Eletro Estimulador – Massageador (MA099)

Monte um simples excitador eletrônico que pode ser usado para massagens. no alívio de dores de origem nervosa, para estimular o sistema nervoso e em experiências de biologia.

Nota da edição atual: pelos componentes que usa esta montagem é bastante atual, podendo ser encontrada em outras versões no site do autor.

 

Um circuito simples. alimentado por pilhas, que pode fornecer altas tensões em frequências controladas.

Os efeitos dos impulsos elétricos no organismo humano ainda são motivos de muitos estudos.

As ideias de que choques podem curar, acalmar ou massagear, ainda devem ser estudadas, principalmente agora que dispomos de recursos eletrônicos avançados para isso.

O fato é que, cada vez mais os estimuladores elétricos vêm sendo utilizados (com ou sem aprovação dos círculos médicos) em diversos tipos de aplicações.

Não queremos, como sempre, indicar o uso deste aparelho como capaz de produzir qualquer milagre, mas sugerimos que estudos sejam feitos, e para isso, nada melhor do que dispor de um protótipo.

Nós fornecemos o protótipo e os estudiosos as conclusões!

Podemos apenas indicar que diversas são as possíveis aplicações para aparelhos capazes de produzir estímulos elétricos controlados:

Na acupuntura, a aplicação de estímulos elétricos através das próprias agulhas tem sido usada por especialistas para acelerar os efeitos desejados. (figura 1)

 


 

 

Na medicina, impulsos elétricos têm sido usados para estimular nervos e músculos com problemas diversos.

Na aplicação cosmética, citamos o uso de geradores de pulsos elétricos como massageadores de pele, com efeitos positivos, segundo os pesquisadores.

Enfim, se o leitor está interessado em fazer algumas experiências com estímulos elétricos, que tal começar com o nosso aparelho?

Características

Alimentação - 6 V (4 pilhas médias ou grandes)

Consumo de corrente - 200 mA (máximo)

- Frequência - 45 Hz até 1 khz (com possíveis alterações)

Faixa de tensão – 0 a 300 V (dependendo de T1)

 

Como Funciona

Obter altas tensões a partir de pilhas é relativamente simples através de circuitos osciladores.

O que fazemos é mostrado no diagrama de blocos da figura 2.

 


 

 

Um 555 oscila como astável em frequência dada por P1, R1, R2 e C1 , segundo a fórmula:

t = 1/(1,1XRXC)

Onde f é a frequência em hertz (Hz): C a capacitância (C1) é R a soma de R1, R2 e P1.

Os pulsos produzidos por este astável são levados a um transistor de potência, onde são ampliados e aplicados ao enrolamento primário de um transformador.

Na verdade, este transformador é do tipo de alimentação que funciona "ao contrário", em lugar de reduzir a tensão da rede, ele aumenta a tensão das pilhas, de modo que o secundário de baixa tensão funciona como primário.

Usando um transformador de 110/220 V de primário e secundário de 6 + 6 ou 9 + 9 V para 250 mA, podem ser obtidas tensões muito altas, da ordem de 600V.

Isso ocorre porque a forma de onda aplicada ao enrolamento de baixa tensão não e senoidal, mas sim retangular, o que representa uma variação muito rápida que provoca uma indução muito forte no componente.

Na figura 3 mostramos a forma de onda obtida no enrolamento de alta tensão. onde o pico pode superar os 600 V facilmente.

 


 

 

E claro que este pico e de curta duração e a intensidade de corrente muito baixa, o que significa que mesmo sendo muito desagradável a aplicação direta de tal estímulo, se não houvesse um controle de intensidade, ele não seria mortal.

O controle de intensidade nada mais é do que um potenciômetro de 22 k (ou mesmo 47 k), que permite dosar a "quantidade" de estímulo aplicada a pessoa.

Uma lâmpada neon permite fazer a prova de funcionamento, com a verificação da presença de alta tensão.

 

Montagem

O estimulador pode ser monta- do facilmente numa caixa de plástico, madeira ou metal, conforme mostra a figura 4.

 


 

 

Pormenores sobre os eletrodos serão dados mais adiante.

Na figura 5 temos o diagrama completo do aparelho.

 


 

 

A realização prática pode usar uma placa de circuito impresso com o desenho mostrado na figura 6.

 


 

 

São os seguintes os principais pontos a serem observados na montagem e obtenção dos componentes:

a) O transistor tem posição certa para colocação, e deve ser dotado de um pequeno dissipador de calor (um pedaço de metal retangular parafusado no componente)

b) O circuito integrado 555 tem posição certa para colocação. Cuidado para não invertê-lo.

c) O diodo D1 pode ser IN4001, IN4002 ou mesmo IN4148. Observe apenas a posição na sua ligação.

d) O transformador T1 deve ser do tipo com enrolamento de 110 e 220 V de primário (o fio de 110 V marrom - não será usado), e 6 + 6 ou 9 + 9 V com 250 mA de corrente. O fio central do enrolamento de baixa tensão não será usado. O enrolamento de 6+ 6 V ou 9 + 9 V têm fios da mesma cor. O fio de 0 V é preto e 220 V vermelho.

e) A lâmpada neon pode ser de qualquer tipo de terminais paralelos como a NE-2H.

f) Os dois potenciômetros são lineares ou log, sem chave, e os valores não são críticos. Para P1 pode ser usado o original de 470 k ou de IM. Para P2 podemos usar 22 k ou 47 k. Cuidado na ligação de P2 para que o estímulo seja mínimo quando ele estiver todo para a esquerda e não ao contrário!

g) Os resistores são todos de 1/8 ou ¼ W. Siga os valores da lista.

h) Para C1 pode ser usado um capacitor de poliéster ou eletrolítico. O eletrolítico deve ter uma tensão mínima de trabalho de 6 V. Para C2 devemos usar um eletrolítico para pelo menos 6 V.

O valor de C1 pode ser aumentado para 2,2 ou 4.7 uF (eletrolítico). se for desejada uma operação em frequência mais baixa, com pulsos em intervalos mais longos, por exemplo. Valores até 47 uF podem ser experimentados. (A mudança de valor deste componente não altera a tensão máxima obtida).

i) Finalmente, temos o suporte para 4 pilhas médias ou grandes, que constitui a fonte de alimentação e o interruptor geral S2 para ligar e desligar o aparelho. S1 é um interruptor de pressão para prova de funcionamento.

Na figura 7 damos o circuito de uma fonte, isolada da rede pelo transformador, que permite a economia de pilhas em uso fixo.

 


 

 

Os eletrodos podem ter configuração que depende da finalidade do aparelho.

Podem ser usadas garras jacaré se for destinada a ligação em agulhas no caso da acupuntura. Podem ser usadas Chapinhas de metal ou placa de circuito impresso, como mostra a figura 8, para uso em massagem.

 


 

 

 

Utilização

Se bem que o estímulo não seja perigoso, ele deve ser utilizado com cuidado.

Você pode ter uma ideia de sua utilização experimentando-o da seguinte maneira:

- use o eletrodo para massagem formado por uma placa de circuito impresso;

- coloque o potenciômetro P2 na posição de mínimo (todo para a esquerda);

- ligue e alimentação (S2);

- aperte S1 para verificar o funcionamento e ao mesmo tempo gire P1. A lâmpada neon deve acender.

- encoste o eletrodo em alguma parte de seu corpo, a ser massageada, o braço, por exemplo:

- vá abrindo o controle de intensidade (P2) até sentir um formigamento ou então excitação.

- ajuste P1 para o tipo de excitação desejada;

- passe o eletrodo nas áreas a serem massageadas.

Obs.: não sabemos os efeitos de tais estímulos na prática, devendo em caso do aparelho ser utilizado com finalidades médicas. Por isso, somente com supervisão médica é que qualquer prática nesse sentido deve ser realizada.

Consulte seu médico antes de usar o aparelho para qualquer tipo de terapia.

Para demonstrar a sensibilidade do sistema nervoso a eletricidade, nada impede seu uso moderado.

O tempo de aplicação dos estímulos também é ponto de dúvida, mas de qualquer modo não deve superar 2 ou 3 minutos por seção. (O consumo de pilhas do aparelho não e pequeno. Se seu uso for continuo, prolongado, recomendamos a utilização da fonte).

 

 

CI-1. 555 - circuito integrado timer.

Q1 - TIP31 com dissipador transistor de potência

D1 -1N4002 ou 1N4148 – diodo de silício

NE-1 - Lâmpada neon NE-2H ou equivalente

B1 - 4 pilhas médias ou grandes

T1 - Transformador com primário de 110/220 V x 6 + 6 ou 9 + 9 V com 250 mA

P1 - 470k - potenciômetro

P2 – 22 k - potenciômetro

S1 - Interruptor de pressão

S2 - Interruptor simples

C1 - 1 uF (poliéster ou eletrolítico) - ver texto

C2 - 220 uF x capacitor eletrolítico

R1 – 10 k x 1/8 W - resistor (marrom. Preto, laranja)

R2 – 12 k x1/8 W - resistor (marrom, vermelho, laranja)

R3 - 1k2 x 1/8 W - resistor (marrom, vermelho, vermelho)

R4 – 220 k x 1/8 W – resistor (vermelho, vermelho. amarelo)

J1, J2 - Bornes para ligação dos eletrodos

Diversos: placa de circuito impresso, caixa para montagem, fios, eletrodos (ver texto), suporte para 4 pilhas médias ou grandes, botões para os potenciômetros, material para a fonte (optativo), etc.

 

Revisado 2016

 


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