O Site do Hardware Livre - OSHW

Dedo Duro (MIN651)

O que muitos leitores não imaginam é que coisas interessantes e úteis podem ser feitas com poucos componentes e em pouco tempo. Este é o caso de um aparelho que mostra como a eletrônica aliada a um pouco de imaginação pode ajudar num trabalho de investigação.

Na verdade, se o leitor pretende ser detetive ou espião ou precisa se defender de alguns desses, a posse de um “dedo-duro” eletrônico pode ser de grande valia.

Dedo-duro, na linguagem popular significa “acusador” ou alguém que delata algo feito por outrem.

Em nosso caso, temos uma versão eletrônica que pode acusar e memorizar intrusões ou violações de um local, o toque num objeto, e até mesmo, a abertura de uma gaveta ou caixa.

Se você desconfia que alguém anda bisbilhotando sua gaveta, seu quarto ou sua bancada, a instalação desse aparelho vai revelar se na sua ausência isso ocorreu realmente.

A memorização é feita por meio de um LED que ficará aceso se o sensor for ativado, mesmo depois que o intruso deixe o local, feche a gaveta ou arrume tudo como estava antes.

O circuito é muito sensível e é alimentado por pilhas com consumo muito baixo, assim, o LED pode ficar aceso por horas seguidas depois que alguém tocar no sensor, que pode ser um objeto de metal ou do tipo de balanço.

A escolha do sensor dependerá da aplicação.

Para um sensor de toque, podemos ligar a garra-jacaré que corresponde no sensor a objetos que devem ser protegidos, maçanetas de portas, fechaduras de caixas, etc.

Para um sensor de balanço, ele pode ser colocado numa caixinha no interior de uma gaveta.

Se a gaveta for aberta, o LED acende pelo balanço do sensor e assim permanece.

É claro que o sensor deve estar sempre oculto, para não ser descoberto por intrusos.

Na figura 1, temos o diagrama completo do aparelho.

 

   Figura 1 – Diagrama completo do aparelho
Figura 1 – Diagrama completo do aparelho

 

Podemos também usar uma ponte de terminais como sustentação para os componentes, veja disposição na figura 2.

 

 Figura 2 – Montagem em ponte de terminais
Figura 2 – Montagem em ponte de terminais

 

O LED pode ser de qualquer cor e os resistores são comuns.

R3 será necessário apenas se for notada uma sensibilidade excessiva e for preciso reduzi-la.

O SCR é qualquer um da série 106.

Os fios de conexão aos sensores e ao terra não podem ser muito longos de modo a não haver o disparo errático.

Não devemos usar como sensores objetos muito grandes (carros, motos) ou ainda objetos que tenham contato coma terra, como geladeiras, por exemplo.

Com estes objetos, o disparo ocorre de forma incontrolável.

Para usar, basta ligar G2 no objeto a ser protegido ou num sensor (placa de metal) e G, a qualquer objeto de grande porte em contato com a terra.

Outra maneira é ligar G1 e G2 num sensor de balanço (pêndulo).

O teste de funcionamento pode ser feito pelo simples toque no sensor ou balanço do pêndulo.

Para rearmar o circuito, basta abrir por um momento S1 e depois ligá-lo novamente.

O circuito também pode ser alimentado por bateria de 9 V mas, neste caso, será interessante aumentar R1 para 1,2 k Ω ou 1,5 k Ω de modo a reduzir o consumo e assim prolongar a autonomia da fonte de energia.

 

Semicondutores:

SCR - TlC106 ou equivalente diodo controlado de silício

LED1 - LED vermelho ou de outra cor

 

Resistores: (1/8 W, 5%)

R1 - 100 k Ω (marrom, preto, amarelo)

R2 - 470 Ω (amarelo, violeta, marrom)

R3 - 47 k Ω (amarelo, violeta, laranja)

 

Diversos:

Ponte de terminais, suporte de pilhas ou conector de bateria, garras-jacaré, caixa para montagem, fios, solda, etc.

 

 

BUSCAR DATASHEET

 


N° do componente 

(Como usar este quadro de busca)

 

Opinião

Novo Ano e Novas Perspectivas (OP185)

2019 começa. E com ele novas esperanças e perspectivas de um novo rumo para nosso país e nossos negócios o que é muito bom, principalmente para nós que somos do mundo da tecnologia. Temos uma vantagem. A tecnologia exige de nós uma formação diferenciada e isso nos leva a uma participação muito importante nas mudanças que estão por vir e, muito mais, um aumento de nossa responsabilidade.

Leia mais...

Causa
Morrer por uma causa não faz com que essa causa seja justa. (Mourir pour une cause ne fait pas que cetre cause soit juste.)
Montherlant (1896 1972) As Leprosas - Ver mais frases


Instituto Newton C Braga
Entre em contato - Como Anunciar - Políticas do Site

Apoio Social
Lions Clube de Guarulhos Sul SOS Mater Amabilis
Advertise in Brazil
If your business is Electronics, components or devices, this site is the correct place to insert your advertisement (see more)