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Eletrônica Que Mata (MA089)

Campos de baixa e alta frequência estão presentes no nosso meio ambiente gerados a partir dos mais diversos equipamentos de uso comum. No entanto, o que se questiona cada dia com maior intensidade, é se tais campos podem ser perigosos para a saúde humana e até mortais. O que se sabe e uma breve história das pesquisas nesse setor é o que focalizamos neste artigo, principalmente envolvendo os campos de baixas frequências.

A preocupação com as formas de poluição do meio ambiente aumenta diariamente. No entanto, o que vemos é que ela é maior com as formas químicas de poluição. Substâncias poluentes causam mudanças perceptíveis no meio ambiente e por isso sua detecção é relativamente simples.

Todavia, existem formas de poluição que não são tão perceptíveis e que agora mesmo podem estar presentes no meio em que vivemos, atuando segundo um processo lento e gradual de destruição de nossa saúde e talvez de nossa própria vida.

As formas de poluição causadas por radiações de todos os tipos, incluindo as nucleares e as de natureza elétrica, são especialmente perigosas, principalmente se levarmos em conta que elas são geradas por equipamentos de uso comum.

Os telefones celulares são perigosos? E os fornos de micro-ondas?

Os campos de baixa frequência gerados por eletrodomésticos e linhas de transmissão podem afetar nossa saúde?

É o que veremos a seguir.

 

Poluição eletromagnética

Se a aplicação de eletrochoques pode ser benéfica em algumas terapias, isso não significa que a presença da eletricidade na forma de campos elétricos ou magnéticos em nosso meio ambiente seja algo que possa ser considerado inofensivo ou saudável, muito pelo contrário.

Uma das maiores preocupações em todos os meios científicos e até da sociedade é com a qualidade de vida, concentrando-se esforços principalmente na preservação do meio ambiente.

As comissões permanentes de pesquisa, fiscalização e mesmo controle que vemos em toda parte, mostram até que ponto a conscientização da população em relação ao problema é importante.

Tendo em vista que conscientizar a comunidade no sentido de corrigir ou prevenir a poluição causada pelas atividades humanas significa uma procura permanente de informações e uma atividade constante na transmissão dessas informações à comunidade, é importante mostrarmos aos leitores o que ocorre nesse campo, pois afinal ele está ligado diretamente a nossa vida profissional e à nossa saúde.

Se a deterioração do meio ambiente pelas formas de poluição mais conhecidas como as de natureza química e até a radioatividade já fornecem uma enorme quantidade de material para um trabalho relevante junto às comunidades, temos agora algo mais com que nos preocupar: a poluição eletromagnética.

Falamos de um inimigo, de uma força de poluição que nossos sentidos não percebem, mas que pode causar danos tanto ao nosso organismo quanto ao meio ambiente em uma intensidade que os próprios pesquisadores ainda desconhecem por completo, mas que nos estudos preliminares já se revela alarmante.

As informações que damos na sequência podem servir de parâmetro para os leitores que se preocupam com a “saúde” do meio ambiente (e a própria), em um trabalho de prevenção ou correção dos seus efeitos.

Estas informações podem servir de base para que clubes de serviços e entidades que se preocupam com o meio ambiente realizem um trabalho de alerta, uma vez que sua presença na sociedade têm força suficiente para não deixar que os órgãos competentes fiquem insensíveis e inertes e nem que a comunidade sofra seus efeitos e os perceba somente quando já for tarde demais para se fazer alguma coisa.

As preocupações que envolvem este tipo de poluição começaram em 1972 quando pesquisadores soviéticos alertaram sobre a relação que havia entre os campos elétricos criados pelas linhas de distribuição de energia e dores de cabeça e cansaço frequentes em pessoas de permanência constante nas suas proximidades.

Em 1977 os pesquisadores americanos Robert Becker e Andrew Marino mostraram às autoridades de Nova Iorque que havia uma relação perigosa entre os campos elétricos de baixas frequências (ELF), como os que são criados pelas linhas de distribuição de energia, e a saúde humana.

Mas foi a partir do trabalho da Dra. Nancy Wertheimer, apresentado em 1979, que o problema revelou suas verdadeiras e perigosas dimensões.

A médica americana publicou, na ocasião, uma interessante estatística que associava casos de leucemia em crianças à proximidade das linhas de distribuição de energia elétrica em sua localidade.

Os estudos subsequentes ainda não foram conclusivos sobre os efeitos maléficos e até benéficos que campos de natureza elétrica ou magnética, ou ainda eletromagnéticos de baixa frequência podem causar ao organismo humano.

Contudo, autoridades de muitos países já manifestam preocupação em prevenir eventuais efeitos que estas formas de radiação, quando presentes em grande intensidade em certos ambientes, possam causar as pessoas.

Na Inglaterra, Estados Unidos e França, indivíduos que residem próximo demais de linhas de transmissão de energia de alta potência estão sendo transferidos desses locais. Não é permitido morar a menos de 100 metros de uma linha de transmissão de alta tensão.

Mas, por que estas radiações são perigosas? Que tipo de influência elas podem causar nos organismos vivos?

Diversas são as teorias apresentadas por pesquisadores e algumas até baseadas em experimentos ou constatações práticas muito interessantes.

Uma dessas teorias associa os campos de baixa frequência a um efeito denominado ciclotrônico em que os íons, que estão presentes em nosso organismo (que basicamente é um meio líquido), tendem a vibrar com intensidade cada vez maior (entram em ressonância) quando em presença de campos de baixa frequência até que acabam por destruir ou afetar a estrutura celular em que se encontram (a permeabilização da membrana celular abordada na primeira parte deste artigo seria uma das causas das alterações que podem ocorrer nas células).

O nome deste efeito vem de “Ciclotron”, um equipamento de pesquisa nuclear onde partículas são aceleradas em trajetórias espirais por fortes campos magnéticos até escaparem com enormes energias, atingindo um alvo onde se produzem desintegrações nucleares. Veja a figura 1.

 

Figura 1
Figura 1

 

Os pesquisadores demonstram que justamente os íons mais comuns em nosso organismo são ressonantes em frequências entre 40 e 70 Hz, e entre eles estão justamente o Cálcio e o Potássio.

Experimentos mostraram que, quando submetidas a fortes campos nesta faixa de frequências, cobaias acabavam por apresentar alguns problemas bastante preocupantes como, por exemplo, a incapacidade de ação dos glóbulos brancos, a inibição de certas funções nervosas, etc.

E, a situação fica mais preocupante se levarmos em conta que os campos produzidos pelas linhas de transmissão de energia (e por muitos eletrodomésticos que temos em nossas casas) produzem frequências de 60 Hz (dentro da faixa perigosa, portanto), uma vez que esta é justamente a frequência usada na transmissão de energia elétrica em nosso país. (Lembramos que existem países que adotam a frequência de 50 Hz em suas redes de energia, que também está dentro da faixa “perigosa”).

Em recente congresso em que se discutiu o problema houve até a proposição de se mudar a frequência da transmissão de energia para tentar atenuar o problema.

Em alguns países foram realizadas medições em residências no sentido de se identificar fontes em potencial de campos perigosos, e as culpas maiores acabaram sendo atribuídas a equipamentos até então considerados inofensivos como barbeadores elétricos, aquecedores de ambiente, televisores, etc.

Uma outra teoria bastante instigante sobre o assunto parte de um trabalho de pesquisadores ingleses. Esses pesquisadores haviam instalado medidores de radiação (Geiger) em diversos pontos do país no sentindo de monitorar a incidência de raios cósmicos durante um fenômeno de aurora boreal.

A Terra está sendo “bombardeada” constantemente por estas partículas subatômicas que vêm do espaço e nós mesmos somos a todo instante atravessados por elas, mas normalmente, em quantidade tão pequena que não nos causam mal algum. Figura 2.

 

Figura 2
Figura 2

 

O que os pesquisadores não esperavam é que justamente os medidores instalados juntos às linhas de transmissão de energia acusassem um nível de radiação cósmica muito acima do normal, e que outros medidores mais afastados indicassem valores dentro do previsto.

A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi que as linhas de transmissão com seus fortes campos deflexionavam os raios cósmicos, concentrando-os como uma espécie de lente.

As pessoas que estivessem no foco destas “lentes” magnéticas estariam, em consequência, sendo submetidas a níveis de radiação muito maiores que os normais se não perigosos, sendo esta talvez uma das causas dos problemas de saúde constatados nas outras pesquisas...

As pesquisas prosseguem atualmente e uma conclusão sobre os malefícios, qualquer que seja sua natureza, que a proximidade de campos eletromagnéticos de baixa frequência (ELF) causa ainda está por vir.

Uma vigilância sobre nosso meio pode ajudar muito: se verificarmos que existem habitações muito próximas de linhas de transmissão de energia e alertarmos sobre os perigos em potencial principalmente para as crianças; se prevenirmos as pessoas que trabalham junto a aparelhos que gerem campos fortes de radiofrequência ou magnéticos; se conscientizarmos sobre os perigos que aparelhos geradores de campos magnéticos com finalidades pseudo-terapêuticas podem causar.

Mantendo-nos informados, é possível ajudar a evitar o problema antes que ele cause males maiores.

 

Publicado originalmente em 2010

 

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