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Meu Primeiro Rádio (ART1646)

Qual praticante de eletrônico não montou um rádio, quando ainda estava aprendendo os segredos desta ciência? Até hoje, a montagem de um rádio é algo que atrai, e enquanto é possível, pois ainda o AM não é digital, você também pode pensar nosso, quem sabe ensinando seus filhos ou netos. Este é projeto que descrevemos neste artigo.

Descrevemos neste artigo a montagem de um rádio AM didático que pode até servir de base para cursos de eletrônica no nível fundamental ou médio, nas chamadas disciplina eletivas.

Aprendendo o princípio de funcionamento das emissoras de rádio e dos receptores, completa o estudo com a montagem de um pequeno receptor que captará as estações locais de ondas médias.

Se bem que, com a internet é possível ouvir estações do mundo inteiro, sem problemas de recepção ou interferências, a satisfação de se construir um rádio que funciona, é algo que certamente que quem já passou por esta experiência não esquece.

Nosso rádio usa componentes absolutamente comuns, alguns dos quais até podem ser aproveitados de sucatas e é alimentado por apenas duas pilhas pequenas comuns.

São usados 2 transistores e ele pode captar as estações entre 550 kHz e 1 600 kHz da faixa de ondas médias.

 

Como Funciona

As estações de rádio (emissoras) produzem ondas eletromagnéticas que são moduladas pelo som que desejam transmitir.

No caso do AM (Amplitude Modulada) a intensidade da onda varia conforme o som propagando-se em todas as direções a partir de uma antena, conforme mostra a figura 1.

 

   Figura 1 – A transmissão de AM
Figura 1 – A transmissão de AM

 

O receptor possui uma antena que intercepta estas ondas e quando isso ocorre é induzida uma corrente de alta frequência que é processada pelos circuitos do rádio e convertida em som novamente pelo alto-falante.

Os receptores de rádio podem ser elaborados de muitas maneiras, desde os mais simples como os de Galena (veja no site) até os tipos comerciais com circuitos integrados ou muitos transistores.

O receptor que vamos montar é do tipo de amplificação direta, com o diagrama de blocos mostrado na figura 2.

 

   Figura 2 – Diagrama de blocos
Figura 2 – Diagrama de blocos

 

O primeiro bloco consiste no circuito de sintonia, ou seja, o circuito que separa o sinal da estação que desejamos ouvir dos sinais das demais.

Este circuito é formado por uma bobina e um capacitor variável, conforme mostra a figura 3.

 

   Figura 3 – Circuito de sintonia
Figura 3 – Circuito de sintonia

 

Uma bobina e um capacitor formam um circuito ressonante, ou seja, um circuito que responde aos sinais de uma única frequência.

No nosso caso, usamos uma bobina dimensionada para a faixa de ondas médias e um capacitor que pode ser ajustado de tal forma que possamos escolher a estação que desejamos ouvir.

O capacitor é do tipo que se usa em qualquer radinho de ondas médias, podendo ser retirado de um deles fora de uso.

O bastão de ferrite em que enrolamos a bobina também pode ser aproveitado de um radinho fora de uso.

O segundo bloco consiste no detector, tendo por componente básico um diodo.

O que este circuito faz é extrair a modulação do sinal de alta frequência recebido.

A modulação é a informação sobre o som, ou seja, a componente de baixa frequência do sinal de alta frequência que é usado na transmissão.

Uma vez extraído, este sinal é levado para o terceiro bloco que é o amplificador.

Precisamos de um amplificador, pois os sinais obtidos são fracos demais para excitar um alto-falante.

Usamos então um amplificador com dois transistores que fornecem uma grande amplificação a ponto de podermos excitar um pequeno alto-falante.

Este circuito amplificador é alimentado por duas pilhas que podem ser do tipo AA ou AAA.

Como o circuito não é extremamente sensível como os dos radinho comerciais, precisamos de uma antena externa e eventualmente uma ligação à terra para receber estações que não sejam muito fortes.

A antena pode ser um pedaço de fio de 3 a 10 metros ou podemos aproveitar objetos de metal que estejam isolados do solo como, por exemplo, uma janela de alumínio, como mostra a figura 4.

 

   Figura 4 – Usando uma janela de metal como antena
Figura 4 – Usando uma janela de metal como antena

 

A ligação à terra pode ser um pedaço de fio que fique solto (3 a 5 metros) ou pode ser feita em outro objeto de metal.

 

Montagem

Na figura 5 mostramos uma caixinha de plástico onde pode ser montado o radinho, com os fios com garras para ligar à antena e terra.

 

   Figura 5 – Sugestão de montagem
Figura 5 – Sugestão de montagem

 

A bobina consiste em 30 + 60 voltas de fio esmaltado 26 a 30 AWG ou mesmo fio telefônico (cinza de par trançado) enroladas num bastão de ferrite de 12 a 25 cm de comprimento, conforme mostra a figura 6.

 

   Figura 6 – Detalhe da bobina
Figura 6 – Detalhe da bobina

 

Observe que a partir da tomada a bobina deve continuar sendo enrolada no mesmo sentido do enrolamento anterior.

Na figura 7 temos o diagrama completo do radinho.

 

    Figura 7 – Diagrama do radio transistorizado
Figura 7 – Diagrama do radio transistorizado

 

Na montagem, observe o tipo e posição dos transistores e a polaridade do diodo e das pilhas.

Os resistores são de 1/8 W com qualquer tolerância e os capacitores devem ser cerâmicos.

O alto-falante pode ser de 5 a 10 cm, inclusive aproveitado do mesmo radinho do qual obtivemos o bastão de ferrite e o capacitor variável.

A opção principal de montagem, por se tratar de circuito didático é em ponte de terminais, conforme mostra a figura 8.

 

   Figura 8 – Montagem em ponte de terminais
Figura 8 – Montagem em ponte de terminais

 

O diodo também pode ser aproveitado de um radinho quebrado, sendo identificado pela figura 9.

 

   Figura 9 – O diodo detector
Figura 9 – O diodo detector

 

Até mesmo a caixa de um velho radinho pode ser aproveitada, com a vantagem de que alto-falante e suporte de pilhas já estarão disponíveis.

Na figura 10 mostramos como ligar uma antena externa e terra para melhor recepção.

 

   Figura 10 – Ligação da antena e terra
Figura 10 – Ligação da antena e terra

 

Terminada e conferida a montagem é só ligar o radinho e tentar captar as estações locais.

À noite com boa antena também podem ser captadas estações distantes.

 

 

Q1 – BC548 – transistor NPN de uso geral

Q2 – BC558 – transistor PNP de uso geral

D1 – 1N34 ou equivalente – diodo de germânio

CV – capacitor variável – ver texto

L1 – Bobina – ver texto

FTE – 4 ou 8 ohms – 5cm ou maior – alto-falante

B1 – 3 V – 2 pilhas pequenas ou palito

C1 – 47 nF – capacitor cerâmico

C2 - 4,7 nF – capacitor cerâmico

C3 – 10 nF – capacitor cerâmico

R1 – 4,7 M ohms – resistor – amarelo, violeta, verde

R2 – 47 ohms – resistor – amarelo, violeta, preto

S1 – Interruptor simples

Diversos:

Ponte de terminais, suporte de pilhas, fios esmaltados ou telefônicos, caixa para montagem, garras jacaré, fios comuns, etc.

 

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