer residencial.

Poderemos ainda usar uma bobina captadora telefônica comum, ou “Maricota” como é conhecida pelos radioamadores.

Na figura 3 temos uma sugestão de montagem com um cabo blindado ligando a bobina exploradora.

 

Figura 3 – Sugestão de montagem
Figura 3 – Sugestão de montagem

 

Ligando o aparelho, aproximando de canos elétricos e aparelhos eletrodomésticos ouviremos o ronco da rede de energia no alto-falante.

O ganho é ajustado em P1.

Uma aplicação interessante do aparelho é como amplificador telefônico.

Aproximando a bobina de um telefone, poderemos ouvir a conversa no alto-falante com bom volume.

O ponto ideal de posicionamento da bobina depende do telefone, devendo ser obtido experimentalmente.

 

CI-1 – CA3140 – circuito integrado

CI-2 – LM386 – circuito integrado

S1 – Interruptor simples

B1 – 6 V – 4 pilhas pequenas

L1 – Bobina exploradora – ver texto

P1 – 1 M Ω – potenciômetro

R1 – 100 k Ω – resistor – marrom, preto, amarelo

R2 – 10 k Ω – resistor – marrom, preto, laranja

R3 – 10 Ω – resistor – marrom, preto, preto

C1 – 10 µF – capacitor eletrolítico

C2 – 47 nF – capacitor cerâmico ou poliéster

C3 – 220 µF – capacitor eletrolítico

C4 – 100 a 220 µF – capacitor eletrolítico

FTE – 4 ou 8 Ω – alto-falante de 5 a 10 cm

Diversos:

Placa de circuito impresso, suporte de pilhas, caixa para montagem, fios, solda, etc.