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Conheça a Matriz de Contatos de 170 Pontos (ART1875)

Além das matrizes de contatos de 550 e mais pontos (até 800) podem ser encontradas no mercado, pequenas matrizes de 170 pontos que são ideais para projetos de iniciação. Veja neste artigo como é simples utilizá-las.

A matriz de contatos é usada para a montagem de circuitos experimentais e didáticos, pois não necessita de solda e os componentes são encaixados com facilidade nos furos que ela possui.

Com isso o montador tem a possibilidade de experimentar um circuito antes de fazer uma montagem definitiva e até aproveitar os mesmos componentes muitas vezes em diversas montagens.

Uma matriz de contatos de 170 pontos consiste numa base de plástico com pequenos furos onde podem ser encaixados os terminais de componentes como resistores, diodos, capacitores, transistores e circuitos integrados.

As distâncias dos furos são tais que os invólucros padronizados se encaixam perfeitamente na matriz, conforme mostra a figura 1.

 

   Figura 1– A matriz de 170 pontos
Figura 1– A matriz de 170 pontos

 

 

Por baixo da base de plástico existem contatos metálicos que se prendem nos terminais dos componentes por pressão.

Estes contatos formam filas ou carreiras que são interligadas entre si.

Desta forma, conforme podemos observar na figura 1, todos os furinhos das filas verticais de uma matriz de contatos estão interligados entre si.

Assim, se ligarmos o pólo positivo de uma fonte de alimentação na fila superior, qualquer componente que seja conectado a esta fila receberá a alimentação positiva e da mesma forma na fila inferior, conforme mostra a figura 2.

 

 

   Figura 2 – Obtendo linhas de alimentação positiva (+) e negativa (-)
Figura 2 – Obtendo linhas de alimentação positiva (+) e negativa (-)

 

 

Veja então que para componentes sejam interligados, basta que seus terminais sejam enfiados nos furos de uma mesma fila, conforme mostra a figura 3.

 

Figura 3 – Interligação de componentes
Figura 3 – Interligação de componentes

 

 

Para interligar componentes que estão distantes na matriz usamos pedaços de fios rígidos com as pontas descascadas, como os mostrados na figura 4.

 

   Figura 4 - Pedaços de fios usados nas interligações
Figura 4 - Pedaços de fios usados nas interligações

 

 

Um tipo de fio rígido fácil de obter é o usado em linhas telefônicas (fio paralelo cinza) que pode ser adquirido por metro e cortado em diversos tamanhos tendo as pontas descascadas de uns 0,5 cm aproximadamente.

Planejando bem as colocações dos componentes, podemos reproduzir com certa facilidade os mais complicados circuitos numa matriz de contatos e assim obter seu funcionamento.

Para as experiências básicas, que podem ser encontradas neste site será suficiente possuir inicialmente uma matriz pequena de 170 pontos de ligação.

Com ela o leitor também poderá montar muitos dos projetos que simples que descrevemos e que temos em nosso site.

Damos a seguir uma sequência de projetos simples para aprender a usar a matriz e também para conhecer alguns componentes eletrônicos, verificando seu funcionamento.

Neste site poderão ser encontrados muitos projetos que, além da montagem em placa de circuito impresso ou ainda em ponte de terminais, poderão ser feitos utilizando-se uma matriz de contatos.

 

Atenção:

1. Não deixe o terminal de um componente encostar no terminal de outro. Isso pode provocar curtos que levam componentes à queima. Mesmo que não ocorra a queima, o circuito não funcionará.

2. Observe que determinados componentes como LEDs, transistores e capacitores eletrolíticos, circuitos integrados, e outros têm posições certas de colocação. Se forem invertidos, o circuito não funciona.

3. Confira sempre a montagem antes de ligar as pilhas. Nunca faça a montagem com as pilhas ligadas. Se houver algum erro, e você não descobrir antes de conferir, pode ocorrer a queima de componentes.

4. Não altere um circuito, trocando um componente por outro, ou invertendo se você descobrir que isso é preciso, com as pilhas ligadas.

5. Se usar fonte de alimentação, ela será a última a ser ligada e nunca altere sua tensão com o circuito ligado.

 

 

Projeto de Exemplo: Acendendo um LED e Apagando outro com um Potenciômetro

Nível: Fundamental, médio e iniciação

 

Finalidade: aprender a utilizar o potenciômetro ou trimpot para fazer a transição do acendimento de um LED para outro.

 

Explicação

Quando giramos o eixo de um potenciômetro ou trimpot ao mesmo tempo em que a resistência entre um extremo e o cursor aumenta, diminui a resistência entre o outro extremo e o cursor.

Assim, se ligarmos LEDs nos extremos de um potenciômetro, quando o cursor corre para o lado de um ou do outro, a corrente neles aumenta e com isso o brilho.

Isso significa que ao mesmo tempo em que o brilho de um aumenta o do outro diminui.

Nosso circuito pode então ser montado com um trimpot comum, dois LEDs, um resistor e a fonte de alimentação.

 

Montagem

Na figura 5 temos o circuito de demonstração do funcionamento do trimpot ou potenciômetro.

 

 

  Figura 5 – Circuito de demonstração
Figura 5 – Circuito de demonstração

 

 

A montagem feita na matriz de contatos de 170 pontos é mostrada na figura 6.

 

   Figura 6 – Montagem na matriz de contatos
Figura 6 – Montagem na matriz de contatos

 

 

Na montagem, observe a posição do potenciômetro P1 e dos LEDs.

Podem ser usados LEDs de cores diferentes, para uma montagem interessante.

Outra possibilidade consiste no uso de um LED bicolor, que tenha o catodo comum, como mostrado na figura 7.

 

 

   Figura 7 – Usando LED bicolor
Figura 7 – Usando LED bicolor

 

 

O LED bicolor tem 3 terminais, sendo um comum, devendo ser montado conforme mostra a figura 8.

 

   Figura 8 – Montagem com LED bicolor
Figura 8 – Montagem com LED bicolor

 

 

Neste caso, não teremos uma transição de brilho, mas sim uma transição de cor.

 

LED1, LED2 – LEDs comuns

R1 – 1 k ohms – resistor – marrom, preto, vermelho

P1 – Potenciômetro de 47 k ohms

B1 – 6 V – 4 pilhas pequenas

Diversos:

Matriz de contatos, suporte de pilhas, fios, solda, etc.

 

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