LEDs substituem lâmpadas em aplicações automotivas (ART020)
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LEDs substituem lâmpadas em aplicações automotivas (ART020)

No início os faróis dos automóveis usavam gás acetileno, precisando ser acesos com um fósforo quando escurecia. Depois veio a lâmpada incandescente que até agora perdura na maioria dos casos. No entanto, uma nova tecnologia, a dos LEDs (Diodos Emissores de Luz) começa a se propagar, tomando conta das aplicações automotivas, chegando à sinalização, lanternas e até mesmo aos faróis. Quais as vantagens dos LEDs e como eles funcionam é o que veremos a seguir.

Existem diversas formas de se obter luz para sinalização ou iluminação. O fogo é a mais antiga, vindo depois o aquecimento de um fio de metal num ambiente sem oxigênio, que é o princípio utilizado no caso das lâmpadas. As lâmpadas incandescentes são baratas e duráveis, daí seu uso ter sido difundido por muito tempo, mas elas apresentam diversas desvantagens que agora começam a ser suplantada por novas tecnologias. Uma delas é o rendimento. Uma lâmpada incandescente converte apenas 25% da energia que recebe em luz. O restante é calor que se perde. Outra desvantagem é fragilidade. O filamento e o bulbo de vidro quebram-se com facilidade, não resistindo à vibrações e batidas. Para o uso automotivo estas deficiências são cruciais. Se bem que as tecnologias modernas tenham conseguido chegar à lâmpadas robustas e duráveis para os carros, a tecnologia dos LEDs mostra-se muito melhor.

Leds de uso automotivo, substituindo lâmpadas


  Os LEDs não produzem luz pelo calor. Eles são formados por uma pastilha de material semicondutor à base de Arsênio, Gálio e outros metais raros, que ao ser percorrida por uma corrente elétrica excita elétrons que emitem luz. A luz é virtualmente fria e o rendimento muito alto, com a vantagem dela ser monocromática. Isso significa que toda energia emitida se concentra numa estreita faixa do espectro desejado.

  Uma lâmpada vermelha tem tal cor, porque seu vidro filtra esta cor deixando-a passar e bloqueando todas as outras, que são produzidas, mas perdem-se. Um LED vermelho, por outro lado, produz apenas luz vermelha. Toda a energia é aproveitada nesta emissão.

   Até há pouco tempo não havia tecnologia para a fabricação de LEDs potentes. Os LEDs eram pequenos e de baixa potência, sendo utilizados mais em sinalização como no painel, nos rádios e em outros locais. Também não era possível fabricar LEDs que pudessem emitir todo o espectro visível, chegando assim à luz branca.  



LEDs comuns de diversas cores.

    No entanto, dois avanços importantes levaram a LEDs que encontraram uma nova gama de aplicações, principalmente automotiva. O primeiro foi a possibilidade de se produzir luz de qualquer cor, inclusive a branca que é a mistura de todas as cores. No caso do LED branco, o que se faz é o mesmo que os televisores e monitores de vídeo fazem. Utilizando três cores básicas Vermelho (RED – R), verde (Green – G) e Azul (Blue – B), esses LEDs RGB podem criar novas cores, inclusive o branco. Outro avanço veio com o aparecimento dos LEDs alto brilho ou HLEDs, capazes de produzir luz de grande intensidade.

   Estes LEDs potentes, combinando pastilhas RGB podem então ser utilizados exatamente como uma lâmpada comum, produzindo luz branca, mas com enormes vantagens.  Uma delas é a robustez, já que não existe um bulbo de vidro e nem filamentos frágeis, A pastilha semicondutora é montada numa base e sobre ela o invólucro é uma peça de plástico transparente ou translúcido, na cor ou não da luz emitida.   Outra vantagem é a durabilidade, já que os LEDs duram muito mais que as lâmpadas. Temos ainda a facilidade de controlar o brilho sem modificar a cor. Numa lâmpada, quando reduzimos a corrente para diminuir o brilho, a luz tende ao amarelo e ao laranja, enquanto nos LEDs isso não ocorre.


Modelos mais modernos de carros já incluem faróis com LED

   Todas estas vantagens tornam o LED ideal para aplicações automotivas. Assim, hoje já contamos com faróis, lanternas e sinalizadores utilizando esta tecnologia. Os dispositivos já vem com os circuitos internos de acionamento, de modo que o instalador não precisa se preocupar com sua utilização. A utilização é a mesma de uma lâmpada, sendo os mesmos simplesmente encaixados em seus soquetes ou suportes. Em breve, como no uso doméstico em que lâmpadas econômicas, fluorescentes e até mesmo de LEDs estão substituindo as lâmpadas comuns incandescentes, no carro vai ocorrer o mesmo. O peçalheiro deve estar preparado para vender este novo tipo de acessório, sabendo como ele funciona.


 

   Este artigo foi originalmente publicado na Edição Número 2 de “O Peçalheiro” – www.pecalheiro.com.br. Acesse e faça sua assinatura gratuitamente.

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