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O carro com combustão magnética (ART174)

 

Depois da injeção e da ignição eletrônica o que há ainda por ser acrescentado no sentido de aumentar o desempenho do motor de um automóvel? Pesquisas mostram que campos magnéticos podem ser usados de uma maneira um pouco diferente no carro, aumentando seu rendimento. Quem sabe, os próximos modelos de carros venham equipados com dispositivos magnéticos de aumento de rendimento funcionando segundo princípios que hoje, ao que parecem, ainda não estão bem claros, ou não estão sendo divulgados pelas montadoras.

 

 

Numa comunicação feita à revista New Scientist (Inglaterra), o British Internal Combustion Engine Research relatou que, se forem aplicados campos magnéticos ao carburante num motor comum de combustão interna, a uma velocidade de 90 km/h obtém-se uma melhoria no rendimento da ordem de 7,5%.

As pesquisas foram feitas num Ford Diesel e depois do relato inicial, não se ouviu mais falar em uma possível utilização do efeito na prática.

Na verdade, a dificuldade maior estaria em explicar porque a combustão de um motor melhora na presença de um campo magnético, levando-se em conta que tanto o combustível (diesel, álcool ou gasolina) como o comburente, não possuem qualquer propriedade magnética que justifique tal fato.

Outro ponto intrigante do relatório é que os ganhos no rendimento não foram constatados imediatamente após à instalação do dispositivo no veículo mas sim algum tempo depois!

Qual seria a explicação para o fenômeno?

Não pretendemos dar uma resposta definitiva ao fato, mas achamos que uma possível explicação poderia ser sugerida, ficando sua comprovação para um trabalho de pesquisa direto.

Como as grandes descobertas começam com especulações aqui vai a nossa.

 

 

PORQUE OS CAMPOS MAGNÉTICOS INFLUEM NA COMBUSTÃO

Se examinarmos o que ocorre no interior do cilindro de um motor no momento da combustão, vemos que a mistura combustível comburente passa para um quarto estado da matéria, denominado plasma.

É o que ocorre na chama de uma vela, em que, a combustão leva a mistura de gases que se combina a um estado de excitação em que os elétrons são perdidos, e o meio se torna um condutor.

Uma chama de uma vela é condutora de eletricidade e isso pode ser constatado com uma simples experiência, conforme mostra a figura 1.

 

É esta condutibilidade do quarto estado da matéria que nos leva a dispositivos como as lâmpadas neon e fluorescentes.

Havendo uma mobilidade para os portadores de carga numa substância que se encontre neste estado, é evidente que um campo magnético pode influir no seu comportamento.

A magnetohidrodinâmica é uma ciência que procura explicar os fenômenos que ocorrem em substâncias que se comportam como o plasma.

Assim, no interior do cilindro de um carro, no momento em que se produz a faisca da vela, a combustão não ocorre de modo instantâneo com toda a mistura combustível+comburente, mas sim se propaga a partir da vela, na forma de uma onda, conforme mostra a figura 2.

 

 

É evidente que o rendimento na combustão está condicionado à velocidade de propagação desta onda e ao fato dela poder abranger com igual eficiência todo o combustível que está no interior do cilindro.

Uma "onda" irregular ou que não consiga atingir todo o combustível+comburente pode causar uma combustão imperfeita e com isso a perda do rendimento do motor.

Ora, um campo magnético poderia ter influência nesta onda. O movimento da onda, com cargas elétricas livres (pois teríamos um plasma) na presença de um campo magnético geraria correntes induzidas que poderiam afetar sua propagação, conforme mostra a figura 3.

 

 

A maneira como essa influência poderia ocorrer, naturalmente dependeria da orientação do campo. Dependendo da orientação, as linhas de força poderiam ajuda na propagação da onda de choque, dirigindo-a de maneira a obter mais rendimento no cilindro.

Não resta dúvida que é um estudo bastante interessante que poderia ser simulado facilmente pelos modernos computadores e depois aplicado em motores experimentais.

É possível que em futuro não muito distante, tenhamos no interior dos motores ou bobinas controladas por microcomputadores ou simples imãs que, como nos pescoços dos cinescópios ajudam a dirigir feixes de elétrons, teriam a finalidade de dirigir a "onda de combustão" de modo a se obter mais rendimento de um motor.

 

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