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Curso Básico de Reparação – 2 (CUR4002)

Problemas não elétricos

A primeira série de problemas que vamos analisar são os de natureza não elétrica, e que envolvem a necessidade de alguma habilidade maior no trato de partes mecânicas. Se bem que fujam à finalidade própria deste guia, é importante incluí-los dado que, normalmente equipamentos podem precisar de um reparo por estes motivos.

Para alguns destes "defeitos" o leitor talvez precise de ferramentas especiais se quiser fazer um trabalho bem feito.

 

(1) CAIXAS RACHADAS

Caixas plásticas rachadas podem ser reparadas de diversas maneiras.

A primeira é mostrada na figura abaixo e consiste no uso do soldador que pelo lado de dentro pode ser usado para fundir o plástico juntando as partes avariadas.

 

Reparando caixas plásticas rachadas
Reparando caixas plásticas rachadas

 

 

Evidentemente, do ponto de vista estético não é a melhor solução, mas pode ser adotado num equipamento com algum uso, e que já não tenha um valor muito grande, mas que precise ainda ser reparado, para funcionar mais algum tempo.

Para a emenda à quente, se for usado um soldador comum, logo após o trabalho de junção das partes plásticas deve ser limpa a ponta. A operação deve ser feita em local bem arejado já que o plástico aquecido pelo soldador emite gases tóxicos e que de modo algum devem ser aspirados.

Outra maneira de se reparar a caixa plástica consiste no uso de cola apropriada. A cola usada em plastimodelismo ou trabalhos gerais é a ideal para este tipo de reparação.

 

(2) BOTÕES OU KNOBS

Os botões de controle de aparelhos eletrônicos podem ser fixados de diversas formas, dependendo da existência de um encaixe ou de um parafuso. Na próxima figura, temos alguns tipos comuns de botões.

 

Tipos comuns de botões plásticos ou knobs
Tipos comuns de botões plásticos ou knobs

 

 

Os principais problemas que podem ocorrer com os botões são:

a) rachadura da parte plástica de fixação

b) perda do parafuso

c) deformação da parte plástica de fixação

 

Na eventual necessidade de se comprar um botão novo o reparador deve verificar o tipo de encaixe e o diâmetro do eixo onde ele deve ser fixado.

Para a deformação que ocorre nos encaixes, por exemplo, em botões de mudança de estação de rádios, volumes ou sintonia de walkman e gravadores, uma solução mais simples consiste no emprego de uma boa cola.

Para rachaduras temos a possibilidade de se usar o calor da ponta do solador para derreter o plástico "emendando" o ponto quebrado, mas nem sempre isso vai solucionar o problema, principalmente se o botão estiver sujeito a esforços grandes como, por exemplo, na função liga/desliga (veja a próxima figura).

 

Chave seletora de tensão
Chave seletora de tensão

 

 

É importante observar que, se o botão "patina" a deformação ou a fixação errada pode ser a causa do problema.

Nos casos em que o botão deve fazer um certo esforço, como por exemplo nos controles que possuem interruptores conjugados, é comum a utilização de um eixo chanfrado, conforme mostra a figura abaixo.

 

Potenciômetros com eixos chanfrados
Potenciômetros com eixos chanfrados

 

 

O parafuso deve então entrar de tal modo a apertar a parte chanfrada, não podendo assim patinar. Se ele entrar apertando outro ponto, a tendência do botão é patinar.

Também existem os botões de encaixe simples por pressão como os encontrados em grande quantidade de rádios e toca-fitas de carro e outros aparelhos modernos.

Para a retirada desses botões basta puxá-los, e para recolocá-los no lugar, encaixamos fazendo um pouco de pressão, mas observando a posição da parte chata ou chanfrada do eixo e também a existente no próprio botão, conforme mostra a figura abaixo.

 

Potenciômetro com eixo estriado
Potenciômetro com eixo estriado

 

 Nos botões em que existem escalas, como os usados na sintonia de rádios AM e FM, walkman, CD players, sintonizadores, a posição original deve ser observada antes de fazermos sua montagem.

Para os botões de tecla, tanto a retirada como o encaixe é feito por pressão na maioria dos tipos. A disponibilidade de uma boa cola plástica ajuda bastante na recuperação destes elementos.

 

(3) SUJEIRA

O acúmulo de pó pode trazer sérios problemas para o funcionamento de qualquer aparelho eletrônico. Nos rádios podemos ter o aparecimento de ruídos na sintonia, enquanto que em outros aparelhos que operam com som, podemos ter ruídos ao se atuar sobre os controles de volume e tonalidade. Nos toca-discos e fitas ou CD players podemos ainda ter deformações de som.

Existem alguns pontos particularmente sensíveis ao pó nos aparelhos eletrônicos comuns:

 

a) Potenciômetros

A entrada de pó nos potenciômetros prejudica o contacto do cursor deste componente com a trilha de grafite provocando assim estalidos ou alterações bruscas do nível de som.

A limpeza pode ser feita pingando-se algumas gotas de algum solvente no componente como, por exemplo, a benzina, acetona, álcool e depois se movimentando algumas vezes o cursor em todo seu percurso. Na figura 19 os pontos onde devem ser introduzidos os solventes.

 

Pontos de aplicação de fluidos de limpeza
Pontos de aplicação de fluidos de limpeza

 

 Existem também "sprays" de substâncias que servem para realizar este tipo de limpeza como o WD-40. O técnico que tem frequentemente que reparar componentes com estes problemas deve ter disponível o spray.

Se a limpeza não resolver o problema, o componente deve ser trocado.

 

b) Capacitores variáveis

Os capacitores variáveis abertos e mesmo os plásticos fechados são sensíveis a pó e partículas estranhas.

Nos capacitores variáveis abertos a entrada de partículas estranhas pode colocar as placas em curto fazendo com que tenhamos "zonas mortas" de recepção quando então rádios, walkmans e sintonizadores podem parar de funcionar. Na figura 20 temos um capacitor variável do tipo antigo. As placas móveis não devem encostar nas placas fixas.

 

Um capacitor variável de equipamento atigo
Um capacitor variável de equipamento atigo

 

 

A limpeza destas placas deve ser feita com muito cuidado, usando para isso uma escova bem delicada e limpa. Outra possibilidade consiste em se usar um secador de cabelos que "sopre" a poeira para longe.

 

c) Cabeças gravadoras

O acúmulo de partículas magnetizadas nas cabeças de gravadores, walkman e toca-fitas além de outros aparelhos semelhantes (drives de disquetes de computadores) pode causar deformações de sinal (distorções) perda de sensibilidade, perda de volume, perda de dados, etc.

A limpeza deve ser feita com um cotonete ou palito com algodão embebido em algum solvente como benzina, acetona, álcool, conforme mostra a figura abaixo.

 

Limpando uma cabeça magnética com um cotonete
Limpando uma cabeça magnética com um cotonete

 

 No caso dos drives de computadores e CDs existem kits de limpeza que incluem um disquete ou CD especial para esta finalidade que ao rodar no drive faz a limpeza da cabeça.

Para a limpeza de cabeças de vídeo de gravadores de videocassete a limpeza deve ser feita com extremo cuidado para não produzir arranhões.

 

d) Agulhas de toca-discos e discos

Se bem que este tipo de aparelho tenda a desaparecer substituído pelos CDs existem ainda muitas pessoas que os possuem e que não abrem mão de suas coleções de discos comuns de vinil.

As agulhas desses aparelhos podem acumular poeira e fiapos que prejudicam a reprodução dos sons quando correm pelos sulcos de um disco. Da mesma forma, a poeira acumulada nos discos prende a agulha ou a desvia prejudicando a reprodução.

Para limpar as agulhas use um pedacinho de tecido macio (flanela) ou então uma escovinha macia e fina. Para os discos é conveniente usar uma escova apropriada de material antiestático. Esfregando um disco com um tecido comum ele pode carregar-se de eletricidade estática e assim atrair muito mais poeira.

 

e) Placas de circuito impresso

O acúmulo de pó nas placas de circuito impresso, além de dar-lhes um mau aspecto também pode prejudicar o funcionamento de qualquer aparelho eletrônico.

Para remover o pó é preciso ter muito cuidado para não causar danos aos componentes. Para isso podemos usar um secador de cabelos que concentre um forte jato de ar ou então um pincel bem fino e delicado. Pinceis de cerdas grossas podem danificar os componentes mais delicados.

Nunca use esponjas de aço do tipo 'Bombril" neste trabalho pois elas soltam fiapos condutores que podem colocar em curto-circuito componentes, causando danos ao aparelho ou mesmo sua queima.

 

(4) CORDÕES

Rádios transistorizados e integrados, sintonizadores e alguns outros aparelhos podem possuir um cordão que movimenta o ponteiro na escala de frequências. Este cordão normalmente tem um percurso determinado por polias de diversos tamanhos e deve manter uma certa tensão que é garantida por uma ou mais molas.

O rompimento deste cordão ou seu escape de uma das polias é um problema que eventualmente o leitor tenha de solucionar.

Como para cada tipo de aparelho existe um percurso diferente para o cordão, a disposição original deve ser pesquisada pelo reparador que, às vezes, precisará até adivinhá-la ou ter sensibilidade para percebê-la se o aparelho que lhe cair nas mãos não trouxer estas informações.

Na próxima figura temos uma instalação típica de cordão de mostrador de rádio. Os demais tipos não diferem muito desta em sua estrutura geral.

 

Traçado típico de um cordão de dial de rádio
Traçado típico de um cordão de dial de rádio

 

 

Observe que um extremo do cordão possui uma mola que é presa a um volante ou tambor que gira o capacitor variável. Ao girar o botão de sintonia o cordão deve, ao mesmo tempo, movimentar o ponteiro sobre a escala e também o tambor do variável. O cordão deve ficar tenso em todo o percurso do ponteiro na escala.

Cordões para esta finalidade podem ainda ser encontrados em algumas casas especializadas, se bem que não seja algo muito fácil de se obter.

 

(5) ALTO-FALANTES

Os alto-falantes podem apresentar tanto defeitos de ordem mecânica como elétrica. Neste capítulo veremos apenas os de natureza mecânica e que são os seguintes:

 

a) CONE RASGADO

O cone de papelão ou plástico de um alto-falante pode ser rasgado ou então atacado por insetos que produzem buracos, fendas, etc. Quando isso acontece o som perde a intensidade e a sofrer fortes distorções principalmente quando o volume é aumentado.

A reparação pode ser feita com a utilização de uma cola forte e um pedaço de papel resistência nos casos mais simples em que o aparelho não é de alta potência, conforme mostra a figura abaixo.

 

Reparando cone de alto-falante com cola especial
Reparando cone de alto-falante com cola especial

 

 Nos casos de alto-falantes de altas potências deve ser procurada uma oficina especializada na recuperação de alto-falantes.

Se o problema for na articulação, a reparação deve ser feita com cuidado para que o cone não tenha sua mobilidade afetada.

Existem casas especializadas que vendem somente cones de alto-falantes que então podem ser substituídos mas atualmente estas casas estão diminuindo sendo cada vez mais difícil encontrá-las.

Pesquisamos na internet digitando “restauração de alto-falantes” no Google, www.google.com, onde encontramos alguns sites sobre o assunto.

No entanto, a tarefa de substitui um cone é algo que exige conhecimento e habilidade pois a bobina precisa ser rigorosamente centralizada conforme mostra a figura abaixo. Nela, um separador é usado para garantir que existe espaço entre a bobina e o cone.

 

Fazendo a centralização de um alto-falante.
Fazendo a centralização de um alto-falante.

 

 

b) DEFORMAÇÕES DA ESTRUTURA DE SUSTENTAÇÃO

A carcaça do alto-falante ou estrutura de sustentação pode sofrer uma deformação com um tombo ou batida o que causa a descentralização do cone e com isso o aparecimento de distorções do som ou a produção de ruídos (o alto-falante "arranha").

A reparação pode ser tentada com habilidade desentortando-se a carcaça ou colocando-a (se for plástica e estiver quebrada) mas devemos ter o cuidado em observar se a centralização da bobina não foi afetada.

Observamos, entretanto que na maioria nos casos de alto-falantes de baixo custo é mais interessante trocar o componente por um novo quando qualquer dos problemas acima mencionado se manifestar e for difícil sua reparação.

Para os alto-falantes caros podemos apelar para as casas de recuperação de que já falamos. Veja, entretanto que, nem sempre o preço cobrado compensa o trabalho e o risco de não se ter uma recuperação total sempre existe.

 

c) ALTO-FALANTE SOLTO

Às vezes vibrações estranhas que ocorrem em determinadas freqüências ou mesmo quando o volume é aberto podem ser devidas ao fato do alto-falante não estar bem preso à caixa. Um aperto dos parafusos pode ser interessante neste caso e a própria solução para o problema.

 

d) PRESENÇA DE OBJETOS ESTRANHOS

Insetos mortos, pequenos objetos que caiam dentro da caixa e fiquem em contacto com o cone de um alto-falante podem causar distorções ou vibrações. Basta abrir a baixa e verificar, removendo a causa do problema com cuidado. Veja se não houve dano ao cone.

 

(6) BORRACHAS E POLIAS

Toca-discos, toca-fitas, videocassetes, CD players e muitos outros aparelhos eletrônicos que possuem partes movimentadas por meio de um motor de corrente contínua também são dotados de polias e roldanas que podem ser de borracha ou espuma, conforme mostra a figura abaixo.

 

Diversos tipos de polias encontradas em aparelhos eletrônicos.
Diversos tipos de polias encontradas em aparelhos eletrônicos.

 

 

As borrachas podem deformar, principalmente se o aparelho ficar muito tempo sem uso, o mesmo ocorrendo em relação as espumas que ainda podem sofrer um forte processo de deterioração (derretem) se forem atacadas por certas substâncias químicas, não transmitindo assim o movimento desejado ao dispositivo.

No caso de toca-discos e toca-fitas os problemas principais que temos em consequência de borrachas e polias deficientes ou rompidas são: parada total, distorção por velocidade alterada, aparecimento de "soquinhos" na reprodução ou ruídos.

 

As soluções:

a) A tensão de uma borracha ou polia pode ser ajustada em alguns aparelhos por meio de parafusos ou outros mecanismos.

b) A borracha ou polia deve ser trocada por uma com as mesmas características que a original.

 

Não se recomenda a realização de reparos em borrachas (por meio de cola) ou polias (emendas, colagem, etc.), pois o problema tende a se agravar.

Também, pesquisando na Internet, encontramos diversas empresas especializadas em correias e polias para aparelhos eletrônicos que vendem seus produtos pelo correio.

 

(7) BARRAS DE FERRITE QUEBRADAS

Uma queda ou batida mais forte num rádio de ondas médias e curtas pode causar a quebra da antena de ferrite. A barra de ferrite (material escuro que serve de núcleo para as bobinas) serve de antena e sua quebra pode causar a perda de sensibilidade de um rádio ou ainda a modificação de seu comportamento ao longo da faixa de sintonia.

Se uma barra quebra, a utilização de uma boa cola permite a recuperação do componente. A próxima figura mostra uma cola especial para ferrites.

 

Cola especial para ferrites
Cola especial para ferrites

 

 

O principal cuidado que devemos ter na recuperação destas barras é mantê-las em posição firme e imóvel durante o tempo de secagem da cola. A utilização de uma base de madeira com 4 preguinhos é uma sugestão de "ferramenta auxiliar" para este trabalho.

Lembramos que na substituição de uma ferrite a substituta deve ter o mesmo comprimento e diâmetro para que o ajuste e a sensibilidade do receptor sejam mantidos.

Também lembramos que os bastões de ferrite já são componentes bastante difíceis de encontrar nas casas especializadas, o que significa que pode ser necessário adotar a solução da cola como única alternativa para o reparo. De qualquer forma sugerimos consultar os fornecedores de componentes que trabalhem pela Internet.

 

(8) CORROSÕES

A exposição das partes metálicas de um equipamento eletrônico a vapores ácidos ou ainda a água salgada pode causar corrosões em diversas de suas partes afetando o funcionamento. Outro problema de natureza química é o ataque das substâncias que existem no interior das pilhas quando elas vazam.

Se o ataque for muito forte, normalmente a corrosão é irreversível e quando até mesmo partes maiores são afetadas, a recuperação de um aparelho é impossível.

No entanto se o ataque for leve ou superficial temos algumas soluções possíveis:

 

a) Limpeza de contatos:

A limpeza de contatos do suporte de pilhas, conectores e outras partes atacadas pode ser feita raspando-se o local com uma lâmina ou lima até se expor o metal que deve apresentar um brilho forte, conforme mostra a próxima figura.

 

Limpando contatos com substância especial
Limpando contatos com substância especial

 

 

Isso só deve ser feito depois que todos os vestígios da substância corrosiva terem sido eliminados, limpos de forma apropriada. Pouco que reste da substância poderá fazer com que o ataque continue, acabando por inutilizar o aparelho.

 

b) Limpeza de placas

Remova com uma esponja todos os vestígios do material corrosivo e depois remova com uma escova os vestígios finais. Um borrifo de verniz incolor pode ajudar a proteger a placa contra a corrosão. Existem sprays anticorrosivos ou eliminadores de corrosão que podem ajudar bastante neste caso.

 

c) Conectores e fios

Estes devem ser substituídos já que o ataque pode causar uma diminuição da espessura ou área de contato com o aparecimento de uma resistência elétrica capaz de afetar o funcionamento do aparelho.

No caso de interruptores e chaves, se puderem ser abertos os contatos devem ser limpos. Um spray limpa contatos é importante na oficina.

 

Limpador de contatos em spray
Limpador de contatos em spray

 

 

A limpeza deve ser feita lixando-se ou ainda limando-se o metal até que ele fique brilhante.

  

 

Índice

Curso Básico de Reparação - Introdução

Curso Básico de Reparação – 1

Curso Básico de Reparação – 2

Curso Básico de Reparação – 3

Curso Básico de Reparação – 4

Curso Básico de Reparação – 5

Curso Básico de Reparação – 6

Curso Básico de Reparação – 7

Curso Básico de Reparação – 8

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