Detector de Campos Magnéticos (PN032)

Este, sem dúvida é o projeto mais importante deste livro, dada a frequência muito grande de relatos de aparecimentos de OVNI relacionados com distúrbios de natureza magnética em aparelhos comuns, como sistemas elétricos de carros, televisores, relógios, etc.

Nota: este artigo foi escrito em 1993, fazendo parte de um livro publicado na época em que o autor descrevia projetos para os pesquisadores. O autor não adotava as ideias sobre origem ou mesmo tecnologias dos objetos fornecendo em seu livro apenas meios técnicos para a pesquisa. Os projetos descritos usam componentes que ainda são comuns, podendo ser montados com facilidade.

O que descrevemos é um ultra sensível detector de perturbações magnéticas que pode acusar uma descarga elétrica a distâncias de dezenas de quilômetros e até mesmo surtos de uma rede de energia de origem natural, artificial ou desconhecida.

Trata-se de um equipamento de grande utilidade para o pesquisador de campo, pois dispara um alarme quando qualquer perturbação magnética (que possa estar associada ao aparecimento de OVNI) atinge seu sensor.

O aparelho é alimentado por pilhas comuns e é muito sensível. O sensor pode ser conseguido com facilidade, o que torna a montagem da unidade bastante acessível e barata.

No uso normal o detector deve ser deixado ligado longe de linhas de transmissão de energia ou qualquer equipamento que possa causar o disparo errático do alarme, conforme mostra a figura 1.

 


 

 

Ao captar qualquer distúrbio de natureza magnética o aparelho emitirá um toque sonoro intermitente, semelhante a um bip-bip, o que serve para alertar o pesquisador de que naquele local pode existir algo estranho e que algum tipo de fenômeno ocorreu nas proximidades.

A passagem próxima de um OVNI é uma possibilidade que não deve ser descartada.

Como o consumo do aparelho é muito baixo, mesmo sendo alimentado por pilhas, ele pode ser mantido ligado por longos intervalos, monitorando eventos em locais suspeitos.

O consumo maior só ocorre durante os toques, mas mesmo assim, um jogo de pilhas em funcionamento ininterrupto deve durar vários dias.

Outra característica importante do detector é que ele não possui ajustes, o que facilita bastante seu uso.

 

Como Funciona

Começamos por mostrar aos leitores o diagrama completo do detector na figura 2.

 


 

 

O sensor consiste numa bobina que deve ter o maior número de espiras possível para se obter uma grande sensibilidade. Nossa sugestão é aproveitar uma bobina de transformador fora de uso, que pode ter mais de 10000 espiras no enrolamento primário, o que proporciona uma excelente sensibilidade.

Para aumentar ainda a mais esta sensibilidade vamos colocar no interior desta bobina um bastão de ferrite, conforme mostra a figura 3.

 


 

 

A finalidade deste bastão de ferrite é concentrar as linhas de força de um campo magnético que deva ser detectado.

Quando um campo magnético variável corta as espiras da bobina uma tensão é induzida, sendo amplificada por um amplificador operacional do tipo LM339. Este amplificador possui um ganho elevadíssimo, aumentando em milhares de vezes a tensão induzida, a ponto de comutar.

Com esta comutação, que leva sua saída a ter por um instante uma tensão positiva, o diodo D1 conduz e com isso o capacitor C1 carrega-se.

A carga do capacitor faz com que os dois osciladores formados pelas portas NAND de um circuito integrado 4093 disparem.

O primeiro oscilador gera um tom de áudio determinado em frequência pelos componentes R5 e C2, enquanto que o segundo oscilador gera pulsos de intermitência determinados por C3 e R6. Os leitores podem alterar estes componentes de modo a obterem tom e intermitência do sinal de alarme da forma desejada.

Tom e intermitência são combinados nas outras duas portas do circuito integrado, de modo a se obter um sinal que possa ser reproduzido por um transdutor. Este sinal, que consiste em bip-bips, é reproduzido no transdutor cerâmico X2.

Na figura 4 damos uma ideia de como o aparelho ficará depois de pronto.

 


 

 

 

Montagem

A disposição dos componentes numa placa de circuito impresso para esta montagem é dada na figura 5.

 


 

 

Será conveniente montar os circuitos integrados em soquetes, principalmente se o leitor for pouco experiente no trato desses componentes.

Os resistores são de 1/8 W e os capacitores eletrolíticos devem ter tensões de trabalho de pelo menos 6V, se esta for a tensão usada na alimentação. Se for usada bateria de 9 V a tensão de trabalho dos capacitores deve ser de pelo menos 12 V.

Os demais capacitores são cerâmicos ou de poliéster e o diodo é de uso geral, admitindo equivalentes.

O transdutor X2 pode ser qualquer um do tipo cerâmico de alta impedância, inclusive uma cápsula de microfone. Veja que transdutores de baixa impedância não podem ser usados nesta aplicação.

A bobina sensora X1 pode ser aproveitada de um transformador de alimentação com enrolamento primário de 110 V ou 220 V e qualquer secundário de 5 a 12 volts com correntes de 50 mA a 500 mA.

Desmontando este transformador, conforme mostra a figura 6, podemos retirar o carretel, e com isso fixar no seu interior o bastão de ferrite (use cola para esta finalidade).

 


 

 

Os terminais do enrolamento que devem ser usados são os de alta tensão que correspondem aos fios de capa plástica e não aos fios esmaltados.

Esta bobina deve ser fixada preferencialmente de modo que as pontas do bastão fiquem para fora da caixa, captando melhor os campos magnéticos.

Veja que é importante não usar transdutores magnéticos como um alto-falante neste tipo de circuito, pois dada sua sensibilidade ele pode provocar uma realimentação causando o disparo errático.

 

Prova e Uso

Para provar o aparelho basta ligar sua alimentação. Se houver o disparo errático e ele não parar, afaste-o de qualquer equipamento eletrônico ligado ou de linhas de fornecimento de energia. Se mesmo assim o disparo persistir, leve-o para longe de casa. Se o aparelho parar, então estará caracterizado um excesso de sensibilidade que pode ser diminuído pela redução de valor do R3.

Para testar o funcionamento, caso não ocorra o disparo nas condições indicadas, pegue um pequeno ímã e movimente-o rapidamente nas proximidades da bobina sensora. Deve haver o toque do alarme.

Aproximando o detector de aparelhos eletrônicos que operem com campos magnéticos intensos, como televisores, motores e outros, deve haver o disparo. Em alguns casos até a simples aproximação do aparelho de fios de uma instalação elétrica pode provocar o disparo.

Leve em conta tudo isso ao usar o aparelho. Ele deve ficar longe de dispositivos que possam causar um falso alarme, como por exemplo linhas de transmissão de energia, aparelhos eletrônicos, ímãs que possam ser movimentados inadvertidamente, etc.

O leitor também vai perceber que uma descarga atmosférica forte pode causar o disparo do aparelho, principalmente na condição de máxima sensibilidade.

Se o leitor desejar acrescentar um controle de sensibilidade pode substituir o resistor R3 por um potenciômetro de 10 M ohms em série com um resistor de 1 M ohms.

Para alterar a duração do toque do alarme, basta alterar o valor de C1 , que pode ter valores entre 1 uF e 100 uF.

Para usar, procure a posição da bobina (vertical ou horizontal) que resulte na melhor sensibilidade, sem que no entanto ocorra o disparo com fontes de interferência magnética que sejam identificadas.

O aparelho pode ser mantido ligado por longos intervalos.

 

 

Semicondutores

CI-1 - LM339 ou equivalente – comparador de tensão quádruplo

CI-2 - 40938 - circuito integrado C-MOS

D1 - 1N4148 - diodo de silício

 

Resistores (1/8 W, 5%)

R1 e R2 - 10 k ohms - (marrom, preto, laranja)

R3 - 22 M ohms ou 20 M ohms - (vermelho, vermelho, azul)

R4 - 100 k ohms - (marrom, preto, amarelo)

R5 - 47 k ohms - (amarelo, violeta, laranja)

R6 - 1 M ohms - (marrom, preto, verde)

 

Capacitores

C1 - 10 uF/6 V - eletrolítico

C2 - 47 nF - cerâmico ou poliéster

C3 – 1 uF/ 6 V - eletrolítico

C4 - 10 uF/6V - eletrolítico

 

Diversos

X1 - bobina sensora - ver texto

X2 - transdutor cerâmico - ver texto

S1 - interruptor simples

B1 – 6 V - 4 pilhas pequenas (ou bateria de 9 V)

Placa de circuito impresso, transformador para retirar a bobina do sensor, etc.

 

 

Revisado 2017

 

 


Mocidade e Velhice
Na mocidade aprendemos, na velhice compreendemos. (In der jugend lernt, im Alter versteht man.)
Marie Von Ebner-Eschencach (1830 1916) - Aforismos - Ver mais frases

Instituto Newton C Braga - 2014 - Entre em contato - Como Anunciar - Políticas do Site
Apoio Social
Lions Clube de Guarulhos Sul SOS Mater Amabilis
Advertise in Brazil
If your business is Electronics, components or devices, this site is the correct place to insert your advertisement (see more)