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Xenobots – Robôs que se dissolvem, regeneram e se reproduzem (MA139)

Tecnologia – Embriões de sapo e coronavírus

Considerado um robô vivo ele significa a transição entre a vida e a tecnologia, com uma convergência que temos anunciado de forma bastante efusiva em muitos de nossos mais recentes artigos e até mesmo já prevendo que isso aconteceria. Veja neste artigo o que são os Xenobots e como eles podem mudar completamente o conceito de vida e tecnologia passando ao que denominamos “vida artificial”.

Em muitos de nossos artigos temos tratado da aproximação cada vez maior da tecnologia, inicialmente se integrando à distância com os seres vivos, depois de uma forma mais próxima com o contato de sensores e finalmente fazendo parte de nosso corpo, penetrando em seu interior.

A biônica, por outro lado que exploramos em diversos artigos e até em livro (Introdução à Biônica), tenta criar seres artificiais imitando as formas vivas e até indo além criando vida artificial baseada em vida natural.

O tema de nosso artigo é bastante polêmico, não apenas em função de suas consequências éticas e morais, como ocorre com a inteligência artificial, mas também pela possibilidade de criarmos órgãos vivos artificiais que substituam os naturais, ou ainda criarmos criaturas que a natureza não criou, sabemos lá por que motivo.

O homem, repentinamente toma o lugar da natureza e começa a criar criaturas que estranhas sabe-se lá com que finalidade. Este é o caso dos xenobots.

 

Xenobots

Em artigo de 2018 lembramos um artigo muito antigo de nossa autoria, escrito nos anos 60, quando ainda dávamos os primeiros passos nesse mundo de literatura técnica. Nele tratamos dos circuitos que se autorreparam, talvez já numa visão nosso do que viria no futuro. Esse mesmo tema exploramos em nosso livro “Introdução a biônica”.

Nele tratamos na possibilidade de circuitos eletrônicos se autorrepararem em caso de falha e até mesmo de se autodestruírem, como no caso da série Missão Impossível em que um gravador se autodestrói depois de passar a missão a ser cumprida.

Hoje temos até chips que desenvolvidos em wafers de silício são retirados do substrato, mantendo assim funcionalidade sendo montados em substratos de materiais biodegradáveis e até disgestíveis. Os “comíveis”, ao lado dos “vestíveis” (wearables) vão ser tornar realidade em breve.

Mas, o que nos interessa é a criação dos xenobots, uma abordagem totalmente diferente dos circuitos e robôs com as tecnologias anteriores, mas com base nelas.

Pesquisadores desenvolveram os primeiros dispositivos criados a partir de embriões de sapos, formando pequenas bolhas criadas com apenas 1 mm de diâmetro. Elas foram chamadas de xenobots (lembramos que xenos é a palavra grega que significa “estranho”, se bem que também possa significar algum visitante não familiar).

A ideia de Joshua Bongard, um dos criadores, é ”montar um robô” a partir de células vivas, mas programados para realizar determinadas funções como, transportar medicamento dentro de um organismo, limpar resíduos radioativos, coletar poluentes em rios e mares.

A pesquisa, denominada “Computer-Designed Organismos” (Organismos Projetados por Computador) é realizada na Universidade de Tufts ). Foram usadas células de embriões de sapo.

E, uma das descobertas interessantes que nos remete ao início deste artigo é que estes “robôs-células vivas” podem ser reparar (regenerar) em caso de falhas.

Da mesma forma que seres vivos, esses robôs podem “morrer” no final de sua missão, não sendo necessários removê-los do local em que estavam. Na pesquisa os Xenobots foram programados para viver uma semana num ambiente apropriado (com nutrientes).

Eles ainda não podem se reproduzir ou evoluir, mas isso pode ainda vir no futuro.

 

O que virá depois?

O que tem a ver esses Xenobots criados com células de embriões de sapos com o Covid-19 (Coronavírus)?

Se um robô, que na verdade é uma célula viva programada pode realizar as mais diversas funções, nada impede que sejam criadas unidades capazes de realizar tarefas específicas como “caçar vírus”.

Injetados num organismo eles caçariam e matariam os vírus e após o cumprimento de sua tarefa “morreriam” sendo absorvidos pelo organismo. Uma vacina criada em computador por programadores, usando material vivo.

Estas fabulosas perspectivas não estão tão longe assim. Talvez em breve, uma epidemia, como a que passamos neste 2020, possa ser rapidamente combatida por um exército de Xenobots a nosso serviço.

Talvez em breve possamos soltar um exército dessas micro-criaturas artificiais nos oceanos e nas águas poluídas para fazer sua limpeza. Por que não criar um robô que seja capaz de digerir plásticos e outros derivados do petróleo? É o futuro da tecnologia se integrando com a natureza e a vida.

 

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