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Detector de Mentiras com Supertransistor (ART1865)

Um "supertransistor" Darlington, com ganho superior a 30 000 vezes, amplifica as mínimas variações da corrente na pele de uma pessoa interrogada, detectando assim as mudanças de seu estado psicológico que ocorrem numa mentira. O mesmo aparelho também detecta variações das tensões geradas por plantas e outros seres vivos em experimentos de biologia envolvendo eletricidade animal.

O princípio de geração de um detector de mentiras é simples: a pele humana é condutora de corrente elétrica em pequena escala e esta propriedade varia tanto em função de sua umidade como também em função de pequenas mudanças do estado psicológico, quando estamos calmos, nervosos, sob tensão etc.

Com um aparelho suficientemente sensível podemos detectar variações tão pequenas desta condutividade que de outra forma não seriam visíveis. Assim, se ao interrogarmos uma pessoa detectarmos estas variações, isso significa que um estado de tensão, que talvez indique uma mentira, está ocorrendo.

Para detectar tais variações de corrente da ordem de milionésimos de ampère precisamos de um aparelho muito sensível, e é aí que entra em ação nosso "supertransistor".

Amplificando estas variações lemos com facilidade o que ocorre num instrumento de painel.

O aparelho é compacto, barato e pode ser levado a qualquer parte, pois é alimentado por pilhas.

Mesmo que o leitor não o use como detector de mentiras propriamente dito, pode empregá-lo em brincadeiras ou no laboratório de biologia para detectar comportamentos anormais de plantas, ligando para isso eletrodos no caule ou na folha.

 

CARACTERÍSTICAS

Tensão de alimentação: 3 ou 6 V 2 ou 4 pilhas pequenas

Consumo: 1,5 mA (tip)

Corrente detectada: 0,01 uA

 

COMO FUNCIONA

Um instrumento indicador tipo microamperímetro é ligado numa ponte que tem os seguintes elementos: um potenciômetro de ajuste (P1), um resistor R2) e o "supertransistor" Q1, do tipo BC517.

Com os eletrodos em aberto (PP1 e PP2) a condução do transistor é determinada basicamente pela polarização de base do transistor, por meio de R4.

O transistor conduz e esta condução se estabiliza num ponto em que passamos a ter uma certa tensão entre 0 e a da alimentação no seu coletor.

Ajustando convenientemente P1 podemos então obter, no instrumento, uma tensão nula, o que corresponde ao tipo indicado ao centro da escala.

Se uma pessoa segurar agora os eletrodos PP1 e PP2 entre eles fluirá uma pequena corrente que dependerá a resistência de sua pele.

Teremos então um desequilíbrio da ponte que causará uma indicação de corrente no instrumento. Poderemos compensar este desequilíbrio facilmente com um ajuste de P1, e é o que faremos, pedindo que a pessoa não altere a pressão de sua mão sobre os eletrodos.

Obtido o equilíbrio, teremos o ajuste. A partir daí, qualquer variação da resistência da pele da pessoa, ou uma mínima variação da pressão dos dedos nos eletrodos, modificará a corrente de base do transistor, e isso vai se refletir na corrente indicada pelo instrumento.

 

MONTAGEM

Na figura 1 temos o diagrama completo do detector de mentiras.

 

   Figura 1 – Diagrama completo do detector
Figura 1 – Diagrama completo do detector

 

Como se trata de aparelho muito simples dispensamos o uso de placa de circuito impresso, soldando os elementos principais numa ponte de terminais, conforme mostra a figura 2.

 

 Figura 2 – Montagem em ponte de terminais
Figura 2 – Montagem em ponte de terminais

 

O instrumento é um microamperímetro do tipo de zero no centro, de 50-0-50 uA. Este tipo de instrumento é encontrado em certos gravadores como indicador de estado da bateria.

Outros instrumentos com sensibilidade de até 200 uA podem ser usados, e para os tipos que não sejam de zero no centro basta fazer o ajuste do ponto de funcionamento para uma corrente de metade do fundo de escala.

Os eletrodos podem ser duas pilhas gastas das quais tenhamos raspado a tinta que as recobre ou então dois pregos grandes, ou cilindros de metal.

Na figura 3 temos uma sugestão de caixinha plástica que pode ser usada para alojar o aparelho.

 

   Figura 3 – Sugestão de montagem
Figura 3 – Sugestão de montagem

 

Na montagem, observe a polaridade das pilhas e do eletrolítico.

 

PROVA E USO

Para provar o aparelho, basta ligar S1 e depois ajustar P1 para que o instrumento indique zero. Os eletrodos PP 1 e PP2 devem estar separados.

Tocando levemente com os dedos nos dois eletrodos ao mesmo tempo a agulha deve dar um salto.

Para usar, se re firme os eletrodos e ajuste cuidadosamente P1 para ler zero.

Faça o interrogatório e observe cuidadosamente a agulha do instrumento para detectar variações.

Peça ao interrogado que se mantenha calmo, seguro firme mas com pressão constante sobre os eletrodos.

Para operar com plantas os eletrodos podem ser duas chapinhas de metal que serão presas, sem muita pressão, sobre uma área da folha, conforme mostra a figura 4.

 

   Figura 4 – Usando um pegador de roupa para fixar os eletrodos
Figura 4 – Usando um pegador de roupa para fixar os eletrodos

 

De tempos em tempos os eletrodos devem ser mudados de lugar, pois eles tendem a perturbar a respiração e impedir a chegada de luz, matando as células do local.

 

Semicondutores:

Q1 - BC517 -transistor Darlington

 

Resistores (1/8 W, 5 %)

R1 - 100 k ohms (marrom, preto, amarelo)

R2, R3 - 10 k ohms (marrom, preto, laranja)

R4 - 10 M ohms (marrom, preto, azul)

P1 - potenciômetro de 10 k ohms2

 

Capacitor:

C1 - 100 uF - eletrolítico de 6 V

 

Diversos:

PP1, PP2 - eletrodos - ver texto

S1 - Interruptor simples

B1 - 3 ou 6 V - 2 ou 4 pilhas pequenas

M1 - microamperímetro de 50-0-50 uA - ver texto

Ponte de terminais, suporte de pilhas, caixa para montagem, botão para o potenciômetro, fios, solda etc.

 

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